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'Noite' às 7h, fila do micro-ondas e internet veloz e grátis: campuseiros mostram bastidores da Campus Party
Em vídeos, um estreante e dois veteranos no evento contam como é passar o dia lá dentro. A feira segue até este sábado, no Expo Center Norte, em São Paulo. Campus Party 2019: 'campuseiros' mostram bastidores de quem participa do evento Não é balada, mas, na Campus Party, a hora de dormir pode ser perto das 7h... depois de horas acompanhando palestras, aproveitando a internet de alta velocidade para fazer downloads que levariam dias ou experimentando a realidade virtual. A maior feira de tecnologia do Brasil não para: funciona 24 horas desde a última terça (12) e vai até este sábado (16). Muita gente acampa lá para aproveitar ao máximo. No vídeo acima, conheça os bastidores do evento na visão de 3 campuseiros, como são chamados os participantes, que moram em São Paulo, Brasília e Curitiba. Campus Party Brasil 12 Local: Expo Center Norte — Rua José Bernardo Pinto, 333 - Vila Guilherme, São Paulo - SP Horários: Arena: até 2h do dia 17 de fevereiro. Funcionamento 24h. Open Campus: 15 de fevereiro, das 10h às 20h, com circulação de pessoas até as 21h. Em 16 de fevereiro, das 10h às 16h, com circulação até às 17h. Ingressos: Sem camping, por R$ 350. Initial plugin text
Trump diz que pode prorrogar prazo para acordo comercial com China

As tarifas dos EUA sobre importações chinesas aumentarão de 10% para 25% se nenhum acordo for alcançado até 1º de março. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (15) que pode prorrogar o prazo de 1º de março para alcançar um acordo comercial com a China enquanto mantém as tarifas atuais, acrescentando que as negociações são "bastante complicadas". Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala nesta sexta-feira (15) Carlos Barria/ Reuters "Existe uma possibilidade de eu prorrogar a data", disse Trump em entrevista à imprensa nos jardins da Casa Branca. "Mas se eu fizer isso, se eu perceber que estamos perto de um acordo ou que o acordo está indo na direção certa, farei isso com as mesmas tarifas que estamos cobrando agora, não aumentarei as tarifas." Entenda a guerra comercial e seus possíveis impactos As tarifas dos EUA sobre US$ 200 bilhões em importações chinesas aumentarão de 10% para 25% se nenhum acordo for alcançado até 1º de março. Entenda a 'guerra comercial' Igor Estrella/G1
Jijoca de Jericoacoara abre concurso público para mais de 70 vagas, no Ceará
Salários variam de R$ 998 a R$ 10,2 mil. A Prefeitura de Jijoca de Jericoacoara, no litoral oeste do Ceará, abriu concurso público para preencher 71 vagas de níveis fundamental, médio e superior. As inscrições tiveram início nesta quinta-feira (14) e segue até o dia 23 de março. Confira o edital do concurso para a Prefeitura de Jijoca de Jericoacoara Os salários variam entre R$ 998 para cargos como motorista, agente administrativo e técnico em enfermagem, a R$ 10.200 para médico clínico geral. As vagas disponíveis são para os seguintes profissionais: motorista categoria D, agente administrativo, avaliador de imóveis, guarda de trânsito, técnico em agropecuária, técnico em enfermagem, técnico em turismo, topógrafo, guarda municipal, fiscal de obras e posturas, analista de controle interno, auditor ambiental, auditor fiscal, cirurgião dentista, contador, enfermeiro engenheiro de tráfego, engenheiro eletricista, farmacêutico, fiscal ambiental especialista em meio ambiente, fiscal de tributos, fiscal sanitário, fisioterapeuta, médico anestesiologista plantonista, médico clínico geral, médico ginecologista obstetra plantonista,médico ortopedista plantonista, médico psiquiatra ambulatório, professor de matemática, psicólogo, terapeuta ocupacional, médico veterinário, nutricionista, procurador do município, professor de educação básica I,professor de língua portuguesa. As inscrições são feitas somente pela internet, por meio do site da organizadora do concurso. As taxas de pagamento são de R$ 62,50 para cargos de nível fundamental, R$ 85 para nível médio e R$ 137,28 para nível superior.
União paga em janeiro R$ 565 milhões em dívidas atrasadas de RJ e MG, diz Tesouro
União paga parte de dívidas por ser garantidora de operações de crédito. Segundo o governo, do total, R$ 459,3 milhões são referentes a dívidas de MG, e R$ 105,7 milhões, do RJ. A Secretaria do Tesouro Nacional informou nesta sexta-feira (15) que a União pagou em janeiro R$ 565 milhões em dívidas atrasadas de estados e municípios. Do total, informou o Tesouro, R$ 105,75 milhões eram relativos a dívidas do Rio de Janeiro; e outros R$ 459,30 milhões, de Minas Gerais. Os valores foram pagos porque a União é garantidora de operações de crédito dos estados (entenda mais abaixo). Em 2017, o Rio de Janeiro aderiu ao regime de recuperação fiscal, por meio do qual ficaram suspensos os pagamentos das dividas do estado com a União por até 36 meses (podendo ser renovado por mais três anos). Em troca, se comprometeu a implementar um ajuste R$ 63 bilhões até o final do ano de 2020, entre cortes de gastos, aumento de receitas e empréstimos. O governo federal negocia um acordo semelhante com Minas Gerais. Segundo a secretaria estadual de Fazenda, Minas passa por uma grave crise financeira. O governador Romeu Zema (Novo) determinou que sejam tomadas medidas necessárias e urgentes em busca da retomada do equilíbrio das contas públicas. Desde 2016, o Tesouro Nacional já pagou R$ 11,82 bilhões para honrar garantias concedidas a operações de crédito dos estados, informou a instituição. Desse valor total, R$ 10,34 bilhões referem-se a operações em atraso do Rio de Janeiro. Garantias da União O governo federal informou que, como garantidora de operações de crédito, a União – representada pelo Tesouro Nacional – é comunicada pelos credores de que parcelas de dívidas garantidas estão vencidas e não pagas. "Diante da notificação, a União informa o mutuário da dívida para que se manifeste quanto aos atrasos nos pagamentos. Caso haja manifestação negativa em relação ao cumprimento das obrigações, a União paga os valores inadimplidos", explicou o Tesouro recentemente. Após essa quitação, a União inicia o processo de recuperação de crédito na forma prevista em contrato, ou seja, pela execução das contragarantias. Segundo o Tesouro Nacional, as contragarantias não estão sendo cobradas do estado do Rio de Janeiro por que este ingressou no regime de recuperação fiscal, e também não estão sendo buscados os valores de Minas Gerais por que o estado obteve decisões judiciais que impedem a recuperação do crédito. O Tesouro informou ainda que, sobre as obrigações em atraso, incidem juros e mora referentes ao período entre o vencimento da dívida e o efetivo pagamento dos débitos pela União.
Petrobras não aprova promoção de amigo de Bolsonaro para cargo de gerente executivo
Presidente havia defendido a nomeação de Carlos Victor Guerra Nagem, mas a estatal disse que a indicação não foi aprovada porque 'ele não possui a experiência requerida em posição gerencial'. A Petrobras informou nesta sexa-feira (15) que o nome de Carlos Victor Guerra Nagem, funcionário da empresa e amigo do presidente Jair Bolsonaro, não foi aprovado para o cargo de Gerente Executivo de Inteligência e Segurança Corporativa da estatal. "Apesar de sua sólida formação acadêmica e atuação na área, seu nome não foi aprovado porque ele não possui a experiência requerida em posição gerencial que é necessária à função, considerada de elevada sensibilidade para a companhia", disse a estatal em nota. Em janeiro, Bolsonaro postou em uma rede social sobre a indicação de Nagem para o cargo de gerente-executivo de Inteligência e Segurança Corporativa da Petrobras. Junto a essa informação, Bolsonaro disse que "a era do indicado sem capacitação técnica acabou". Mas essa parte do texto foi apagada logo em seguida. Bolsonaro defende promoção de amigo para gerência na Petrobras Na ocasião, a nomeação ainda precisava passar pela aprovação do Conselho de Administração e de outras instâncias da direção da empresa. Carlos Victor Guerra Nagem é capitão da reserva da Marinha e funcionário concursado da Petrobras há 11 anos. Ele vinha atuando na área de segurança nos últimos seis anos. Nesse período, tentou duas vezes a carreira política. Se licenciou da Petrobras para se candidatar, com o apoio de Bolsonaro, a vereador em 2016 e a deputado estadual no ano passado. Mas não se elegeu. Em um vídeo de campanha, Bolsonaro o chama de "amigo".
Grupos de hackers estão mais treinados e organizados, afirma diretora de segurança da Visa

Vice-presidente de combate de fraudes da operadora de cartões de crédito, Penny Lane mostrou como sua equipe está ajudando a combater esses criminosos. Penny Lane, diretora de segurança para fraudes em pagamentos da Visa, após palestra na Campus Party 2019 Fábio Tito/G1 Grupos de hackers especializados em roubos e ataques financeiros estão cada vez mais treinados, habilidosos e organizados. É o que afirmou Penny Lane, vice-presidente de disrupção de fraudes da Visa, em palestra durante a Campus Party, nesta quinta-feira (14) em São Paulo. Na apresentação, intitulada “Hackers não usam moletom”, ela mostrou um panorama de como estão dispostos os grupos que realizam ataques a redes financeiras em níveis globais e lembrou que hoje esses grupos são organizados, não apenas jovens com um computador em um porão. Acompanhe a cobertura completa do evento no G1 Com carreira construída no Departamento de Defesa e na Agência Nacional de Segurança (NSA), Lane, que é matemática de formação, se especializou em criptografia e segurança. Depois de 15 anos no setor público, ela foi para a iniciativa privada. Na Visa, ajudou a criar os primeiros times de hacking ético da empresa e uma equipe de ataques internos, que testa vulnerabilidades no sistema de segurança. Hoje, ela dirige um time que traça a origem, os métodos e as habilidades de grupos criminosos que atuam em grandes golpes internacionais. “Hackers são grupos organizados, preparados e treinados. Nós tentamos atrasar a operação deles e forçá-los a cometer erros”, disse Lane. De acordo com ela, esses grupos podem ser divididos em três categorias: grupos organizados e especializados, hackativistas (que têm motivações políticas ou religiosas, por exemplo) e até Estados Nacionais. “Temos fontes, monitoramos os diversos cantos da web e padrões nos ataques, mas a especialização desses grupos eleva o nível de ameaça com que estamos lidando”, disse ela em entrevista ao G1. A equipe de Lane entra em contato com autoridades e governos para avisar sobre ameaças que conseguiram detectar. O que nem sempre é tão simples, porque os ataques são coordenados a fim de evitar alarme nos sistemas de segurança. O time também pratica o que ela chamou de disrupção legal. “O objetivo desses grupos é fazer ataques com o melhor custo benefício, então eles acabam usando os mesmos servidores em diferentes ataques. Nós conseguimos entrar em contato com esses servidores e avisar do mal uso da ferramenta e atrasar a atuação dos criminosos”, explicou. Como exemplo, a executiva apresentou o caso do Roubo do Banco de Bangladesh, em que hackers tentaram roubar quase U$ 1 bilhão de um pequeno banco do país asiático em 2016. Arquitetado perfeitamente em termos de horário e invasão, o plano só deu errado por conta de um erro de digitação dos ladrões, que ainda conseguiram sair impunes com US$ 63 milhões. Perguntada sobre a moralidade de roubar bancos, Lane rebateu: “Pode parecer uma atitude como de um Robin Hood, mas os custos no final das contas são repassados para as pessoas pelos bancos e pelos governos”, disse. Os dados na proteção do usuário Assim como outras indústrias, a Visa tem trabalhado cada vez mais com inteligência artificial e "machine learning" para lidar com grandes quantidades de dados. Mas se grandes empresas de tecnologia utilizam dados para segmentar audiência e vender conteúdo, a Visa, como operadora de cartões, consegue usá-los para proteger em um momento de compra. “Quando você compra algo conseguimos cruzar mais de 100 informações como geolocalização, autenticação e perceber se aquela transação está fora dos padrões”, afirmou Penny Lane ao G1, que reiterou que tudo isso acontece quase instantaneamente e de forma anônima, respeitando leis de dados como a Lei Geral de Proteção de Dados, que passa a valer no próximo ano no Brasil.
Empresa aérea argentina de baixo custo recebe autorização para funcionar no Brasil
Com autorização da Anac, Flybondi já pode abrir empresa no país. Para ofertar voos, no entanto, empresa ainda precisa de autorização operacional. A empresa aérea argentina de baixo custo Flybondi recebeu autorização para funcionar no Brasil. A autorização foi publicada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) nesta sexta-feira (15) no Diário Oficial da União. Segundo a Anac, a companhia argentina poderá abrir uma empresa no país para oferecer serviço de transporte aéreo internacional regular de passageiro, carga e mala postal. Para dar início às operações, no entanto, a empresa precisa ainda da autorização operacional. Para ser autorizada a operar voos no Brasil, a Flybondi deverá comunicar a Anac, após a abertura da empresa, sobre quais trechos pretende operar no país. A Flybondi é uma das quatro empresas de baixo custo, conhecidas como low cost, que pediram para operar no Brasil. A chilena Sky Airline já está realizando voos desde novembro do ano passado e a argentina Avian também já tem autorização para operar. De acordo com a agência, o processo de autorização operacional para voos regulares da europeia Norwegian, também de baixo custo, está em fase de trâmites finais.
Previdência: Alcolumbre quer criar subcomissão de senadores para acompanhar trâmite na Câmara
Ideia do presidente do Senado é acelerar tramitação da proposta no Congresso; senadores acompanhariam análise e fariam sugestões para aprovar o texto ainda no primeiro semestre. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse nesta sexta-feira (15) que está em estudo a criação de uma subcomissão formada por senadores para acompanhar a tramitação da reforma da Previdência na Câmara e fazer sugestões a fim de acelerar a tramitação no Congresso. O governo federal deve encaminhar na próxima quarta-feira (20) o texto da reforma ao Congresso Nacional. A proposta do governo vai prever idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e de 62 anos para mulheres ao final de um período de transição de 12 anos. Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), a medida começa primeiro a tramitar na Câmara, onde terá que ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e depois por uma comissão especial, antes de ser votada no plenário em dois turnos. Só depois de aprovada pelos deputados é que a matéria segue para análise dos senadores. O objetivo de se criar uma subcomissão da CCJ do Senado, segundo Davi Alcolumbre, é “queimar etapas” e fazer com que o texto chegue no Senado “bem arredondado” para acelerar a votação da matéria. Na avaliação dele, se isso acontecer, será possível aprovar a reforma ainda neste semestre. "Eu acho importante isso para a gente queimar etapas de discussão. Se uma subcomissão dentro da CCJ – [a Previdência] é uma matéria constitucional – puder acompanhar par e passo o que estiver acontecendo na Câmara, a matéria vai chegar no Senado bem arredondada para a gente dar a nossa opinião e votar a matéria", disse. "[Vamos] tentar constituir essa subcomissão de acompanhamento para acelerar. Se isso der certo - e eu acho que vai dar certo - a gente consegue neste semestre aprovar", acrescentou. Alcolumbre explicou que irá procurar a senadora Simone Tebet, presidente da CCJ, e os demais integrantes, para discutir o assunto. "Estamos tentando constituir uma subcomissão dentro da CCJ – vou falar com a senadora Simone, que foi eleita, com os membros da comissão – para constituir uma submissão dentro da CCJ de acompanhamento, que essa subcomissão pode par e passo [acompanhar] as discussões da Câmara quando a reforma chegar na Câmara, levar a mensagem do Senado", afirmou. De acordo com o presidente do Senado, uma equipe de assessores técnicos da Casa está debruçada sobre o Regimento Interno para viabilizar a criação da subcomissão, que teria sete integrantes. "A sugestão dos técnicos é que seriam sete membros nessa subcomissão e aí estamos vendo se teria um presidente, se vai conseguir compatibilizar com a Câmara. Regimentalmente, está sendo construída a possibilidade de essa subcomissão acompanhar como orientadora do debate - a gente não pode votar, mas pode sugerir. Essa subcomissão pode dar sugestões do Senado para a câmara do sentimento do Senado", disse.
China isenta de tarifas 14 empresas do Brasil que exportam carne de frango

No entanto, uma lista de empresas será excluída das tarifas como parte de um 'compromisso de preço' acordado entre os dois lados. China tinha imposto taxas ao frango brasileiro em junho de 2017 Reprodução A China isentará 14 empresas brasileiras, incluindo a BRF e a JBS, das tarifas antidumping (contra venda de produtos a preços muito baixos) sobre as importações de frango acima de um preço mínimo. O Brasil é o maior exportador mundial da carne e o maior fornecedor estrangeiro para o mercado chinês. Recall do frango: relembre problemas com produção de carnes no Brasil Uma lista de empresas será excluída das tarifas como parte de um "compromisso de preço" acordado entre os dois lados, e divulgado pela Reuters no mês passado. Os preços mínimos não foram divulgados nem a relação dos exportadores. As isenções são resultados de meses de negociações entre produtores brasileiros de carne de frango e a China, enquanto o Brasil buscava resolver a questão lançada em 2017. Uma determinação preliminar, em junho do ano passado, colocou impostos entre 18,8 e 38,4% sobre todas as importações chinesas de frangos de corte brasileiros. A decisão final, emitida pelo Ministério do Comércio, nesta sexta-feira (15), diz que Pequim manterá tarifas entre 17,8 e 32,4% a partir de 17 de fevereiro por 5 anos. Aumento na demanda A decisão veio depois que os preços chineses da carne de frango atingiram níveis recordes de 11,2 iuanes (US$ 1,65 ou R$ 6) por kg no final do ano passado, devido ao aumento da oferta doméstica. A China baniu as importações de aves reprodutoras de muitos fornecedores importantes por causa de surtos de gripe aviária, prejudicando a produção doméstica. O país é o segundo maior produtor e consumidor de frango do mundo. A demanda por carne de frango também parece ter aumentado após os surtos de peste suína africana. Apesar dos resultados preliminares da investigação antidumping, as exportações brasileiras de frango para a China devem apresentar alta de cerca de 10 % em 2018 em relação ao ano anterior. Porém, a concorrência está aumentando desde que a China abriu seu mercado para as importações da Rússia, no ano passado, e suspendeu uma proibição de anos sobre a Tailândia. "Se o mercado cair e houver uma concorrência mais forte, alguns produtos de baixo preço não entrarão no mercado", disse uma fonte do setor não identificada familiarizada com os preços acordados. O Brasil exporta principalmente pés, pernas e asas de frango para a China, produtos que estão com demanda em alta e escassos no mercado interno.
Carnaval deve movimentar R$ 6,78 bilhões e gerar 23,6 mil vagas, prevê CNC

Crescimento da receita virá da combinação de inflação baixa e dólar aproximadamente 20% mais caro em relação ao início do ano passado. Carnaval em São Luiz do Paraitinga em 2018 Fábio França/G1 O carnaval deve trazer alta de 2% para a receita das atividades econômicas prestadoras de serviços turísticos no país, gerando movimentação financeira de R$ 6,78 bilhões. A estimativa é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Para atender ao aumento sazonal de demanda, a entidade estima a contratação de 23,6 mil trabalhadores temporários entre janeiro e fevereiro, alta de 23,4% em relação ao carnaval de 2018 (19,1 mil) e o maior contingente de temporários desde 2015 (21,2 mil). Com aproximadamente 18,4 mil vagas ofertadas, o segmento de serviços de alimentação deverá ser o responsável por cerca de 78% das oportunidades geradas. O crescimento da receita virá da combinação de inflação baixa e dólar aproximadamente 20% mais caro em relação ao início do ano passado, o que favorece os gastos com o turismo no território nacional, destaca a entidade. “A massa de rendimentos está mais favorável e mais pessoas estão ocupadas, em um ambiente de inflação baixa e crédito mais barato, o que beneficia gastos não essenciais”, explica Fabio Bentes, economista-chefe da CNC. Os segmentos de alimentação fora do domicílio como bares e restaurantes (R$ 4,1 bilhões), transporte rodoviário (R$ 859,3 milhões) e serviços de alojamento em hotéis e pousadas (R$ 774,3 milhões) responderão por mais de 84% de toda a receita gerada com o feriado de Carnaval. Os estados do Rio de Janeiro (R$ 2,1 bilhões) e de São Paulo (R$ 1,9 bilhão) serão responsáveis por 62% da movimentação financeira durante a folia, seguidos por Minas Gerais (R$ 615,5 milhões), Bahia (R$ 561,9 milhões), Ceará (R$ 320 milhões) e Pernambuco (R$ 217,6 milhões). Os demais estados, juntos, contabilizam pouco mais de R$ 1 bilhão.
Mattel lança Barbie com deficiência física

Nova coleção traz a Barbie na cadeira de rodas e com prótese na perna. Nova coleção da linha Barbie Fashionistas ganha bonecas com deficiências físicas, além de variedade de tons de pele, estilos de cabelo e looks da moda Divulgação A linha Barbie Fashionistas ganhou uma coleção com bonecas com deficiências físicas – Barbie na cadeira de rodas e com prótese na perna. Além disso, a boneca terá variedade de tons de pele, estilos de cabelo e looks da moda. De acordo com a Mattel, a boneca, que completa 60 anos este ano, já teve 200 lançamentos entre carreiras, papéis inspiradores e acessórios fashion. As novas bonecas poderão ser encontradas em lojas varejistas ao preço sugerido de R$ 89,99 para a Barbie Fashionista Regular e de R$ 149,99 para a Barbie com cadeira de rodas. Kim Culmore, vice-presidente de Design da Barbie, na Mattel, diz que a inclusão no portfólio das Barbies com deficiências físicas tem o objetivo de representar melhor as pessoas e o mundo que as crianças veem ao seu redor. "Nosso compromisso com a diversidade e a inclusão é um componente essencial de nosso processo de design e estamos orgulhosos por saber que as crianças de hoje conhecerão uma imagem diferente da marca”, disse. Lançamentos anteriores Em junho do ano passado, a Mattle lançou a Barbie engenheira robótica para 'encorajar' meninas a aprender programação. Em março de 2018, foi lançada a Barbie inspirada em Frida Khalo e outras personalidades para o Dia da Mulher. Barbie da Frida Khalo tem preço sugerido de R$ 249,99 no Brasil Divulgação Em novembro de 2017, foi lançada a primeira Barbie com hijab, tipo de véu islâmico. Em 2016, a marca anunciou a expansão da sua linha Fashionistas, com a inclusão de três novos tipos de corpo - baixa, alta e curvilínea - além de uma variedade de tons de pele, estilos de cabelo e roupas. Modelos da boneca Barbie lançados em 2016 Mattel via AP História da Barbie A boneca Barbie foi criada em 1959 pela americana Ruth Handler, co-fundadora da Mattel, que percebeu que sua filha Bárbara, ou Barbie, como era apelidada, gostava de brincar com bonecas de papel que trocavam de roupa. Até então, todas as bonecas tinham aparência de bebês e a de papel era uma das únicas que tinha a feição mais próxima à de uma adolescente. A partir dos anos 90 estilistas famosos como Christian Dior, Chanel, Versace, Givenchy, Carolina Herrera, Donna Karan, Giorgio Armani e Alexandre Herchcovitch vestiram a boneca em várias ocasiões. Clássicos do cinema, teatro e TV também ganharam bonecas Barbie caracterizadas com seus personagens mais famosos, entre eles Romeu e Julieta, O Mágico de Oz e Star Trek, além das atrizes Marilyn Monroe, Audrey Hepburn, Elizabeth Taylor, Vivien Leigh e Grace Kelly. Em 58 anos, Barbie já teve mais de 150 profissões, todas retratando aspectos da cultura e da sociedade de suas épocas. Alguns exemplos são Barbie astronauta (1965), Barbie médica cirurgiã (1973) e Barbie presidente dos EUA (1992).
China e EUA retomarão os temas difíceis do diálogo comercial na próxima semana

Representantes dos dois países se reuniram por dois dias na capital chinesa em uma tentativa de reduzir a tensão comercial. As delegações da China e dos Estados Unidos retomarão na próxima semana em Washington as negociações sobre temas comerciais, com temas difíceis para solucionar, de acordo com os dois países. Entenda a guerra comercial e seus possíveis impactos "Na próxima semana as duas partes se reunirão em Washington", disse o presidente da China, Xi Jinping, ao receber em Pequim os principais negociadores americanos após dois dias de conversações. "Espero que vocês continuem trabalhando duro para promover um acordo que seja mutuamente benéfico", completou. Bandeira dos Estados Unidos cobre parte de um retrato do ex-presidente chinês Mao Tsé-Tung diante da Porta de Tiananmen. Damir Sagolj/Reuters No início da reunião, o representante americano do Comércio, Robert Lighthizer, afirmou que as duas potências econômicas ainda têm pela frente uma tarefa difícil. "Sentimos que temos que avançar em temas que são muito, muito difíceis", declarou Lighthizer a Xi. "Tivemos dois dias muito bons de negociações", acrescentou. Tentativa de acordo Altos funcionários americanos e chineses se reuniram por dois dias na capital chinesa em uma tentativa de reduzir a tensão comercial, provocada pela guerra de tarifas de importação. Xi Jinping disse que "as relações entre China e Estados Unidos têm amplos interesses comuns em salvaguardar a paz e a estabilidade mundial e promover a prosperidade e o desenvolvimento econômico global". A delegação dos Estados Unidos incluía o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, além de Lighthizer e outros funcionários do setor comercial. Do outro lado da mesa, a equipe chinesa contava com o vice-premier e principal negociador comercial do país, Liu He, o chanceler Wang Yi e o presidente do Banco Central, Yi Gang. Em uma mensagem no Twitter, Mnuchin classificou os encontros dos últimos dias como "produtivos". "Reuniões produtivas com o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He", escreveu Mnuchin no Twitter, onde também publicou uma foto das delegações dos dois países diante das bandeiras da China e dos Estados Unidos. Após dois dias de reuniões na capital chinesa, Mnuchin deve ser recebido pelo presidente chinês, Xi Jinping, antes de retornar a Washington. Até o momento, as duas delegações conseguiram manter em sigilo os eventuais avanços nas negociações comerciais. Prazo para imposição das tarifas O governo dos Estados Unidos estabeleceu prazo até 1º de março para a China apresentar uma solução às divergências comerciais, antes de elevar de 10% para 25% as tarifas de importação de produtos chineses que representam até US$ 200 bilhões ao ano. De acordo com a agência de notícias Bloomberg, o governo de Donald Trump admitiria prorrogar o prazo por 60 dias. A administração Trump afirmou na semana passada que ainda resta "muito trabalho" por fazer antes que as duas maiores economias do planeta superem as divergências. Washington critica o enorme excedente comercial de Pequim na relação comercial. Também exige que a China acabe com práticas que considera injustas, como a transferência obrigatória de tecnologias americanas, o "roubo" de propriedade intelectual, a pirataria e os grandes subsídios a empresas estatais chinesas.
Incêndio atinge centro de distribuição da Vale na Malásia e paralisa operações

Segundo a mineradora, houve apenas danos materiais e as operações serão retomadas entre 10 e 15 dias. Um incêndio atingiu o centro de distribuição da Vale na Malásia, informou a companhia em comunicado nesta sexta-feira (15). A unidade foi inaugurada em 2014 para acelerar o fornecimento do minério de ferro da Vale na Ásia. Terminal marítimo da Vale e centro de distribuição Teluk Rubiah, na Malásia Divulgação/Vale "A Vale informa a ocorrência, nesta data, de um incêndio em uma das casas de transferência do sistema de correias transportadoras em seu centro de distribuição na Malásia", informou. Segundo a mineradora, o incêndio provocou apenas danos materiais e as operações devem ser retomadas em aproximadamente 10 a 15 dias. O incêndio deve ter um impacto reduzido nos embarques, disse a Vale, "uma vez que já estava programada parada para manutenção preventiva de 10 dias no terminal neste mesmo período".
'Prévia' do PIB do Banco Central indica que economia brasileira cresceu 1,15% em 2018
Resultado oficial do PIB do ano passado será divulgado pelo IBGE em 28 de fevereiro. Se confirmado o resultado, será a segunda alta seguida do nível de atividade. A economia brasileira cresceu pelo segundo ano consecutivo em 2018, indicam números divulgados nesta sexta-feira (15) pelo Banco Central. No ano passado, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo BC, registrou uma expansão de 1,15% na comparação com 2017. O número não possui ajuste sazonal, pois considera períodos iguais (ano contra ano). No ano retrasado, a economia já havia avançado 1%. O resultado oficial do PIB de 2018, porém, será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) somente em 28 de fevereiro. O mercado, segundo pesquisa realizada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras na semana passada, estima uma expansão de 1,25% para a economia brasileira em 2018. Cenário em 2018 O ano passado foi marcado pelo aumento da produção industrial, pelo retorno da criação de empregos com carteira assinada e pela manutenção dos juros básicos da economia, fixados pelo Banco Central, na mínima histórica de 6,5% ao ano. Apesar disso, os juros bancários continuaram em patamar elevado na comparação com outros países. Por outro lado, o nível de atividade também foi impactado negativamente pela greve dos caminhoneiros. No ano passado, o então Ministério da Fazenda, atualmente Ministério da Economia, avaliou que o prejuízo à economia provocado pelo movimento foi de R$ 15,9 bilhões. A categoria paralisou as atividades e fechou rodovias do país durante 11 dias no final de maio. IBC-Br e definição da taxa Selic O IBC-Br foi criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), que é divulgado IBGE. Os resultados do IBC-Br, porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do PIB. O cálculo dos dois é um pouco diferente: o índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos. O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária. Atualmente, a taxa Selic está em 6,5% ao ano, na mínima histórica, e a estimativa do mercado financeiro, até o momento, é de estabilidade até o fim de 2019. Pelo sistema que vigora no Brasil, o BC precisa ajustar os juros para atingir as metas preestabelecidas de inflação. Para 2019 e 2020, a meta central é de 4,25% (podendo oscilar entre 2,75% e 5,75%) e de 4% (com uma banda de flutuação de 2,5% a 5,5%), respectivamente. Quanto maiores as taxas, menos pessoas e empresas ficam dispostas a consumir, o que tende a fazer com que os preços baixem ou fiquem estáveis. O BC baixa os juros quando julga que a inflação está em linha com as metas definidas.
Bovespa opera em queda nesta sexta-feira; Vale oscila

Na véspera, o índice subiu 2,27%, a 98.015 pontos. Homem passa por gráfico de cotações na Bovespa, em foto de agosto de 2015 Paulo Whitaker/Reuters O principal indicador da bolsa paulista, a B3, opera em queda nesta sexta-feira (15), após fechar acima dos 98 mil pontos na véspera. O governo confirmou que a proposta da reforma da Previdência a ser enviada ao Congresso terá idade mínima diferente para homens e mulheres. Às 17h05, o Ibovespa recuava 0,48%, a 97.546 pontos. Veja mais cotações. Itaú Unibanco e Bradesco operavam em baixa perto do mesmo horário. As ações da Vale oscilavam entre altas e baixas. Oito funcionários da empresa foram presos nesta manhã, em investigação sobre o rompimento da barragem de Brumadinho. A operação ocorre em Minas Gerais, em São Paulo e no Rio de Janeiro O secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, afirmou nesta quinta-feira (14) que a proposta do governo de reforma da Previdência Social vai prever idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e de 62 anos para mulheres ao final de um período de transição de 12 anos. Na véspera, o índice subiu 2,27%, a 98.015 pontos. Na máxima da sessão, a bolsa foi a 98.018 pontos e, na mínima, chegou a 94.915 pontos.
Correios farão inscrição e regularização de dados do CPF

CPF será obrigatório para todos os dependentes dos contribuintes que tiverem que declarar o Imposto de Renda 2019. CPF Divulgação/Prefeitura de Guarulhos A partir deste ano, o CPF passa a ser obrigatório para todos os dependentes dos contribuintes que tiverem que declarar o Imposto de Renda 2019. Os Correios informam que, além da inscrição para quem não tem o documento, será possível fazer nas agências da estatal a regularização cadastral e a alteração de dados como data de nascimento, número do título eleitoral, endereço, nome da mãe e a mudança de sexo, que antes só era possível em unidades da Receita Federal. Em 2018, foram realizadas pela rede de atendimento dos Correios 6,3 milhões de inscrições para cadastro no CPF, alta de mais de 15% em relação ao ano anterior. Os estados com maior procura foram São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia. Para solicitar a inscrição no cadastro, é necessário comparecer a uma agência dos Correios, própria ou terceirizada, com a documentação necessária, e pagar o valor de R$ 7. O número do documento sai na hora. O CPF é utilizado para identificar o cidadão na Receita Federal. Não é obrigatório portar o cartão, mas o número do cadastro é exigido em várias situações, principalmente em operações financeiras, como abertura de contas em bancos. Com o CPF irregular, o contribuinte fica impedido de abrir ou movimentar conta bancária, tirar passaporte, realizar compra e venda de imóveis e adquirir financiamento, por exemplo. É possível pesquisar a situação cadastral do CPF no site da Receita. Entre as situações que podem deixar o CPF irregular estão: contribuinte deixou de entregar alguma declaração do Imposto Renda em pelo menos um dos últimos cinco anos; cadastro do contribuinte está incorreto ou incompleto, principalmente por problemas com o título de eleitor - a Receita alinha os dados com as informações da Justiça Eleitoral; cancelamento devido à multiplicidade de inscrições ou por decisão administrativa ou judicial; falecimento do contribuinte; fraude na inscrição. É possível fazer o pedido de regularização do CPF pelo site da Receita por quem estiver com a situação suspensa, mas sem obrigação de declarar imposto de renda nos últimos cinco anos.
Usiminas reverte prejuízo e lucra R$ 401 milhões no 4º trimestre

Resultado foi apoiado em parte com aumento nos preços do aço e do minério de ferro, com a receita líquida subindo cerca de 11%. Terminal da Usiminas/Cosipa, em Cubatão, no Porto de Santos, SP José Claudio Pimentel/G1 A Usiminas teve lucro líquido de R$ 401 milhões no quarto trimestre, revertendo resultado negativo de R$ 45 milhões sofrido um ano antes, informou o grupo siderúrgico nesta sexta-feira (15). A empresa teve geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 830 milhões no período, salto de 84% sobre o desempenho de R$ 450 milhões do quarto trimestre de 2017. A margem ajustada passou de 15% para 24%. O resultado foi apoiado em parte com aumento nos preços do aço e do minério de ferro, com a receita líquida subindo cerca de 11%, mas as vendas em volume da liga caindo quase 6% e as vendas de minério de ferro praticamente estáveis na comparação anual. A dívida líquida no final do ano passado era de R$ 4,2 bilhões. Com isso, o indicador de endividamento que relaciona a dívida líquida com o Ebitda encerrou o quarto trimestre em 1,6 vez, contra 2 vezes no fim de 2017.
BTG Pactual contrata Eduardo Guardia para presidir área de gestão de ativos

Ex-ministro da Fazenda vai substituir Steve Jacobs, que foi indicado para a presidência do conselho da unidade de gestão de ativos e ficará encarregado pelos investimentos internacionais do grupo. O ex-ministro da Fazenda Eduardo Guardia durante entrevista em maio de 2018 Gustavo Raniere/MF O banco de investimentos BTG Pactual anunciou nesta sexta-feira (15) a contratação do ex-ministro da Fazenda Eduardo Guardia para a presidência-executiva da unidade de gestão de ativos do grupo. Guardia, que assume a posição no BTG em 1 de julho, vai substituir Steve Jacobs, que foi indicado para a presidência do conselho da unidade de gestão de ativos e ficará encarregado pelos investimentos internacionais do grupo. A unidade de gestão de ativos do BTG Pactual administra recursos de R$ 184 bilhões. A nomeação de Guardia é o segundo movimento do tipo do BTG nesta semana para fortalecer a unidade de gestão de ativos. O grupo anunciou na segunda-feira a contratação de Will Landers, um veterano do BlackRock, para chefiar sua área de fundos de renda variável. Guardia foi ministro da Fazenda do Brasil em 2018, secretário-executivo do mesmo ministério entre 2016 e 2018, secretário do Tesouro Nacional em 2002, além de secretário de Fazenda do Estado de São Paulo, entre 2003 e 2006. Foi ainda diretor executivo da B3 (ex-BM&FBovespa) e diretor Financeiro e de Relações com Investidores da gestora GP Investments.
Inclusão de mulheres e minorias ganha espaço na Campus Party

Maior evento de tecnologia da América Latina tem palestras e painéis sobre diversidade. Programação termina no próximo domingo (17). Público tem mulheres em peso para assistir a painel sobre empoderamento feminino na tecnologia, no palco principal da Campus Party 2019 Fábio Tito/G1 Entre exposições de supercomputadores, drones, impressoras 3D e discussões sobre programação, astronomia e ciência, um assunto chamou a atenção na 12ª edição da Campus Party, que acontece nesta semana, em São Paulo: como incluir mais mulheres, negros, pessoas LGBTI e de outras minorias no setor de tecnologia. Só entre quarta (13) e quinta-feira (14), a diversidade foi o principal tema de ao menos 8 palestras no maior palco do evento, que também contou com painéis compostos exclusivamente por mulheres. "Pelo que vi, este ano eles se preocuparam bastante [em trazer discussões] com relação às meninas e também às meninas negras aqui", diz a estudante de relações internacionais Ester Borges, de 21 anos, que tem um projeto para ensinar programação para garotas e está na Campus Party pela primeira vez. A estudante Ester Borges, 21, tem um projeto para ensinar meninas a programar e foi à Campus Party pela primeira vez Luísa Melo/G1 Edições anteriores contaram com atividades voltadas a promover o aumento da representatividade feminina nas carreiras de tecnologia, mas com menos destaque. A organização, no entanto, nega um movimento intencional. "A gente procurou, na verdade, trazer pessoas boas dentro dos temas de conhecimento que a gente aborda. E tem muita gente boa aí, seja negro, seja LBGT, seja mulher, branco, amarelo, rosa", diz o diretor-geral Tonico Novaes. Dividindo o palco com outras cinco mulheres para falar sobre equidade de gênero nas empresas, Maitê Lourenço, psicóloga e fundadora da BlackRocks, instituição que ajuda negros a criarem startups, fez uma provocação. "Olhem ao redor e vejam quantas pessoas negras tem perto de vocês. Quem não se incomodar com essa imagem, a gente precisa conversar." Mulheres falam na palestra 'Mudança organizacional e os desafios da equidade de gênero', no palco Feel The Future, o principal da Campus Party 2019 Fábio Tito/G1 Foi aplicando o chamado "teste do pescoço" que ela chamou a atenção para o fato de que o público da Campus Party, assim como todo o setor de tecnologia, ainda é majoritariamente branco. Outra convidada que abordou o tema foi a executiva de TI Nina Silva. Ela é uma das fundadoras do Movimento Black Money, que busca fomentar o empreendedorismo negro e fazer com que o dinheiro dessas pessoas circule na própria comunidade. Nina chamou a atenção para o fato de que muitos negros e integrantes de outras minorias continuam sendo "estereotipados e maltratados" mesmo quando ocupam altos níveis dentro das empresas e são bem remunerados. A executiva de TI Nina Silva fala a campuseiros em palestra nesta quinta-feira (14) na Campus Party 2019 Fábio Tito/G1 Uma solução para isso, segundo ela, "é criar as próprias cadeiras" e fazer boicotes às companhias não comprometidas com sua causa. "Não vou comprar de empresas que me subjugam." A executiva deu sua contribuição para "enegrecer", como ela diz, e diversificar a própria Campus Party. Ela recebeu 30 ingressos como contrapartida pela palestra e selecionou pessoas que fazem parte da sua rede para participar do evento. Dessas, segundo ela, 25 são negras, 15 são mulheres e 2 são pessoas com deficiência. A prefeitura de São Paulo, apoiadora institucional, fez algo parecido. Depois de uma triagem, dos 300 campings que tinha para distribuir, doou 140 para mulheres. E dos 1,1 mil ingressos de campuseiros, 655 foram cedidos a garotas, 180 a homens negros da periferia e mais de 100 a pessoas LGBT, de acordo com a produtora Kamila Camilo. Ana Alice Costa, de 33 anos, foi uma das pessoas que ganhou o ingresso da prefeitura. Mulher trans, ela atua no setor de TI há mais de 12 anos e conta que tem dificuldade para conseguir emprego desde que começou o processo de transição, há cerca de 3 anos. Ana Alice da Costa, 33, trabalha no setor de TI há 12 anos e se queixa da dificuldade de conseguir emprego depois de iniciar processo de transição de gênero Luísa Melo/G1 "Cheguei a ouvir, em uma entrevista, a menina do RH que me entrevistou falar com o gestor: a pessoa se encaixa na vaga, mas não dá para contratar. Como nossos clientes vão vê-la?". Ela afirma que ter seu nome social no crachá da Campus Party é um ponto positivo. "Pode parecer um detalhe pequeno, mas, psicologicamente, faz diferença." Inclusão social A premiada pesquisadora Joana D'Arc Félix, que enfrentou a pobreza na infância e sofreu com o racismo, falou sobre a importância da inclusão social. Ela diz que é importante não se vitimizar e seguir em frente apesar dos obstáculos. Joana leciona em uma escola técnica em Franca, no interior de São Paulo, e concede bolsas de iniciação científica aos estudantes. Ela diz que só contempla aqueles que estão envolvidos com tráfico e prostituição, e não os com melhor desempenho escolar, por um motivo. A cientista Joana D'Arc Félix fala a campuseiros em palestra na noite de quarta-feira (13) na Campus Party 2019 Fábio Tito/G1 "Se nós trabalharmos só com os melhores, os ditos problemáticos, os piores, sempre serão excluídos. Então a gente nunca vai ter um Brasil 100%. A gente tem que dar oportunidade para esses ditos piores, porque dando oportunidade, eles têm condição de colocar para fora aquele talento que está adormecido, escondido", disse ao G1. A Campus Party espera 13 mil campuseiros até domingo (17) e não divulgou quantos deles são mulheres, nem a fatia feminina entre os palestrantes.
Dólar fecha em queda, após detalhes sobre proposta da Previdência

Moeda norte-americana recuou 1,02%, a R$ 3,7027, nesta sexta-feira. Notas de dólar Reprodução/TV Fronteira O dólar fechou em queda nesta sexta-feira (15), após o governo apresentar na quinta proposta de reforma da Previdência que prevê idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e de 62 anos para mulheres, e com investidores monitorando a crise política envolvendo o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno. A moeda norte-americana caiu 1,02%, vendida a R$ 3,7027. Veja mais cotações. Na semana, o dólar acumulou queda de 0,80%. No ano, o recuo é de 4,43%. No fim da quinta-feira, o secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, anunciou que Bolsonaro tomou uma decisão final para que a idade mínima de aposentadoria na proposta seja fixada em 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, com período de transição de 12 anos. O secretário afirmou ainda que o texto da reforma deve ser assinado por Bolsonaro e encaminhado ao Congresso em 20 de fevereiro. O texto que será apresentado pela equipe econômica ao Congresso é mais duro do que o proposto pelo governo do ex-presidente Michel Temer, que previa as mesmas idades mínimas, mas um período de transição mais longo. Os detalhes divulgados na quinta-feira agradaram ao mercado, ao sinalizarem uma posição firme da equipe econômica. "O mercado vai agora tentar entender mais alguns detalhes, como as classes que ficarão dentro. A primeira leitura é positiva e tende a gerar alguma valorização para o real", afirmou à Reuters a economista da CM Capital Markets, Camila Abdelmalack. As atenções agora se voltam para a tramitação da proposta e o quanto do texto o governo conseguirá manter em meio às negociações com parlamentares, destacou a Reuters. O mercado também traz na pauta desta sexta-feira eventuais desdobramentos da crise política no governo, que tem Bebianno no centro após denúncias de um esquema de candidatos-laranja dentro do PSL que está sendo investigado pela Polícia Federal. "O mercado está de olho em como essa crise pode retardar o crescimento da reforma. Apesar de ter no pano de fundo essa avaliação positiva acerca do texto, temos esses fatores que podem gerar alguma volatilidade ao longo do dia", completou Camila. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) alertou na véspera que a crise envolvendo Bebianno pode prejudicar a negociação sobre a reforma da Previdência. Atuação do BC O BC vendeu nesta sessão 10,33 mil swaps cambiais tradicionais, equivalente à venda futura de dólares. Assim rolou US$ 5,681 bilhões dos US$ 9,811 bilhões que vencem em março.
Governo quer entregar reforma da Previdência ao Congresso na quarta e avalia pronunciamento

Maia criticou o que chamou de má-fé e defesa de privilégios na discussão sobre Previdência A equipe econômica do governo Jair Bolsonaro quer entregar o texto da reforma da Previdência ao Congresso na próxima quarta-feira (20). A ideia é que o ministro da Economia, Paulo Guedes, faça a entrega, junto com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Após a entrega, assessores do governo avaliam que a melhor forma de iniciar a comunicação do projeto é um pronunciamento de Bolsonaro sobre os detalhes do texto. A principal preocupação, hoje, é informar corretamente a população sobre o que mudará na aposentadoria quando o texto for aprovado, para evitar ruídos. Nesta quinta (14), em entrevista à GloboNews, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o problema da reforma não é o texto, mas a “comunicação contra” a proposta. "As pessoas sempre me perguntam: 'Qual é o maior problema da Previdência? É o texto? Ou é a comunicação?'. É a comunicação, não é? Não a comunicação a favor, mas sim a comunicação contra. Você vê, eu fiz aquela entrevista com vocês, falei que as pessoas trabalhavam hoje até 80 anos. Não fiz nenhuma proposta de ninguém se aposentar com 80 anos. E aí eles fazem uma 'viralização' como se eu estivesse propondo a idade mínima de 80 anos. Quer dizer, é má-fé, e essa má-fé aconteceu na reforma do Temer. Aconteceu na reforma do Lula, aconteceu na reforma do presidente Fernando Henrique. Porque alguns, em vez de terem coragem de defender os seus direitos, muitos tratam de privilégios. E eu trato de direitos", disse Maia. Na avaliação do presidente da Câmara, se o governo articular a base, a proposta passa na Câmara em maio. Andréia Sadi Editoria de Arte / G1
IGP-10 sobe 0,4% em fevereiro com alta nos preços no atacado, diz FGV
Houve maior pressão dos preços de minério de ferro, leite in natura e cana-de-açúcar; em janeiro, houve queda de 0,26%. O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) passou a subir 0,4% em fevereiro, contra queda de 0,26% em janeiro, com maior pressão dos preços de minério de ferro, leite in natura e cana-de-açúcar no atacado. Os dados informados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira (15) mostraram que, no mês, o Índice de Preços ao Produtor Amplo-10 (IPA-10), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, teve alta de 0,4%, após queda de 0,59% em janeiro. O IPA apontou que o índice do grupo Matérias-Primas Brutas avançou 0,98%, deixando para trás a queda de 0,78% em janeiro, com destaque para o movimento dos itens minério de ferro, leite in natura e cana-de-açúcar. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30% do índice geral, por sua vez, desacelerou a alta a 0,38% em fevereiro, de 0,45% antes. O destaque foi o grupo Alimentação, cujos preços passaram a subir 0,66%, ante avanço de 0,91% no mês anterior. O Índice Nacional de Custo da Construção-10 (INCC-10) subiu 0,41% no período, contra avanço de 0,29% em fevereiro. O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.
Corte de produção da Vale afeta preços do minério de ferro e gera dúvidas sobre oferta mundial

Disparada nos preços beneficia a própria mineradora e seus concorrentes, mas custo do acidente em Brumadinho (MG) para a atividade ainda é incalculável, dizem especialistas. Pilhas de minério de ferro na China, em imagem de arquivo. Stringer/Reuters Os preços do minério de ferro passam por forte volatilidade no mercado internacional, diante de temores de que o corte de produção da Vale reduza a oferta da matéria-prima no mundo. Para especialistas, a valorização beneficia a mineradora e seus concorrentes, mas é cedo para mensurar os reais efeitos do rompimento da barragem em Brumadinho (MG) para a atividade. Vale ganhou relevância com aumento das exportações de minério Vale tem perda bilionária e enfrenta crise de imagem O acidente levou a Vale a anunciar que vai descomissionar mais 10 barragens e cortar em torno de 10% de sua produção anual de minério de ferro, o equivalente a 40 milhões de toneladas. Entenda o que é descomissionamento A notícia gerou receios de uma possível escassez de oferta no mercado internacional, já que a Vale está entre as maiores fornecedoras da commodity – dividindo espaço com as gigantes australianas BHP Billiton e Rio Tinto. O pesquisador sênior da área de Economia Aplicada do FGV IBRE, Lívio Ribeiro, avalia que o corte anunciado pela Vale pode representar algo em torno de 2% a 3% da oferta global. "A demanda e oferta do minério apontavam para uma estabilidade antes do rompimento da Barragem", afirma. Alta volatilidade Na bolsa de Dalian, na China, os preços futuros do minério de ferro para maio atingiram o recorde de US$ 96 por tonelada na segunda-feira (11), mas passaram a oscilar, com fortes perdas nos dois dias seguintes. No último ano, o produto vinha sendo negociado em torno de US$ 50 por tonelada. Minério de ferro extraído da mina Brucutu da Vale, em Minas Gerais. Darlan Alvarenga/G1 Pela dinâmica do mercado, os preços sobem toda vez que a oferta cai. A empresa de análise de dados Tivlon Technologies, em Cingapura, projetou que os preços do minério de ferro poderiam atingir US$ 120 por tonelada em agosto com o corte de produção da Vale. Custo incalculável Para o ex-secretário de Comércio Exterior e sócio da Barral M Jorge Consultores, Welber Barral, grande parte da disparada nos preços é especulativa, em meio a dados ainda incertos sobre o futuro da companhia. “O mercado tenta prever qual será a queda efetiva da produção, mas estas informações ainda são imprecisas”. O principal comprador do minério de ferro no mundo, a China, é quem mais vai pagar caro pela commodity. O país recebeu mais da metade (53%) de toda a matéria-prima exportada pelo Brasil no ano passado, um total de US$ 10,9 bilhões, segundo a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex). Barral acredita que a volatilidade do preço do minério tende a diminuir. "No longo prazo, os preços devem se estabilizar, à medida que a produção do minério de ferro venha a crescer de outras origens". O minério de ferro representou 8,4% das exportações brasileiras no ano passado (US$ 239,9 bilhões), mostram dados da Funcex. É o terceiro produto mais exportado, atrás apenas da soja e do petróleo. No ano passado, as vendas externas do minério do Brasil atingiram 394,24 milhões de toneladas. Quem ganha com a valorização A disparada da commodity fez as ações da Vale recuperarem parte das perdas na bolsa após Brumadinho. A mineradora e suas concorrentes tendem a se beneficiar desta valorização, lembra Ribeiro, do Ibre. "Os rivais da Vale estão rindo 'de orelha a orelha'". Quanto à Vale, a alta pode amenizar os efeitos da queda no volume exportado. “Se por um lado a mineradora reduz sua produção, por outro os preços sobem, o que acaba mantendo um equilíbrio na balança comercial”, explica Barral. Logo da Vale em São Goncalo do Rio Abaixo. Washington Alves/Reuters Já as perdas financeiras da Vale são incalculáveis diante dos desdobramentos do acidente. Ainda é cedo, por exemplo, para saber o custo de novas multas, indenizações e decisões judiciais contra a Vale após Brumadinho. Interdições de outras barragens podem levar a mineradora a reduzir ainda mais sua produção. Em Barão de Cocais (MG), uma vistoria de segurança em outra barragem da Vale desalojou moradores. No Espírito Santo, a empresa teve três áreas interditadas e foi multada em R$ 35 milhões. Uma decisão judicial determinou que ela pare de lançar rejeitos em outra barragem. Desaquecimento mundial pode frear preços Apesar do risco de uma escassez na oferta, a demanda mais fraca por commodities no mundo pode equilibrar a dinâmica de preços, observa Ribeiro, do Ibre. Para ele, o comportamento da economia chinesa será determinante. O momento é de desaquecimento da economia global, em meio a tensões comerciais entre China e Estados Unidos, que reduziram o apetite do país asiático por matérias-primas de mercados emergentes. “O mercado internacional hoje não é tão demandante de matérias-primas como antes, especialmente nos principais mercados compradores, como a China”, diz Barral. Entenda o que é minério de ferro, rejeito e barragem Alexandre Mauro/G1
Por que as pessoas não devolvem o carrinho no supermercado?
Estudos de economia comportamental não se resumem a tentar responder por que muitas vezes gastamos mais do que queríamos – isto é, nossos impulsos de compra. Muitos outros aspectos envolvem o ritual de consumo, antes e depois. E vários deles rendem estudos bastante curiosos. Por exemplo, por que, depois das compras, muitas pessoas costumam deixar os carrinhos ocupando vagas no estacionamento dos supermercados? Pesquisando na internet, descobri que é uma ocorrência que incomoda muita gente, mas será que existe uma explicação comportamental? Em um artigo para a revista Scientific American, a antropóloga Krystal D'Costa enumera uma série de razões que levam o carrinho a ser deixado fora do lugar, como a pessoa ao volante estar atrasada ou com crianças no carro, não podendo se afastar, ter alguma deficiência física, a área de devolução ficar distante, estar chovendo ou mesmo acreditar que outra pessoa irá pegá-lo. Também concorre para o ato a falta de punição. Deixar ou não o carrinho no lugar, para muitos, é uma escolha mais baseada na opinião desfavorável que os outros vão ter deles e também no bom exemplo de quem deixa o carrinho no lugar no que em alguma regra escrita. Além disso, as pessoas variam muito o comportamento diante dessa decisão. Há aqueles que sempre devolvem o carrinho no lugar certo, quem nunca devolve, quem devolve eventualmente e pessoas que só devolvem se estão sendo observadas. Supermercados tentam lidar de várias maneiras com o problema, seja designando pessoas para buscarem os carrinhos perdidos ou criando mais de um ponto para o retorno, mas nesse caso, lembra D'Costa, estão lidando com o interesse dos motoristas: não se afastar das crianças, permanecer seco se está chovendo, até mesmo estar com preguiça etc. O problema é que o mesmo impulso que nos leva a imitar o exemplo positivo dos outros também nos faz imitar os negativos. Em um experimento, publicado na revista Science, os autores, Kees Keizer, Siegwart Lindenberg e Linda Steg, deixaram folhetos sobre as os vidros de carros estacionados onde havia carrinhos abandonados e também onde todos os carrinhos estavam no lugar. No caso do estacionamento onde os carrinhos estavam organizados, 30% dos motoristas jogaram os folhetos no chão. Já no estacionamento onde os carrinhos foram abandonados de qualquer jeito, foram 58%. O resultado lembra a Teoria das Janelas Quebradas: um delito pode levar a outro. Será que há um jeito de resolver o problema? Um vídeo que circulou na internet no final do ano mostra uma mulher dirigindo com a mão direita e puxando um carrinho pelo estacionamento com a mão esquerda. É óbvio que não é uma solução válida. O melhor – afirma a antropóloga – é lembrar que a maioria de nós devolve o carrinho ao lugar certo ou pelo menos o deixa em um ponto onde pode ser facilmente recuperado. Já para aqueles que se sentem pressionados quando observados, destacar um funcionário para cuidar dos carrinhos pode acrescentar um custo às lojas, mas influencia alguns motoristas a fazerem a coisa certa. No caso de quem nunca devolve o carrinho ou não devolve por motivo de força maior, não há muito o que fazer. Esses carrinhos vão ser deixados sempre fora do lugar. Mas pelo menos, apesar do mau exemplo, o mundo não vai acabar por isso.
Recall do frango: relembre problemas com produção de carnes no Brasil

Setor foi alvo de operações da Polícia Federal em 2017 e 2018 e também sofreu restrições à exportação, apesar de liderança. Maior produtora de frango do mundo, a BRF anunciou o recolhimento de 464 toneladas da marca Perdigão, na última quarta-feira (13), por suspeita de contaminação por salmonela. O Brasil é líder mundial na exportação de carne, mas o setor foi alvo de operações policiais e de algumas restrições temporárias de importantes mercados recentemente. Relembre abaixo os principais problemas dos últimos anos. 2017 Março - Operação Carne Fraca A Polícia Federal inicia a operação que apura o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura em um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos. Ao todo, 70 empresas do setor foram investigadas, entre elas JBS e BRF. PF investiga suposta propina para liberar carne imprópria ao consumo Veja destaques da Carne Fraca: ministro da Justiça foi gravado em conversas com um dos líderes do esquema; suspeitava-se que frigoríficos vendiam carne vencida no mercado interno e no exterior; PP e PMDB seriam beneficiados com propina do esquema, segundo delegado; 33 servidores suspeitos foram afastados pelo governo federal; ao menos 22 países e a União Europeia anunciam algum tipo de restrição temporária à carne brasileira após a operação. Em abril, 59 denunciados se tornaram réus. Ao menos 20 foram condenados até agora. As primeiras sentenças saíram em julho, setembro e novembro de 2018. Ainda em 2018, o governo anunciou mudanças na fiscalização de laticínios e frigoríficos. Em janeiro deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de 19 inquéritos para investigar participação de políticos no esquema. Junho - EUA barram carne fresca Os Estados Unidos anunciam suspensão da importação de carne bovina fresca (in natura) do Brasil. O veto ocorreu após o país obter resultados negativos em testes de qualidade. O problema se deveu a uma reação da vacina de febre aftosa. Fazia menos de 1 ano que o país tinha obtido autorização para venda desse tipo de produto ao mercado americano, depois de 17 anos de negociações. Novembro - Embargo da Rússia A Rússia decide impor restrições temporárias à carne bovina e suína do Brasil. O país alega ter detectado a presença de substâncias como ractopamina e outros estimulantes para o crescimento da massa muscular dos animais. O mercado russo só reabriu para a carne brasileira em outubro de 2018. 2018 Março - Operação Trapaça A Polícia Federal deflagra a Operação Trapaça, um desdobramento da Carne Fraca, do ano anterior, agora se voltando somente à BRF: a suspeita era de que a empresa fraudava laudos sobre presença de salmonela em alimentos para exportação acima do nível tolerado por um grupo de 12 países; esse grupo inclui China, África do Sul e países da União Europeia. Segundo o governo, foram suspensas as exportações de 4 fábricas da BRF para esses destinos; as unidades eram as de Carambeí (PR) e Rio Verde (GO), que produzem frango; Mineiros (GO), que produz peru; e Chapecó (SC), que produz ração; na operação, o ex-diretor-presidente global da empresa Pedro de Andrade Faria foi preso junto com outras 9 pessoas ligadas à companhia. PF prende ex-presidente da BRF em nova fase da Operação Carne Fraca Em outubro do mesmo ano, Faria e o empresário Abílio Diniz, ex-presidente do conselho da BRF, e mais 41 pessoas foram indiciados pela PF por estelionato, organização criminosa, falsidade ideológica e crime contra a saúde pública. Abril - UE veta 20 frigoríficos Um mês depois da ação da PF, a União Europeia decide barrar as exportações de 20 frigoríficos do Brasil, sendo 12 da BRF. "A medida proposta pela comissão europeia é relativa a deficiências detectadas no sistema brasileiro oficial de controle sanitário", afirmou a comissão sanitária do bloco. Junho - China impõe medidas antidumping Segundo maior comprador de frango do Brasil, a China impôs medidas contra o país por considerar que seus produtores sofrem concorrência desleal. O caso estava sendo investigado desde agosto de 2017. Em janeiro último, segundo a agência Reuters, os chineses aceitaram uma proposta de acordo dos produtores brasileiros para encerrar as medidas. Ela deve entrar em vigor no próximo dia 18. Novembro - Prisão de Joesley, da JBS O empresário Joesley Batista, dono da JBS, foi preso novamente pela Polícia Federal na Operação Capitu, por suposto esquema de corrupção no Ministério da Agricultura durante o governo de Dilma Rousseff (PT). Segundo a investigação, a JBS deu dinheiro para políticos do MDB e, em troca, foi beneficiada com medidas do governo. Uma para regulamentação da exportação de carcaças de animais e outra pela proibição de um remédio contra parasitas. Empresário Joesley Batista deixa o Instituto Médico Legal (IML) Central de São Paulo após ser preso nesta sexta-feira (9) pela PF Willian Moreira/Futura Press/Estadão Conteúdo Batista e os demais presos foram soltos dias depois. Joesley e o irmão dele, Wesley, já tinham sido presos em 2017. Eles são réus por "insider trading". Segundo a denúncia, usaram informações sobre o acordo de delação premiada feito com a Procuradoria-Geral da República (PGR) para lucrar no mercado financeiro com a JBS e outra empresa. 2019 Janeiro - Arábia barra 5 frigoríficos A Arábia Saudita barrou a importação de carne de frango de 5 dos 30 frigoríficos do Brasil que exportavam para a região, a maior compradora do produto nacional. Entre as unidades suspensas, uma é da JBS e outra é da BRF. A associação dos produtores diz que se tratou de uma questão técnica. Fevereiro - Recall do frango A BRF anuncia que recolherá 464 toneladas do alimento por suspeita de contaminação por salmonela e convoca consumidores que tenham esses lotes em casa a fazer o recall. Uma parte dessa carne seria exportada e, segundo a empresa, foi recolhida por precaução.
Concurso de Bom Jesus do Araguaia (MT) abre 60 vagas com salário de até R$ 14 mil

Os interessados devem se inscrever pelo site do organizador do concurso até o dia 11 de março. Concurso de Bom Jesus do Araguaia Divulgação A Prefeitura de Bom Jesus do Araguaia, a 983 km de Cuiabá, abriu concurso público com 60 vagas. De acordo com o edital publicado, os salários variam entre R$ 954 e R$ 14.168,90. A taxa de inscrição vai de R$ 40 a R$ 120. As inscrições estão abertas. O edital foi publicado no site da prefeitura. As vagas são para cargos com nível fundamental, médio e superior: analista, assistente social, cirurgião dentista, enfermeiro, farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, médico, médico veterinário, nutricionista, pregoeiro, psicólogo, técnico administrativo educacional, técnico em radiologia, técnico em enfermagem, técnico em saúde bucal, técnico em recursos humanos, mecânico, motorista, tratorista, gari, agente administrativo de serviços públicos, vigia, pedreiro, zelador de cemitério, fiscal tributário municipal, recepcionista, auxiliar de manutenção e conservação, auxiliar de oficina mecânica, orientador social, regulador, operador de máquinas pesadas e auxiliar de serviços gerais. Os interessados devem se inscrever pelo site do organizador do concurso até o dia 11 de março. A taxa de inscrição é de R$ 40 (nível fundamental completo e incompleto), R$ 60 (nível médio completo), R$ 80 (nível técnico) e R$ 120 (nível superior). Clique aqui para se inscrever. O concurso terá prova objetiva, avaliação de títulos e prática. A prova será aplicada no dia 24 de março.
Candidatos jovens e atualizados têm maior preferência no mercado de trabalho, diz pesquisa

Estudo revela ainda que, para 51% dos entrevistados, muitas mudanças de emprego podem desclassificar profissional da seleção, mesmo que ele tenha fortes habilidades e experiência. Ambiente de Trabalho Reprodução GloboNews Pesquisa divulgada pela Robert Half, empresa de recrutamento e seleção, mostra que 64% dos entrevistados dão preferência a candidatos jovens e com qualificações que os tornam atualizados em sua área. Os 36% restantes preferem candidatos mais velhos, com larga experiência, sem, no entanto, tantas atualizações na carreira. Outro dado da pesquisa, feita com cinco perguntas elaboradas pelo G1, revela que 90% dos entrevistados preferem candidatos dinâmicos e inexperientes, em contraste com os 10% que dão preferência para candidatos acomodados e experientes. Os dados fazem parte da 7ª edição do Índice de Confiança Robert Half, estudo trimestral que mapeia o sentimento dos profissionais qualificados com relação ao mercado de trabalho atual e futuro. Foram entrevistados 387 profissionais empregados (com idade igual ou superior a 25 anos e formação superior), 387 desempregados e 387 profissionais responsáveis pelo recrutamento dentro das empresas de diferentes regiões do país. Para Maria Sartori, diretora de recrutamento da Robert Half, os resultados da pesquisa indicam a valorização do dinamismo e capacidade de se manter atualizado. “Esses tributos se tornam ainda mais relevantes com o ritmo atual dos negócios e o impacto da tecnologia no dia a dia. Cada vez mais será necessário ter facilidade para desaprender conceitos antigos e aprender novos com agilidade, estar atualizado e atento às novas tecnologias e em condições de absorvê-las”, analisa. Mudanças de emprego podem prejudicar A pesquisa revela ainda que 51% consideram que um profissional com fortes habilidades técnicas e experiência na sua área pode ser desclassificado da seleção por ter mudado de emprego várias vezes. Para 49%, o fato de pular de emprego em emprego não tira o candidato do páreo. Já o longo tempo de permanência não traz grandes consequências aos candidatos. Para 81%, o candidato que ficou muito tempo numa empresa não acaba prejudicado na recolocação. E para 83%, o tempo de permanência no emprego não pesa mais que a experiência do candidato. Para Maria Sartori, são cada vez mais frequentes os casos de empresas que se preocupam com candidatos que acumulam passagens curtas nas empresas. Segundo ela, a explicação é simples: se nos dois ou três últimos empregos o profissional não se desenvolveu no cargo, não promoveu realizações e nem completou projetos, por que motivo ele faria isso na empresa seguinte? A gerente explica que, para as organizações, a falta de estabilidade reflete em perda tempo e dinheiro para treinar e adaptar esse profissional. Ou seja, a imagem que fica é que, quando chega o momento de dar frutos, o profissional se cansa e vai embora para outra oportunidade de carreira. Por outro lado, o fato de o profissional permanecer longos períodos em uma mesma empresa não representaria algo negativo. “Mas é importante lembrar que, após um longo período em uma mesma empresa, é importante que o profissional comprove sua evolução, aumento de responsabilidades, desenvolvimento de novas habilidades e competências”, alerta. Salário menor por emprego Outra pesquisa da Robert Half, com perguntas feitas pelo G1, revelou que 70% dos profissionais desempregados entrevistados não recusariam uma oportunidade se a remuneração fosse inferior à que eles ganhavam anteriormente. O levantamento mostrou ainda que há restrições tanto para contratar pessoas muito qualificadas quanto sem experiência: 53% das empresas entrevistadas deixaram de contratar um profissional porque ele era muito qualificado para a vaga; e 73% deixaram de contratar um profissional porque ele não tinha experiência na área. Veja por que na reportagem.
Previdência: economia projetada com reforma é de 1/3 do déficit do INSS, mostram dados do governo
Intenção é economizar R$ 1 trilhão em dez anos com reforma. Rombo do INSS entre 2020 e 2029 está estimado pelo governo em R$ 3,1 trilhões. Objetivo da reforma é conter avanço do déficit. Dados do Ministério da Economia indicam que a economia de R$ 1 trilhão em 10 anos (2020-2029) almejada pela equipe econômica com a reforma da Previdência Social representa menos de um terço do déficit do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estimado para o período. O valor da economia projetado com a reforma ainda não é definitivo – nesta quinta-feira (14), o presidente Jair Bolsonaro decidiu a respeito do modelo de reforma que enviará para o Congresso, mas a equipe econômica não informou quanto esse modelo permitirá economizar. O inteiro teor da proposta será divulgado somente na próxima quarta (20), quando o presidente assinará o texto da reforma da Previdência e o encaminhará ao Congresso, disse o secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho. Proposta é de idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres, diz secretário De acordo com informações da Secretaria Especial de Previdência do Ministério da Economia, o déficit (despesas maiores que as receitas) do INSS (sistema público que atende aos trabalhadores do setor privado) deve somar R$ 3,1 trilhões nos próximos dez anos. Essa é a soma dos déficits projetados ano a ano em valores constantes (ou seja, não corrigidos pela inflação). O objetivo do governo ao propor a reforma não é zerar o déficit previdenciário, mas tentar diminuir o rombo previsto para os próximos anos. Em 2018, o déficit nas contas do governo somou R$ 120 bilhões, impulsionado principalmente pela Previdência. A intenção da equipe econômica é reduzir os déficits públicos nos próximos anos, e, com isso, tentar conter a alta do endividamento – que totalizou 76,7% do Produto Interno Bruto (PIB) no fim do ano passado. O Tesouro Nacional observou recentemente que, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), a dívida bruta de países emergentes, ou seja, no "mesmo estágio de desenvolvimento" do Brasil, está em cerca de 50% do PIB. Servidores Além do déficit do INSS, números oficiais indicam que o rombo dos regimes próprios dos servidores públicos (Executivo, Legislativo, Judiciário e Ministério Público) pode somar mais R$ 1 trilhão nesse mesmo período. Esse valor consta no Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO) da Secretaria do Tesouro Nacional, divulgado na semana passada no “Diário Oficial da União”. De acordo com o secretário de Previdência Social do Ministério da Economia, Leonardo Rolim, porém, esse valor do rombo dos regimes próprios está corrigido pela inflação. Dados sem a correção inflacionária, considerados adequados, não foram fornecidos pela Secretaria de Previdência do Ministério da Economia. Nessa conta, ainda não estão incluídas informações sobre o déficit do regime previdenciário dos militares. O G1 entrou em contato com o Ministério da Defesa, indicado pelo governo para fornecer estimativas sobre os militares, mas até a publicação desta reportagem os números ainda não tinham sido encaminhados. Desequilíbrio na Previdência De acordo com dados oficiais, a média de idade da aposentadoria está entre menores do mundo no Brasil. Informações do Banco Mundial (Bird) e da OCDE mostram que o Brasil é o país com população jovem que mais gasta com Previdência. O Tesouro Nacional avaliou recentemente que a Previdência Social é o principal motivo das contas públicas estarem registrando, desde 2014, rombos bilionários, o que tem pressionado para cima a dívida pública - que atingiu 76,7% do PIB em dezembro (patamar elevado para emergentes). Somente no ano passado, o déficit previdenciário (INSS, RPPS e militares) somou R$ 290 bilhões, sendo o principal responsável pelo rombo de R$ 120 bilhões nas contas do governo em 2018. Estimativas da proposta de orçamento de 2019, do governo federal, indicam que os gastos do governo federal com a Previdência Social devem ficar mais de três vezes acima das despesas somadas de saúde, educação e segurança pública. Dados do IBGE indicam que o Brasil terá 73 milhões de idosos em 2060, ou seja, cerca de 32% da população - contra os atuais 13%. Sistema 'insustentável' O secretário de Previdência do Ministério da Economia, Leonardo Rolim, avaliou que o atual sistema previdenciário, da forma como está, é "insustentável". "Hoje, a gente já tem um déficit considerável e vai piorar muito por conta da demografia [envelhecimento populacional]. Daqui a três décadas, nós vamos ter três vezes o número de idosos que temos hoje e menos gente do que temos hoje no mercado de trabalho [financiando a previdência]. No modelo atual, o modelo não se sustenta", declarou. De acordo com Rolim, sem a reforma da Previdência Social, será preciso elevar a carga tributária (patamar de impostos pagos em relação à riqueza do país), que em 2017 somou 32,43% do Produto Interno Bruto (PIB), percentual considerado elevado para países emergentes. Ou aumentar ainda mais a dívida pública. Outra alternativa seria o crescimento da inflação."Ou resolve tudo isso via inflação, que é o que o Brasil fazia no passado, que é o que a Argentina voltou a fazer. São os caminhos que a gente têm", afirmou o secretário de Previdência ao G1. Ele avaliou também que, sem a reforma da Previdência Social, será impossível cumprir o teto de gastos públicos – aprovado em 2016 – que estabeleceu um limite de despesas do Executivo, Legislativo e Judiciário com base na inflação do ano anterior. Isso porque as despesas obrigatórias (que o governo não tem opção de não pagar) já somam 93% em 2019, e avançariam para mais de 100% nos anos seguintes. "Se não fizer a reforma previdenciária, vai ter de mudar a Constituição e acabar com o teto de gastos. A gente já tem números que mostram que a despesa obrigatória supera o teto [nos próximos anos], mesmo se zerar a despesa discricionária [aquela que o governo pode alterar]. O Congresso teria de aprovar uma emenda constitucional acabando com o teto de gastos", disse. Regime de capitalização O secretário Leonardo Rolim acrescentou que o governo também quer propor, não necessariamente neste momento, mas em uma segunda rodada de discussões sobre a previdência, um regime de capitalização para os jovens. Por esse regime, os benefícios são pagos de acordo com as contribuições feitas no passado pelos próprios trabalhadores. "Essa vai ser a nova previdência, para gerações futuras. Um sistema equilibrado, que o jovem vê essa nova previdência e diz que vai entrar. Tem de definir ainda as regras, mas é voltado para as novas gerações. Os detalhes – se é para quem nasceu a partir de tal ano – ainda tem de definir. Provavelmente vai ficar para uma segunda rodada de negociação", informou.
Micro e pequenas empresas recorrem às fintechs para fugir dos juros cobrados pelos bancos
Por que é tão difícil para pequenas empresas conseguirem crédito? Eu falo isso no meu comentário para o Jornal da Globo. Confira no vídeo abaixo: Samy Dana comenta a dificuldade das pequenas empresas em conseguir crédito
Petrobras vai provisionar R$ 3,5 bilhões após acordo com ANP para unificação de campos

Acordo encerra disputa que já dura quase cinco anos sobre participações governamentais referentes ao Parque das Baleias. A Petrobras informou nesta quinta-feira que reconhecerá provisão de R$ 3,5 bilhões no balanço do quatro trimestre de 2018 após acordo com a reguladora do setor de petróleo, ANP, para unificação de campos do Parque das Baleias, segundo fato relevante. Mais cedo, a ANP havia informado que deve assinar com a Petrobras, até março, o acordo que encerra uma disputa que já dura quase cinco anos sobre participações governamentais referentes ao Parque das Baleias. Pelo acordo, que segundo a ANP envolve R$ 3,1 bilhões em participações governamentais, uma primeira parcela de R$ 1,1 bilhão seria paga à vista, ficando o restante parcelado em 60 meses. A disputa teve início após a ANP decidir em fevereiro de 2014 que as áreas produtivas que formam o Parque das Baleias deveriam ser consideradas apenas um campo, o que elevaria de forma relevante o cálculo de pagamento de participações especiais à União. Sede da Petrobras no Rio de Janeiro Sergio Moraes/Reuters À época, a Petrobras não concordou com a decisão administrativa, o que levou a discordância para níveis históricos entre agência e estatal, nos últimos anos, com acionamento da Justiça e de câmara de arbitragem internacional. A participação especial é uma compensação financeira paga por petroleiras apenas em campos com grande volume de produção, diferentemente dos royalties, que incidem sobre o volume total da produção de todas as áreas. A partir do acordo, o campo de Jubarte, uma das área do Parque das Baleias, passará a ser denominado "Novo Campo de Jubarte" e será formado pelas áreas de Jubarte, Baleia Azul, Baleia Franca, partes de Cachalote e Pirambu, além de pequenas parcelas, de Caxaréu e Mangangá, segundo a ANP. Com o acordo, a ANP calcula que, nos próximos 20 anos, a arrecadação de participação especial com o novo campo será de R$ 25,8 bilhões em valores nominais, considerando curva de produção prevista, preço do óleo e câmbio atuais, investimentos e custos operacionais. Ainda no âmbito da minuta de acordo e à luz dos novos investimentos a serem realizados, a ANP afirmou que se compromete a prorrogar a fase de produção do Novo Campo de Jubarte por 27 anos, para 2056. Anteriormente, a fase se encerraria em 2029.
'Tinder' para vacas permite a produtor buscar o gado que deseja

Aplicativo é chamado de 'Tudder', uma mistura das palavras Tinder e "udder", que é úbere em inglês. Por ele, dá para saber produção de leite e teor de proteína ou potencial de parição. Tudder é o 'Tinder' para criadores de gado Matthew Stock/Reuters Um aplicativo inspirado no Tinder está ajudando agricultores a encontrar potenciais parceiros para o seu gado. Intitulado "Tudder" --uma mistura entre as palavras Tinder e "udder", úbere em inglês, como é chamada a teta da vaca. O app permite aos criadores navegar pelas fotos do gado que gostaria de comprar. Tal como acontece com o Tinder, os agricultores usam smartphones para primeiro escolher se estão à procura de um macho ou fêmea, passando para a direita para "sim" e esquerda para "não" --até encontrarem um match. Eles são, então, direcionados para uma página no site SellMyLivestock, onde podem procurar mais fotos e dados sobre os animais antes de decidir se querem comprar. Informações valiosas estão disponíveis sobre questões como produção de leite e teor de proteína, ou potencial de parição, explicou Doug Bairner, presidente-executivo da Hectare Agritech que administra o SellMyLivestock (SML) e o Graindex, uma plataforma de comércio online sediada no Reino Unido. "Dar match com gado online é ainda mais fácil do que com os humanos, porque há uma enorme quantidade de dados que estão por trás desses maravilhosos animais que predizem o que os seus filhotes serão", disse o executivo. Com lançamento bem a tempo para o Dia dos Namorados (Valentine's Day), os criadores do Tudder acreditam que este seja o primeiro aplicativo para criação de gado. O SellMyLivestock listou mais de 50 milhões de euros de gado, ração e roupas para vender no ano passado, dissipando as noções de que os agricultores estão presos no passado, disse Bairner.
CVM tem quatro processos abertos envolvendo a Vale pela tragédia de Brumadinho

Em um dos processos, CVM vai apurar a responsabilidade dos administradores da empresa pelo rompimento da barragem. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou nesta quinta-feira (14) que tem quatro processos envolvendo a mineradora Vale pela tragédia de Brumadinho. De acordo com o último balanço da Defesa Civil, o rompimento da barragem casou 166 mortes até agora e 155 pessoas continuam desaparecidas. Bombeiros e cães procuram por corpos na região do Córrego do Feijão, em Brumadinho Douglas Magno/AFP Em um dos processos, aberto em 28 de janeiro, a autarquia vai apurar a responsabilidade dos administradores da empresa pelo rompimento da barragem. Nos demais, a CVM acompanha a divulgação da companhia sobre os desdobramentos da tragédia e apura as reclamações de investidores. Nesta quinta-feira, durante audiência da comissão externa da Câmara dos Deputados, o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, disse que a empresa "é uma joia brasileira" e não pode ser condenada pelo rompimento da barragem de Brumadinho, "por maior que tenha sido a tragédia". Em sua apresentação, Schavartsman afirmou que a Vale nunca construiu barragens pelo modelo “a montante” que é o mesmo método da barragem que se rompeu em Brumadinho e em Mariana, em 2015. Segundo presidente da mineradora, todas as barragens “a montante” da Vale foram compradas pela empresa após monitoramento das estruturas. A empresa tem 19 barragens construídas pelo sistema “a montante” e já anunciou que acabará com essas barragens em até três anos. Segundo a Vale, nenhuma delas está sendo usada.
Google e Amazon são alvos de regras digitais da UE contra práticas desleais
Empresas terão que dizer como classificam produtos próprios ou rivais em suas plataformas. O Google, a Amazon e outras empresas de tecnologia terão que dizer como classificam produtos próprios ou rivais em suas plataformas sob novas regras da União Europeia para impedir práticas injustas de plataformas online e lojas de aplicativos. Proposta pela Comissão Europeia em abril do ano passado, a lei de plataforma para negócios (P2B) atinge o Google Play, o App Store da Apple, a Microsoft Store, a Amazon Marketplace, o eBay e a Fnac Marketplace. As regras incluem uma lista negra de práticas comerciais desleais, exigem que as empresas criem um sistema interno para lidar com reclamações e permitam que as empresas se agrupem para processar plataformas. "Nossa meta é proibir algumas das práticas mais injustas e criar uma referência para a transparência e, ao mesmo tempo, garantir as grandes vantagens das plataformas online tanto para consumidores quanto para empresas", disse o chefe digital da UE, Andrus Ansip. O Google levou uma multa de 2,42 bilhões de euros em 2017 por favorecer seu próprio serviço de comparação de preços. Reguladores da UE também investigam se a Amazon usa dados de lojistas ilegalmente para fazer produtos copiados.
Petrobras eleva gasolina em 2,29% nas refinarias a partir desta sexta
Com o aumento, valor do litro da gasolina passará de R$ 1,5232 para R$ 1,5581. A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (14) que vai elevar, a partir desta sexta (15), o preço médio da gasolina nas refinarias em 2,29%. Com isso, o valor do litro da gasolina passará de R$ 1,5232 para R$ 1,5581. A estatal também anunciou que o preço médio do litro do diesel permanecerá em R$ 2,0005. O preço da gasolina não sofre queda desde 2 de fevereiro, quando foi reduzido de R$ 1,4907 para R$ 1,4758. No ano passado, o governo anunciou o fim do programa de subvenção do diesel instituído pela União, que havia sido criado pelo governo após a greve dos caminhoneiros, no fim de maio. Uma das principais reivindicações da categoria era a redução no preço do combustível. A Petrobras adota novo formato na política de ajuste de preços desde 3 de julho de 2017. Pela nova metodologia, os reajustes acontecem com maior periodicidade, inclusive diariamente. Em março de 2018, a empresa mudou sua forma de reajustes, e passou a divulgar preços do litro da gasolina e do diesel vendidos pela companhia nas refinarias — e não mais os percentuais de reajuste. Desde o início da nova metodologia, o preço da gasolina comercializada nas refinarias acumula alta de 19,04% e o do diesel valorizou 47,52%, de acordo com o Valor Online.
'Parem de achar que todas as profissões vão acabar', diz executiva de TI na Campus Party

Para Nina Silva, momento de robôs roubarem emprego das pessoas ficou para trás e tecnologia nunca dependeu tanto de habilidades humanas. A executiva de TI Nina Silva fala a campuseiros em palestra nesta quinta-feira (14) na Campus Party 2019 Fábio Tito/G1 "Parem de achar que todas as profissões vão acabar amanhã, que existem 'minionzinhos' chamados algoritmos que vão acabar com as profissões". Foi assim que Nina Silva, executiva de TI há mais de 15 anos, tranquilizou (ou provocou) a jovem plateia que a ouvia na manhã desta quinta-feira (14) na Campus Party, o maior evento de tecnologia da América Latina, em São Paulo. Veja FOTOS da Campus Party Acompanhe a cobertura do G1 Nina garante que o momento de os robôs roubarem empregos ficou para trás. "Já passamos da era [da revolução] 3.0, da vaporização, em que tivemos mesmo perda de trabalhos operacionais", disse. Para ela, o talento humano nunca foi tão demandado quanto está sendo na atual era 4.0, em que inteligência artificial, internet das coisas e análise de dados estão sendo aplicadas à indústria. "A tecnologia é cada vez mais um meio e menos uma finalidade. As profissões serão transformadas, recicladas, e cada vez mais humanas." A lógica é: os produtos tecnológicos e digitais não são mais criados simplesmente para serem objeto de consumo, mas para resolver problemas e facilitar a vida das pessoas. Sendo assim, Nina defende uma tecnologia que, ao ser desenvolvida, leve em conta o público para o qual causará maiores impactos. E que seja de baixo custo, simples e "reaplicável" – possa ser usada em diferentes ambientes e contextos. A executiva considera que o "entendimento humano" será extremamente necessário para "calibrar a tecnologia" de forma que ela não reproduza preconceitos e exclusões. Por exemplo: algoritmos reconhecem padrões. Se eles forem usados sem essa "calibragem humana" durante a seleção de currículos para um trainee, podem acabar sendo contratados apenas candidatos que estudaram em universidades de ponta, que falam várias línguas, de classe alta e que moram em regiões nobres, perfil que habitualmente domina esses programas. "A tecnologia tem que ser feita para a sociedade, tirando os processos sociais que tanto reforçaram as desigualdades e evitando as exclusões que já mantivemos durante séculos", disse Nina em entrevista ao G1 na segunda-feira. Movimento Black Money A executiva de TI Nina Silva fala a campuseiros em palestra nesta quinta-feira (14) na Campus Party 2019 Fábio Tito/G1 Mulher negra em um mercado em que há poucas mulheres e negros, a executiva luta para combater exclusões. Ela é uma das fundadoras do Movimento Black Money, comunidade que busca "desenvolver um ecossistema afroempreendedor". O objetivo da rede é fazer com que ao menos 30% do dinheiro gasto pelas pessoas negras circule dentro da comunidade – ou ao menos vá para as empresas chamadas "aliadas", aquelas de fato comprometidas com a inclusão racial. Para isso, o movimento dá cursos sobre empreendedorismo, cria eventos para networking e deve lançar no próximo semestre o D'Black Bank, uma fintech que vai oferecer crédito especificamente para negros. "O Movimento Black Money surge dessa dor de estar em universos muito brancos e muito masculinos, de olhar para o lado e não ver pessoas como você durante toda a carreira. Como fico 17 anos em um mercado e não vejo mudança? É sinal de que a gente precisa criar nosso próprio espaço", disse ao G1. Como parte desse processo, Nina deu sua contribuição para "enegrecer", como ela diz, e diversificar a própria Campus Party. Ela recebeu 30 ingressos como contrapartida pela palestra e selecionou pessoas que fazem parte da rede para participar do evento. Dessas, segundo ela, 25 são negras, 15 são mulheres e 2 são pessoas com deficiência. Em 2018, Nina Silva foi reconhecida pela instituição Most Influential People of African Descent (MIPAD) como uma dos 100 afrodescendentes mais influentes do mundo com menos de 40 anos. Initial plugin text
Amazon desiste de nova sede em Nova York após enfrentar oposição

Gigante do comércio online diz que tinha apoio de 70% dos moradores, mas 'um certo número' de políticos deixou claro que se opunha à presença da empresa. Homem transporta caixas da Amazon nas ruas de Nova York Brendan McDermid/Reuters A gigante do comércio online Amazon anunciou, nesta quinta-feira (14), que está abandonando seu projeto para estabelecer uma nova sede em Nova York, citando a oposição de líderes políticos locais. "Enquanto as pesquisas mostram que 70% dos nova-iorquinos apoiam nossos planos e investimentos, um certo número de políticos locais deixou claro que se opõe à nossa presença e não trabalhará conosco para construir o tipo de relacionamento necessário para continuar com esse projeto", informou a empresa em um comunicado. AmazNO: Grafite mostra insatisfação dos moradores de Long Island City com a chegada da gigante Nandita Bose/Reuters A Amazon, uma empresa em pleno crescimento com sede em Seattle, havia anunciado em novembro que construiria duas novas sedes, uma em Nova York e outra nos arredores de Washington. O projeto desta nova sede da Amazon em Long Island City, Queens, que no final criaria 25 mil empregos, provocou duras críticas de representantes locais, especialmente pelas vantagens fiscais prometidas e os efeitos na vizinhança. A Amazon informou que não vai reabrir o processo de licitação, mas vai "proceder como planejado" com a sede no norte da Virgínia e um centro de logística em Nashville, Tennessee.
Previdência: proposta é de idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres, diz secretário
Bolsonaro tomou decisão em reunião com ministros, informou Rogério Marinho. Período de transição previsto é de 12 anos. Presidente assinará proposta no dia 20. Idade mínima para aposentadoria das mulheres fica em 62 anos na Reforma da Previdência O secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, afirmou nesta quinta-feira (14) que a proposta do governo de reforma da Previdência Social vai prever idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e de 62 anos para mulheres ao final de um período de transição de 12 anos. Segundo ele, a proposta será assinada pelo presidente Jair Bolsonaro e enviada ao Congresso Nacional na próxima quarta-feira (20). Por se tratar de proposta de emenda à Constituição (PEC), a reforma precisa do apoio mínimo de três quintos dos deputados (308 dos 513) para ser aprovada e enviada ao Senado. Atualmente, é possível se aposentar sem idade mínima, a partir dos 35 anos de contribuição (homem) ou dos 30 (mulher). a partir de 65 anos (homem) ou 60 anos (mulher) com tempo mínimo de 15 anos de contribuição. pela regra da fórmula 86/96, que soma a idade e o tempo de contribuição: no caso das mulheres essa soma deve resultar 86 e, no dos homens, 96. em caso de aposentadoria rural, a idade mínima é de 55 anos (mulheres) e 60 anos (homens), e com tempo mínimo de 15 anos de contribuição. servidores públicos (Executivo, Legislativo, Judiciário e Ministério Público) podem se aposentar desde que tenham tempo mínimo de 10 anos de exercício no serviço público e 5 anos em cargo efetivo no qual se aposentará. Além disso, tem de ter 60 anos de idade e 35 de contribuição (homem) ou 55 anos de idade e 30 de contribuição (mulher), com proventos integrais; ou 65 anos de idade (homem) ou 60 anos de idade (mulher), com proventos proporcionais. Segundo Rogério Marinho, Bolsonaro tomou "a decisão final” sobre a proposta em reunião na tarde desta quinta, no Palácio da Alvorada, com os ministros Paulo Guedes (Economia), Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo). “Hoje o presidente diante das informações que recebeu tomou a decisão final. O texto está pronto”, disse o secretário. Segundo Marinho, Bolsonaro pediu que, em princípio, fossem divulgadas apenas "algumas" informações. O inteiro teor do texto será conhecido no dia 20, informou o secretário. "O presidente defendia 65 [anos para homens] e 60 anos [para mulheres] e uma transição mais longa. Nós conversamos com ele, e o presidente tem sensibilidade. Entendeu também as condições da economia. E fez a distinção do gênero. Ele acha importante que a mulher se aposente com menos tempo de contribuição e trabalho do que o homem e nós conseguimos encurtar um pouco essa questão da transição", afirmou Marinho. Marinho afirmou esperar que a proposta seja "brevemente" aprovada pelo Congresso Nacional. "O Brasil precisa e tem pressa de voltar a crescer", declarou. No último dia 5, o ministro ministro Paulo Guedes afirmou que a intenção com a reforma da Previdência é obter uma economia de R$ 1 trilhão em dez anos. Mas Marinho não informou se, de fato, a cifra estimada no projeto será mesmo essa.
Delegação dos EUA em diálogo comercial com a China se reunirá com Xi Jingping

Trégua na guerra comercial entre EUA e China termina em 1º de março. Robert Lighthizer, membro da deleção dos EUA à China, chega ao hotel no país asiático Jason Lee/Reuters Os representantes de alto nível dos Estados Unidos nas negociações comerciais realizadas em Pequim se reunirão com o presidente chinês, Xi Jinping, confirmou um funcionário da Casa Branca nesta quinta-feira (14). Entenda a guerra comercial e seus possíveis impactos Apesar de 'trégua' negociada no G20, guerra comercial China-EUA está longe do fim: qual o impacto para o Brasil? Trump suspende por 3 meses plano de aumentar tarifas a produtos da China Larry Kudlow, assessor econômico do presidente Donald Trump, disse à imprensa em Washington que falou com a delegação, que inclui o representante comercial, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin. "Estão cobrindo todo o terreno. São duros com isso. Vão se reunir com o presidente Xi, é um sinal muito bom", manifestou Kudlow, acrescentando que "o ambiente é bom". De qualquer forma, indicou que ainda "não houve decisão" sobre a prorrogação do prazo estabelecido pelos Estados Unidos para 1º de março para chegar a um acordo comercial entre as duas maiores potências econômicas mundiais. Caso contrário, Washington ameaça aumentar de 10% para 25% as tarifas sobre as importações chinesas em um valor de US$ 200 bilhões por ano. O South China Morning Post havia informado anteriormente sobre a reunião dos representantes americanos com Xi, o que alimentou a esperança de um resultado bem-sucedido para o diálogo. Trump disse que estava aberto a prorrogar o prazo de 1º de março para dar mais tempo às negociações e assegurou que se reunirá com seu homólogo chinês para fechar qualquer acordo. Washington se queixa do enorme excedente comercial com a China em suas trocas bilaterais. Também exige que Pequim ponha fim às práticas consideradas desleais, como a transferência forçada de tecnologias, o "roubo" de propriedade intelectual, a pirataria em computadores e as subvenções maciças a empresas públicas para convertê-las em líderes nacionais. China e Estados Unidos já impuseram tarifas sobre bens por mais de 360 bilhões de dólares, o que afetou o setor industrial dos dois países e abalou os mercados financeiros.
Concurso da Prefeitura de Cajazeiras, PB, divulga edital e abre inscrições para 193 vagas

São oferecidos salários de até R$ 3,8 mil. Inscrições vão até 17 de março. Sede da Prefeitura Municipal de Cajazeiras, PB Reprodução/cajazeiras.pb.gov.br Foi divulgado o edital e estão abertas as inscrições no concurso da Prefeitura de Cajazeiras, no Sertão paraibano. No total, são oferecidas 193 vagas de emprego, sendo três para pessoas com deficiência. Os salários variam de R$ 998 a R$ 3.850,95. Edital do concurso da Prefeitura de Cajazeiras, PB O cargo que tem o maior salário é o de procurador, com duas vagas. A vaga exige ensino superior em direito mais registro na OAB. Já o cargo com mais vagas é o de auxiliar de serviços gerais, com 21 oportunidades, sendo uma para pessoa com deficiência. O cargo exige ensino fundamental incompleto. Além destas vagas, também há oportunidades para agente administrativo, agente de trânsito, arquiteto, arquivista, assistente social, auditor interno, auxiliar de consultório dentário, condutor socorrista, contador, coveiro, cozinheiro, cuidador, educador físico, eletricista, enfermeiro, engenheiro agrônomo, engenheiro ambiental, engenheiro civil, engenheiro elétrico, farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, intérprete de libras, médico auditor regulador, médico dermatologista, médico gástrico, médico mastologista, médico neurologista, médico obstetra, médico oftalmologista, médico oncologista, médico ortopedista, médico otorrinolaringologista, médico pediatra, médico plantonista, médico psiquiatra, médico urologista, merendeira, monitor Caps, monitor de creche, monitor de ônibus, monitor do CCA, motorista, motorista de caçamba, nutricionista, odontólogo, operador de computador, operador de máquinas, pedreiro, porteiro CCA, professor B, psicólogo, psicólogo CCA, psicopedagogo, servente de obras, técnico agrícola, técnico de enfermagem, técnico em contabilidade, técnico em edificações, técnico em geoprocessamento, terapeuta ocupacional, veterinário e vigilante. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, no site da organizadora, até o dia 17 de março. As taxas de inscrição custam R$ 70 para cargos de nível fundamental, R$ 100 para cargos de nível médio e técnico e R$ 130 para cargos de nível superior. As provas objetivas estão previstas para acontecer no dia 28 de abril, na cidade de Cajazeiras. O concurso tem validade de dois anos, podendo ser prorrogado por período igual. Também é previsto cadastro de reserva no certame. Concurso e seleção da Prefeitura de Lucena Vagas: 193 Níveis: fundamental, médio e técnico Salários: R$ 998 a R$ 3.850,95 Prazo de inscrição: até 17 de março Local de inscrição: site da organizadora, Idib Taxas de inscrição: R$ 70 (fundamental), R$ 100 (médio), R$ 130 (superior) Provas: 28 de abril Edital do concurso da Prefeitura de Cajazeiras
'Eu sei, senhores, que a nossa credibilidade é baixa', diz presidente da Vale a deputados

Fabio Schvartsman deu declaração ao participar de audiência na Câmara. Há cerca de 20 dias, barragem da mineradora rompeu, e 165 pessoas morreram; outras 155 estão desaparecidas. Presidente da Vale, Fabio Schvartsman, fala à comissão da Câmara que acompanha a apuração sobre a tragédia em Brumadinho Najara Araujo/Câmara dos Deputados O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, pediu nesta quinta-feira (14) aos deputados que vejam "o que vai acontecer ao longo do tempo" ao comentar a tragédia em Brumadinho (MG). "Eu sei, senhores, que a nossa credibilidade é baixa", acrescentou. Schvartsman participou nesta quinta de uma audiência na comissão externa da Câmara que acompanha a investigação sobre a tragédia. Há cerca de 20 dias, uma barragem da mineradora rompeu em Brumadinho, levando uma enxurrada de lama à região. As autoridades locais já confirmaram as mortes de 165 pessoas, e outras 155 estão desaparecidas. Há três anos, uma outra barragem, em Mariana (MG), também rompeu, causando as mortes de 19 pessoas. A barragem pertencia à Samarco, empresa que tem a Vale e a BHP como acionistas. "Eu sei, senhores, que a nossa credibilidade é baixa. Eu não peço aos senhores que acreditem em mim. Eu peço que vejam o que vai acontecer ao longo do tempo. E o que vai acontecer ao longo do tempo, isso será comprovado uma vez atrás da outra, que é assim que a Vale vai se comportar", afirmou. De acordo com Fabio Schvartsman, não haverá demora nas decisões da empresa para solucionar os danos causados pelo rompimento. Acrescentou ainda que, diferentemente do desastre de Mariana, a decisão depende unicamente da Vale. No caso de Mariana, a dona da barragem era a Samarco, um consórcio entre a Vale a BHP. "Brumadinho é um ativo da Vale, consequentemente não depende de nada e ninguém, consequentemente, se houver morosidade a culpa é da Vale. Não dá para dizer que a culpa é da fundação, da Samarco, de quem quer que seja", disse. Indenizações Em 31 de janeiro, Schvartsman também esteve em Brasília e se reuniu com procuradores da República. Após o encontro, afirmou que a intenção da empresa é acelerar ao máximo, por meio de acordos extrajudiciais, o processo de indenização das vítimas do rompimento. Sobre os valores das indenizações, Schvartsman afirmou que será o "que tiver que ser". "Não existe um valor definido. Vai ser aquilo que for necessário. Quando for definida a extensão de vitimas, o valor será decorrente disso", afirmou. Initial plugin text
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