G1 > Economia
Grupo com Itaúsa, Copagaz e Nacional Gás Butano apresenta melhor oferta pela Liquigás
Venda da distribuidora de gás de cozinha faz parte do processo de desinvestimentos da Petrobras. A Petrobras informou nesta sexta-feira (23) que o grupo formado pela Itaúsa, Copagaz e Nacional Gás Butano apresentou a melhor oferta vinculante para aquisição da Liquigás, distribuidora de gás de cozinha. "Com isso, o referido grupo foi convidado para participar da fase de negociação dos contratos", disse a empresa em comunicado. A negociação envolvendo a Liquigás faz parte do processo de desinvestimentos da Petrobras, que pretende vender a totalidade de sua participação na distribuidora de gás de cozinha.
Novo acordo comercial ampliará exportação de frango e carne bovina, diz secretário
Mercosul concluiu nesta sexta-feira acordo comercial com países do bloco Efta (Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein). Acordo prevê cotas para exportação de vários produtos. Mercosul vai anunciar acordo com bloco europeu O secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Marcos Troyjo, informou que o acordo comercial fechado nesta sexta-feira (23) entre Mercosul e países do bloco Efta prevê cotas que vão permitir ao Brasil ampliar suas exportações de carne de frango e bovina para o bloco. O Efta (Associação Europeia de Livre Comércio) é formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. Juntos, os quatro países somam um Produto Interno Bruto (PIB) de U$S 1,1 trilhão. Troyjo informou à TV Globo e ao G1 que o acordo também prevê cotas para o Brasil exportar frutas, sucos naturais, farelo de soja e milho. Os detalhes do acordo serão divulgados neste sábado pelo Itamaraty. "Esse é um acordo tanto ou mais abrangente que o firmado [pelo Mercosul] com a União Europeia. Tem diminuição de barreiras técnicas ao comércio, cooperação nas aduanas, diminuição de tarifas, promoção de investimentos, regras pra compras governamentais, de propriedade intelectual e de desenvolvimento sustentável", explicou. O secretário avaliou que, além de facilitar investimentos de empresas europeias no Brasil, o acordo vai permitir trocas de tecnologia. "Esses países são líderes em tecnologias às quais o Brasil e países do Mercosul vão ter acesso privilegiado. A Noruega, por exemplo, é reconhecida pelo seu complexo energético. A Suíça pelas tecnologias de alimentos e medicamentos", declarou. Marcos Troyjo negou que as queimadas na Amazônia, que atraíram críticas e preocupação de líderes de diversos países, possam impedir que o acordo seja aprovado pelos parlamentos do EFTA (condição necessária para que as medidas entrem em vigor). De acordo com o secretário, o desenvolvimento sustentável é um dos pilares do documento. "Todos os que participam, todos do Mercosul, se comprometem a cumprir os dispositivos de desenvolvimento sustentável, as convenções internacionais sobre o tema. Em um dia como hoje, em que o Brasil foi supostamente criticado, essa é uma demonstração muito importante de como a comunidade internacional está disposta a se engajar em termos de comércio com o Brasil", disse.
Diesel e etanol sobem nos postos na semana, enquanto gasolina tem queda, diz ANP

A redução das cotações médias da gasolina nos postos foi de 0,14% na comparação semanal, após a Petrobras ter cortado o preço nas refinarias em cerca de 6%. Os preços médios do diesel e do etanol nos postos brasileiros voltaram a avançar ao longo desta semana, enquanto na gasolina houve recuo, mostraram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta sexta-feira (23). A queda na gasolina veio após a estatal Petrobras ter cortado os preços do produto em suas refinarias em cerca de 6% na semana passada, embora o movimento tenha sido sentido em intensidade muito menor nas bombas. A redução das cotações médias da gasolina nos postos foi de 0,14% na comparação semanal, segundo as cotações médias divulgadas pelo regulador, para R$ 4,320 por litro. Combustível mais utilizado no Brasil, o diesel foi vendido em média a R$ 3,528 por litro, alta de 0,09% ante a semana anterior, marcando sua terceira elevação consecutiva. No etanol, as cotações ficaram em média de R$ 2,85 por litro, ou 1,14% acima do registro da semana anterior, quando também haviam avançado. Os repasses dos ajustes no preço dos combustíveis da Petrobras nas refinarias para ao consumidor final, nos postos, dependem de diversos fatores, como impostos, margens de distribuição e revenda e mistura de biocombustíveis. Já as cotações da estatal nas refinarias têm como base a paridade de importação, formada pelos preços internacionais mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias, por exemplo, além de uma margem que cobre os riscos. Bomba de combustível abastece carro em posto de São Paulo. Marcelo Brandt/G1
BC anuncia leilões de dólar à vista para setembro com disparada do dólar

Nesta sexta-feira, dólar subiu 1,15%, a R$ 4,1244, e foi ao maior patamar desde 18 de setembro de 2018. Operações de leilões podem somar US$ 11,6 bilhões. Ao fim de mais um dia de forte pressão de alta no dólar, que catapultou a moeda para acima de R$ 4,12, o Banco Central anunciou nesta sexta-feira (23) a programação de leilões de venda de dólar à vista ao longo do mês de setembro, em operações que podem somar US$ 11,6 bilhões. Assim, o BC dá sequência aos leilões em realização neste mês de agosto, quando a autoridade monetária retomou a venda direta de dólares no mercado à vista pela primeira vez em dez anos. BC abre consulta pública sobre fim de monitoramento de parentes de políticos Reprodução/JN O BC fará as operações simultâneas de ofertas de dólar spot, swap reverso e swap tradicional entre 2 e 27 de setembro. "Ao final do período de execução desta rolagem, objetiva-se que todo o estoque vincendo em 1º/11/19 seja rolado ou trocado por dólares à vista, portanto sem afetar a posição cambial líquida do BC", afirmou a autarquia em nota em seu site. O estoque total de swaps cambiais tradicionais a vencer em 1º de novembro soma US$ 11,617 bilhões, no equivalente a 232.340 contratos. O BC afirmou ainda que a troca de instrumentos (de swap tradicional para dólar à vista) ocorrerá conforme a demanda dos agentes pelas diferentes ferramentas. O anúncio do BC sobre os leilões para setembro ocorre no dia em que nova e forte alta do dólar alimentou no mercado questionamentos sobre se a autoridade monetária deveria ser mais agressiva nas intervenções. Ao garantir ao mercado a intenção de continuar a trocar swaps cambiais por dólar à vista, o BC reduz a incerteza sobre o objetivo de aumentar a liquidez no mercado à vista, cuja escassez de moeda tem sido um dos motores para a força recente do dólar. Os leilões de dólar à vista têm efeito mais direto sobre a liquidez no mercado físico e, assim, afetam as taxas do casado (cupom cambial de curtíssimo prazo). Nesta sexta-feira, operadores afirmaram que essa taxa bateu a casa dos 6%, bem acima de níveis considerados usuais, na casa de 2,5%. Esse patamar de taxa indica que a demanda por dólar spot não está sendo atendida de forma satisfatória. Com a menor disponibilidade de moeda, o preço sobe. O dólar à vista fechou em alta de 1,15% nesta sexta, a R$ 4,1244 na venda, maior patamar para um encerramento desde 18 de setembro de 2018 e a apenas 1,73% do recorde de fechamento do Plano Real (4,1957 reais, de 13 de setembro de 2018). Novo modelo de atuação O BC anunciou o novo modelo de atuação no câmbio no último dia 14 e deu início às operações no dia 21 (quarta-feira passada), as quais se estenderão até dia 29. No primeiro dia, vendeu apenas US$ 200 milhões dos US$ 550 milhões ofertados. Alguns profissionais disseram que o BC foi exigente demais na apuração das propostas, o que causou incerteza no mercado e forçou uma elevação do cupom cambial. Já na quinta-feira e nesta sexta, o BC fez colocação integral dos US$ 550 milhões disponibilizados em cada um dos dias. Um ponto de incerteza que ainda permanece, contudo, é quanto ao futuro do estoque de linhas de dólares com compromisso de recompra, cujo próximo vencimento é 4 de setembro.
Trump anuncia aumento de tarifas sobre produtos da China

Decisão é uma resposta ao governo da China, que vai aplicar tarifas extras sobre US$ 75 bilhões em produtos importados norte-americanos. Trump anuncia aumento de tarifas sobre produtos da China O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (23) que vai elevar tarifas de importação sobre produtos chineses. A decisão é uma resposta ao governo da China - o país asiático disse vai implementar tarifas extras sobre US$ 75 bilhões em produtos importados norte-americanos. Donald Trump e Xi Jinping durante encontro na China Reuters/Damir Sagolj/File Photo Em uma rede social, Trump disse que as tarifas atualmente em vigor sobre US$ 250 bilhões subirão de 25% para 30% a partir de 1º de outubro. E, além disso, as novas tarifas previstas para entrar em vigor em 1º de setembro sobre US$ 300 bilhões serão de 15%, e não mais de 10%. "A China não deveria ter colocado novas tarifas sobre US$ 75 bilhões em produtos dos Estados Unidos sobre motivação política", escreveu o presidente. Guerra comercial: entenda a piora das tensões entre China e EUA e as incertezas para a economia mundial Nesta sexta-feira, Estados Unidos e China marcaram um novo capítulo da guerra comercial. Mais cedo, o Ministério do Comércio chinês serão impostas tarifas adicionais de 5% ou 10% sobre 5.078 produtos com origem nos Estados Unidos, que incluem petróleo, aviões de pequeno porte e carros. Além disso, a China anunciou que vai impor mais tarifas sobre produtos agrícolas, que tem como alvo Estados do Meio-Oeste norte-americano onde eleitores ajudaram a levar Trump à presidência em 2016. Guerra comercial entre China e EUA ganha um novo capítulo Mercados em queda A escalada da guerra comercial provocou uma perda generalizada nos mercados financeiros. As bolsas dos Estados Unidos fecharam em forte queda. O Dow Jones Industrial Average caiu 2,37%, o S&P 500 perdeu 2,59%, e o Nasdaq Composite recuou 3%. No Brasil, a Bovespa recuou 2,34%, a 97.667 pontos, e foi ao menor patamar desde 17 de junho (97.623 pontos). E o dólar terminou a sessão em alta de 1,13%, vendido a R$ 4,1250, no maior valor desde 19 de setembro do ano passado.
Queimadas e desmatamento estão relacionados na Amazônia; entenda

Na quinta-feira (22), Ipam listou que os 10 municípios que mais tiveram focos de incêndios florestais em 2019 também foram os que tiveram as maiores taxas de desmatamento. Foto aérea mostra uma parcela desmatada da Amazônia perto de Porto Velho nesta quinta-feira (22) Ueslei Marcelino/Reuters As queimadas na Amazônia têm relação direta com o desmatamento, afirmam especialistas ouvidos pelo G1. O fogo é parte da estratégia de "limpeza" do solo que foi desmatado para posteriormente ser usado na pecuária ou no plantio. É o chamado "ciclo de desmatamento da Amazônia". "Basicamente sempre quando se desmata, tem queimada. Essa é uma maneira viável de se livrar de todo o mato. A queimada também ajuda a preparar o solo para a plantação. Serve para diminuir a acidez do solo, um problema na Amazônia, e deposita nutrientes" - Philip Fearnside, biólogo e cientista norte-americano O "ciclo de desmatamento" tem como base a tentativa de ocupação desregrada de terras da União, inclusive em áreas protegidas, como verificou o Desafio Natureza no Pará. "Ocupa-se a área pública, e é feito o desmatamento como forma para valorizar a terra e vender", explicou Tasso Azevedo, coordenador-técnico do Observatório do Clima e coordenador-geral do MapBiomas. Amazônia em chamas? O que se sabe sobre a evolução das queimadas no Brasil Cientista da Nasa relaciona queimadas na Amazônia com maior desmatamento Após o fogo, o pasto costuma ser o primeiro passo na consolidação da tomada da terra. Nos casos em que a ocupação não é contestada e a terra é de qualidade, o próximo passo é a exploração pela agricultura. Caminho da mudança da terra na Amazônia Rodrigo Sanches/G1 Onda há fumaça, há fogo Nesta quinta-feira (22), o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) listou que os dez municípios que mais tiveram focos de incêndios florestais em 2019 também foram os que tiveram as maiores taxas de desmatamento. "Todo ano acontece isso: quando você desmata uma área para implementar pastagem ou agricultura, o que acontece é que você tem que se livrar daquela biomassa" - Ane Alencar, diretora de ciências do Ipam Focos de queimadas registrados pelo Inpe, com dados gerados no dia 22. Reprodução/Inpe O pesquisador e coordenador do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Alberto Waingort Setzer, comentou que todas as queimadas na Amazônia são de origem humana e que elas podem ser propositais ou acidentais. A queima após o desmate para fazer uma plantação de soja, por exemplo, é uma ação humana proposital. No caso de um visitante que joga uma bituca de cigarro na mata, é uma causa acidental.  O chefe do Laboratório de Ciências Biosféricas da agência espacial norte-americana (Nasa), Douglas Morton, também defendeu que as queimadas na Amazônia ocorrem principalmente em decorrência do desmatamento da floresta. Segundo ele, os incêndios consomem troncos de árvores expostos ao sol após as derrubadas. Organização Meteorológica Mundial alerta para o impacto dos incêndios florestais Empobrecimento do solo O geógrafo José Carlos Ugeda alertou para os perigos da prática que ele considerou ultrapassada. Além dos claros riscos de incêndios florestais, ele explicou que as queimadas podem – a longo prazo – destruir a "vida" do solo. "A queimada dá nutrientes para o solo, mas a parte biológica – que vai processar a matéria orgânica – vai ser prejudicada. Esta prática do fogo é escolhida por ser rápida, mas se é feita de maneira repetida, reduz significativamente a vida no solo." Ele comparou o solo a um "corpo vivo" que não depende apenas dos nutrientes de origem mineral, mas também dos micro-organismos responsáveis pelo equilíbrio daquele ambiente e alertou que ao não se respeitar os limites do solo, cria-se uma dependência de adubos químicos para dar sequência aos cultivos. Importância das reservas florestais Ugeda, que também é professor do departamento de geografia da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), ressaltou a importância da preservação das áreas de floresta responsáveis pela manutenção da fauna e flora, por conta do controle do clima. "A Amazônia regula, em boa medida, a chuva do Centro-Oeste. Um desmatamento estrutural na floresta pode provocar impactos em todo o sistema de superfícies e da circulação do ar na atmosfera." Análises confirmam presença de partículas de queimadas maior do que o normal em água de chuva preta de SP Por sua parte, Fearnside alertou para o registro de pontos de calor – indicativos de queimadas – em áreas protegidas. "Essas florestas são muito importantes para manter todo seu papel de clima, biodiversidade e estão sujeitos a ser perdidos de várias formas", disse. Este especialista considerou este ano como "completamente anormal" e "fora da faixa histórica de queimadas" e ressaltou as ações do "Dia do Fogo", quando grupos do sul do Pará organizaram queimadas no final de semana de 10 de agosto. O pico de queimadas ocorreu nos municípios de Novo Progresso e Altamira. Initial plugin text
Vírus espião criado em 2017 aparece no Google Play embutido em app de música

Responsáveis conseguiram recadastrar o programa no Google Play após denúncia de empresa de segurança. A fabricante de antivírus Eset detectou que um vírus espião foi embutido em um aplicativo de música cadastrado no Google Play, a loja oficial do Android. Embora aplicativos indesejados passem pelos filtros do Google, o caso recebeu destaque porque o código espião encontrado é de 2017 e teria sido "trivial" detectá-lo para impedir o cadastramento na loja, segundo um especialista da Eset. O software "RB Music" apareceu no Google Play no dia 2 de julho e foi removido do Google Play após a denúncia da fabricante de antivírus, conseguindo apenas pouco mais de 100 downloads. Mesmo assim, o aplicativo, de alguma maneira, conseguiu aparecer novamente na loja no dia 13 de julho, mais uma vez passando da marca de 100 downloads antes de ser removido. Aplicativo foi cadastrado duas vezes no Google Play. Reprodução/ESET De acordo com Lukas Stefanko, pesquisador da Eset, o RB Music era completamente funcional e permitia que usuários escutassem música balúchi por meio de streaming. Porém, ele também executava o código do AhMyth, um programa espião de código aberto — totalmente público — que é capaz de roubar contatos e arquivos do telefone, além de controlar o envio de torpedos SMS. O roubo de mensagens SMS, embora esteja presente, é impedido pela nova política do Google Play que restringe essa permissão. "Como a funcionalidade maliciosa do AhMyth não é ocultada, protegida ou ofuscada, é trivial identificar o aplicativo 'Radio Balouch', ou outros derivativos, como maliciosos e classificá-los na família do AhMyth", explicou Stefanko, da Eset. Aplicativos falsos na Google Play roubavam senhas do Instagram O caso gera dúvidas sobre as promessas do Google de melhorar a filtragem de aplicativos no Google Play. A empresa chegou a alertar que apps de desenvolvedores novos poderiam demorar mais para aparecer na loja após o reforço da filtragem, que deveria impedir o cadastramento de aplicativos maliciosos. "A presença repetida do malware Radio Balouch no Google Play deveria servir como um alerta para a equipe de segurança do Google e para os usuários de Android", apontou Stefanko. Segundo o Google, a 1,08 milhão de aplicativos foram bloqueados no Google Play em 2018. A rival Apple não divulga dados sobre a App Store, usada pelo iPhone, mas ainda não foram registrados casos de apps espiões em nenhuma loja da Apple em 2019; o caso mais recente ocorreu em setembro de 2018, na Mac App Store. Apesar dos problemas no Google Play, lojas "alternativas" para o Android representam um risco ainda maior. De acordo com o alerta da Eset, o "RB Music" continua disponível em outras lojas. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com Selo Altieres Rohr Ilustração: G1
Onyx diz que Bolsonaro está sendo atacado porque 'peita' europeus e vê retaliação de ONGs sobre Amazônia

Ministro esteve em Porto Alegre para um almoço com representantes da Construção Civil. Ele disse que o governo acabou com a 'farra das ONG's' na Amazônia. Ministro participou de uma reunião com Léo Saballa Jr/RBS TV O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse sexta-feira (23) que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) está sendo atacado porque "peita" europeus, e disse ainda que vê uma retaliação de Organizações Não-Governamentais (ONGs). Ele esteve em Porto Alegre para um almoço com representantes da construção civil. "O Brasil é um grande produtor de commodities agrícolas e minerais. Amazônia é uma região muito rica na biodiversidade, que há vários e vários anos vem sendo explorada por indústrias e universidades e interesses dos mais diversos estrangeiros. Com o advento do governo Bolsonaro, a farra das ONG's acabou na Amazônia", afirmou o ministro em entrevista à Rádio Gaúcha, após o evento. "Apareceu um presidente que peita os europeus, que defende a soberania brasileira e que protege a Amazônia, bom, tem que destruir esse cara", acrescentou. Onyx disse ainda que o governo enfrentou "ONGs internacionais sustentadas por governos europeus, que têm largos interesses na Amazônia". E que "o Brasil está sendo alvo de uma medida especulativa" e que o "nível de incêndios florestais são similares aos da última década". Conforme o ministro, os "governos de esquerda brasileiros abaixavam a cabeça para os europeus". "Porque eles tinham um conluio, onde eles eram financiados, recebiam dinheiro aqui dentro do Brasil, financiaram ONG's que saquearam a Amazônia. Forças Armadas O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta sexta-feira (23) um decreto para autorizar o uso das Forças Armadas no combate a queimadas na Amazônia. O decreto prevê o uso das tropas até 24 de setembro. O decreto foi publicado em edição extra do "Diário Oficial da União" e assinado após o presidente ter se reunido em Brasília com alguns ministros para discutir o assunto. Lideres mundiais manifestam preocupações As queimadas na Amazônia, após repercussão mundial, passaram a causar preocupação em membros da cúpula do G7, grupo com as 7 principais economias do mundo. Angela Merkel da Alemanha, Boris Johnson, do Reino Unido, Emmanuel Macron, da França, e Justin Trudeau, do Canadá, querem que o tema seja discutido no encontro neste fim de semana. O presidente da França, Emmanuel Macron, informou que deverá discutir o tema em reunião do G7. Já a chanceler alemã Angela Merkel classificou a situação como “preocupante”. Justin Trudeau, primeiro-ministro do Canadá, também se manifestou sobre o assunto e informou que é preciso agir pela proteção da Amazônia. Bolsonaro criticou pelas redes sociais a fala de Macron. Ele disse lamentar que o presidente da França "busque instrumentalizar uma questão interna do Brasil" para "ganhos políticos pessoais" e criticou o "tom sensacionalista" sobre a Amazônia. Acordo entre o Mercosul e a União Europeia O escritório do presidente francês, Emmanuel Macron, acusou Bolsonaro de ter mentido durante o encontro do G20 em Osaka, no Japão, em junho ao minimizar as preocupações com o a mudança climática. Dado esse contexto, aponta o escritório, a França se opõe ao acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. O primeiro-ministro da Irlanda, o primeiro-ministro Leo Varadkar, ameaçou votar contra o texto se o Brasil não respeitar seus "compromissos ambientais", em meio a críticas ao presidente Jair Bolsonaro pelos incêndios que assolam a Amazônia. Initial plugin text
Mercosul fecha acordo de livre comércio com bloco de Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein
Mercosul vai anunciar acordo com bloco europeu Mercosul e Efta concluíram nesta sexta-feira (23) um acordo de livre comércio. O Mercosul é integrado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. O Efta (Associação Europeia de Livre Comércio) reúne Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. O acordo prevê compromissos de redução tarifária, simplificação regulatória nas áreas de serviço, investimento, compras governamentais, facilitação de comércio, cooperação aduaneira, medidas sanitárias e fitossanitárias e desenvolvimento sustentável. As conversações entre os dois blocos começaram em janeiro de 2017 e foram concluídas agora, após dez rodadas de negociação. Juntos, Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein têm um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 1,1 trilhão e uma população de 14,3 milhões de pessoas. O Efta é o nono maior bloco de comércio de bens e o quinto maior em comércio de serviços.
Ibama abre contratações para combater queimadas no DF e outros 17 estados

Contratos são temporários e brigadas vão atuar nos municípios. Veja detalhes. Incêndio florestal atingiu o Parque Burle Marx, na região do Noroeste, no Distrito Federal Flávia Alvarenga/ TV Globo O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) abriu contratação para brigadistas temporários que devem atuar em incêndios florestais no Distrito Federal e outros 17 estados do país. Amazônia em chamas? O que se sabe sobre a evolução das queimadas no Brasil Líderes mundiais pressionam Brasil e pedem solução para incêndios na Amazônia A autorização foi publicada em portaria no Diário Oficial da União (DOU), nesta sexta-feira (23). A medida tem o objetivo de fortalecer o combate às queimadas nas unidades da federação onde já foi declarado estado de emergência ambiental. Os locais que receberão brigadistas temporários são: Acre Amapá Amazonas Bahia Ceará Distrito Federal Goiás Maranhão Mato Grosso Mato Grosso do Sul Minas Gerais Pará Pernambuco Piauí Rio de Janeiro Rondônia Roraima Tocantins A seleção e contratação será feita pelo Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), do Ibama. A portaria publicada no DOU prevê equipes que possuam entre 13 e 44 integrantes. Brigada Federal de prevenção e combate a incêndio florestal Ministério do Meio Ambiente/ Divulgação As maiores brigadas serão destinadas ao combate de incêndios florestais no Distrito Federal. Segundo a portaria, essas equipes devem ser formadas por: 2 brigadistas chefes de brigada 6 brigadistas chefes de esquadrão 36 brigadistas para a prevenção Até o dia 17 de agosto deste ano, já foram registradas 4,5 mil ocorrências de incêndios florestais na capital federal. O número é maior que os 4,2 mil casos registrados no mesmo período do ano passado. Também cresceu a área queimada no DF. Até julho de 2019, foram 3.035,57 hectares. No ano passado, no mesmo período, a área total somou 1.436,41 hectares. Queimadas no Brasil Fumaça de queimadas sobre a Amazônia Aqua/Nasa/Reprodução Em todo o Brasil, o número de incêndios florestais também subiu. Segundo levantamento do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o índice entre janeiro e agosto deste ano é o maior para o período em 7 anos. Em comparação com o ano passado, o aumento é de 82% – destas, 52,5% estão na Amazônia. O Cerrado é responsável por 30,1%, seguido pela Mata Atlântica, com 10,9%. Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.
União Europeia tem 4 dos 10 países que mais importam do Brasil
Europeus como França, Irlanda e Finlândia ameaçam o acordo UE-Mercosul por causa do desmatamento e da devastação causada por incêndios na Amazônia. Emmanuel Macron diz que Bolsonaro “mentiu” sobre compromissos ambientais no G-20 Quatro países europeus — Holanda, Alemanha, Espanha e Itália — estão entre os 10 maiores compradores de produtos brasileiros, em receita. A participação desse grupo nas exportações brasileiras chegou a quase 10% este ano. Nas redes sociais, proliferam hashtags pedindo boicote aos produtos brasileiros por causa do desmatamento e da devastação causada por incêndios na Amazônia. Europeus como França, Irlanda e Finlândia ameaçam o acordo UE-Mercosul pelo mesmo motivo. O Brasil vendeu para Holanda, Alemanha, Espanha e Itália o equivalente a US$ 12,42 bilhões de janeiro a julho, ou 9,5% das exportações totais do país para o mundo, de US$ 130 bilhões, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia. A Holanda, quarto maior comprador de produtos brasileiros, adquiriu principalmente tubos flexíveis de ferro ou aço (13,6% das compras), farelo de soja (10,9%) e minério de ferro (10%). O país aparece com destaque em rankings dos maiores importadores europeus devido ao Porto de Roterdã, que serve de entrada para boa parte do continente. A Alemanha, sexto maior importador, adquiriu nos primeiros sete meses de 2019, café (16% das compras), minério de cobre (12,3%) e farelo de soja (10,3%). Já a Espanha, nono maior importador, comprou soja (27% das aquisições de produtos brasileiros), petróleo (21,6%) e farelo de soja (5,6%). Por fim, a Itália, décimo maior importador, adquiriu principalmente celulose (21,1%), café (13,3%) e couros (6%). Os quatro países europeus estão entre os principais destinos de nove dos dez principais produtos exportados pelo Brasil em receita: soja em grão e farelo, petróleo, minério de ferro, celulose, produtos manufaturados, carne bovina, milho e produtos semimanufaturados de ferro e aço, segundo a Secex. Na outra ponta, Alemanha e Itália estão entre os dez maiores exportadores de produtos para o Brasil, com US$ 8 bilhões no acumulado de janeiro a julho, o equivalente a 8,1% das importações totais do país, de US$ 101,5 bilhões. O Brasil compra principalmente produtos manufaturados de ambos. Initial plugin text
Índices da Europa caem com intensificação da guerra comercial EUA-China
Em uma jogada surpresa, Pequim impôs tarifas adicionais a milhares de produtos dos EUA a partir de 1º de setembro, enfurecendo Trump, que reagiu pedindo às empresas norte-americanas que comecem a procurar alternativas para suas operações na China. Os índices acionários europeus caíram nesta sexta-feira (23) depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu furiosamente à mais recente imposição de tarifas da China sobre alguns produtos norte-americanos, enquanto a falta de direção acerca do corte da taxa de juros pelo Federal Reserve (BC dos EUA) frustrou os investidores. O índice FTSEurofirst 300 caiu 0,83%, a 1.459 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 0,78%, a 371 pontos, mas ainda conseguiu registrar o primeiro ganho semanal em quatro semanas. Em uma jogada surpresa, Pequim impôs tarifas adicionais a milhares de produtos dos EUA a partir de 1º de setembro, enfurecendo Trump, que reagiu pedindo às empresas norte-americanas que comecem a procurar alternativas para suas operações na China. Os setores automobilístico, de mineração e de tecnologia, que são sensíveis ao comércio, foram os maiores perdedores em toda a Europa, enquanto as ações imobiliárias defensivas foram as únicas em território positivo. As ações europeias sofreram fortes oscilações em agosto, em meio a temores de que os efeitos econômicos da guerra comercial entre EUA e China possam levar as principais economias à recessão. Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,47%, a 7.094 pontos. Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 1,15%, a 11.611 pontos. Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 1,14%, a 5.326 pontos. Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 1,65%, a 20.473 pontos. Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,77%, a 8.649 pontos. Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 1,33%, a 4.792 pontos.
Brasil não precisa desmatar mais para ampliar produção, afirma presidente da Sociedade Rural Brasileira

Em meio ao aumento do desmatamento na Amazônia, Marcelo Vieira defende política ambiental do governo Bolsonaro e refuta responsabilidade do agronegócio. Imagem aérea do último dia 22 mostra trator em uma plantação ao lado de floresta perto de Porto Velho (RO); presidente da SRB não vê contradição entre preservar e aumentar produção Reuters/Ueslei Marcelino Enquanto o presidente Jair Bolsonaro diz que uma "psicose ambiental" ameaça o agronegócio brasileiro, o presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Marcelo Vieira, não vê contradição entre preservar as florestas e aumentar a produção agropecuária no país. Em entrevista à BBC News Brasil, no entanto, ele evitou fazer críticas ao governo e elogia a atuação do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. "A área atualmente ocupada pela agropecuária é de 30% do território brasileiro apenas, mas com os ganhos de produtividade que vêm ocorrendo, nós temos condição de produzir mais que o dobro do que nós produzimos hoje na mesma área. Então, a agropecuária brasileira não precisa expandir (a área utilizada)", afirmou. Nos últimos dias, a destruição da Floresta Amazônica ganhou repercussão internacional por causa da forte onda de queimadas na região. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mostram um aumento de 83% no número de incêndios florestais no Brasil entre 1º de janeiro e 19 de agosto de 2019, na comparação com igual período de 2018. A piora da preservação e a retórica mais inflamada de Bolsonaro e Salles têm levado algumas lideranças do agronegócio, como o ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi, a manifestar preocupação com possíveis retaliações internacionais às exportações brasileiras. À BBC News Brasil, Marcelo Vieira minimizou o problema dizendo que as queimadas são normais nessa época do ano, estação de seca na Amazônia. Ele também refutou denúncias de ambientalistas de que o fogo esteja sendo usado por pecuaristas para "limpar" terreno desmatado para pasto. "O ministro do Meio Ambiente está muito preocupado e está trabalhando para montar uma melhor estrutura de controle do desmatamento ilegal. Isso leva um bom tempo para trazer resultados substanciais", defendeu. Vieira atua há cerca de 40 anos como produtor e administrador de empresas nos setores de café, açúcar e álcool. Entre 2005 e 2014, foi diretor no Brasil da Adecoagro, empresa do megainvestidor americano George Soros que adquiriu usinas de Vieira em Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Confira os principais trechos da entrevista. BBC News Brasil – O agronegócio está preocupado com o aumento do desmatamento e as queimadas recentes que ganharam visibilidade internacional? Marcelo Vieira – São questões diferentes. A questão da queimada é uma ocorrência que acontece praticamente todos os anos nessa estação seca no Brasil e é sempre um grande problema na agricultura brasileira, que prejudica muito todos os proprietários, e muitas vezes ocorre em áreas de preservação também. Isso tem muito a ver com o clima da estação seca. E o que o Brasil precisa é de uma maior estrutura de controle, mais bombeiros atuando no campo nessa época. Quanto ao desmatamento, esta é uma questão complexa, porque, o que nós temos visto é que tem tido uma variação (dos indicadores de desmatamento), dependendo das análises. Essa semana, por exemplo, recebemos números do Imazon (instituto de pesquisa que monitora a floresta amazônica) de que o desmatamento nos últimos 12 meses cresceu 15% em relação aos 12 meses anteriores. Então, isso é uma variação que ocorre todo ano, pouco mais ou um pouco menos. O que o Brasil precisa, e nosso ministro Ricardo Salles, está trabalhando nisso, é uma melhor estrutura de controle do desmatamento. É buscar combater com mais eficiência o desmatamento ilegal, que é 80%, 90% do desmatamento que ocorre no Brasil, com madeireiros ilegais, grileiros, que nunca houve uma estrutura muito eficaz de controle (contra isso). BBC News Brasil – Os números contrariam um pouco o que o senhor está falando. Houve uma redução drástica (de mais de 80%) do desmatamento de 2004 a 2012 e ele vem crescendo desde então. Além disso, o país tem uma meta de desmatamento zero dentro do Acordo de Paris. Então, crescer 15% o desmatamento no ano não parece uma situação normal. Vieira – Não, o que temos visto de 2014 para cá é que todo ano (o desmatamento) cresce um pouco ou diminui um pouco. São oscilações. E alguns números que vimos esse ano indicam que estamos dentro de uma oscilação normal. Mas, realmente, é uma coisa preocupante, o ministro do Meio Ambiente está muito preocupado com isso e ele está trabalhando para montar uma melhor estrutura de controle do desmatamento ilegal. Nós precisamos reduzir isso de maneira substancial e, para isso, a gente precisa criar uma estrutura que não é criada do dia para o outro. Ele tem dito que a pauta prioritária para o Ministério do Meio Ambiente é reduzir o desmatamento ilegal e criar investimentos numa melhor infraestrutura de saneamento, que é outro problema ambiental grave no Brasil. Fumaça na mata na região de Humaitá (AM); Vieira atribui queimadas principalmente ao 'clima seco' Reuters/Ueslei Marcelino BBC News Brasil – Alguns líderes do agronegócio, como o ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi, já manifestaram preocupação de que a postura do governo Bolsonaro gere retaliações às nossa exportações. O presidente faz ataques ao Ibama (órgão que combate o desmatamento), entra em linha direta de confronto com nações que apoiam o Fundo Amazônia. O senhor não está preocupado que isso gere retaliações internacionais contra o agronegócio brasileiro? Vieira – Não, realmente estamos preocupados, nós estamos vendo falhas na nossa comunicação. O problema maior que nós estamos vendo é que está havendo uma importante reestruturação dessa área e isso leva um bom tempo para trazer resultados substanciais. Nós não temos resultados substanciais ainda. BBC News Brasil – Ao que o senhor se refere como reestruturação dessa área que estaria ocorrendo? Vieira – Criar uma melhor estrutura nesse controle do desmatamento. Ter mais polícia florestal no campo, mais fiscais fiscalizando essas áreas. Há áreas sem proprietários, áreas públicas que são invadidas. É uma grave deficiência que o Brasil teve nas últimas décadas, a criação de muitas unidades de conservação, áreas de preservação, parques nacionais, áreas indígenas, sem uma estrutura adequada de gestão para garantir a segurança dessas áreas. E aí elas são invadidas por desmatadores ilegais, que produzem madeira ilegal, prejudicam o mercado de madeira legal sustentável no Brasil, e isso precisa ser combatido de uma maneira muito eficaz. BBC News Brasil – Embora ocorram essas invasões, o que é preocupante, os números do desmatamento sempre mostram que áreas de unidades de conservação e de terras indígenas têm índice de desmatamento menor do que as áreas não protegidas. Como o senhor vê a proposta do presidente de permitir atividades produtivas dentro de áreas indígenas? Vieira – É possível que isso seja uma possibilidade, porque têm áreas indígenas que têm índios com regiões próximas à agricultura e já estão no caminho da cultura brasileira e gostariam de poder produzir também. Então, nós temos que dar a possibilidade a eles. Não a todos é claro, mas a esses índios que têm contato. Por exemplo, temos no Mato Grosso do Sul comunidades indígenas que foram aculturadas pelas missões europeias há quatro séculos. Hoje em dia eles têm atividade basicamente agrícola e pastoril e podem ter esse direito de manejar adequadamente como precisam. BBC News Brasil – O senhor disse que esse é um período normal de seca no Brasil, mas os cientistas têm falado que a umidade não está abaixo do normal na Amazônia e que os focos de queimada estão maiores. Muitos ambientalistas atribuem esse aumento a um processo de limpar as áreas desmatadas com fogo para depois serem criados pastos para pecuária. O senhor vê um papel do agronegócio nesse aumento das queimadas? Vieira – Não, não. Não são queimadas induzidas pelo agronegócio de maneira nenhuma. São queimadas que podem ser feitas por grileiros, mas isso ocorre o ano todo, não necessariamente nessa estação, e nessa estação elas crescem por causa do clima. BBC News Brasil – E essas áreas queimadas jamais serão usadas para pecuária? Ficarão queimadas apenas? Vieira – E geralmente entram em restauração depois. A área passando por restauração natural na Amazônia é muito maior que a área que está sendo desmatada. BBC News Brasil – Onde podemos checar esses números? Vieira – Isso são números que me foram passados pela Embrapa, nas análises deles. Nota da redação: Segundo os dados mais atuais do sistema TerraClass, um parceria entre Embrapa e Inpe que mede regeneração da floresta, houve um aumento de 72.713 km2 de vegetação em regeneração na Amazônia entre 2004 e 2014. Segundo o mesmo sistema, a área desmatada somou 148.535 km2 no mesmo período, ou seja, mais que o dobro da região em regeneração. No total, havia 173 mil km2 de floresta em processo de recuperação em 2014. Isso representa 23% do acumulado de de 762 mil km2 de área desmatada na Amazônia desde 1988 até aquele ano. Segundo relatório de 2017 da PUC-Rio sobre o tema, "ainda que a regeneração da Amazônia traga grandes expectativas, é importante frisar que florestas secundárias não são necessariamente equivalentes às florestas primárias em termos biológicos ou ecológicos") BBC News Brasil – O senhor vê sentido nesse discurso do presidente de que ONGs poderiam estar atrás das queimadas? Vieira – Eu prefiro não comentar isso. BBC News Brasil – Esse tipo de fala do presidente, acusando ONGs sem provas, é positiva para resolver o problema do desmatamento e para a imagem do Brasil lá fora? Vieira – Eu prefiro não comentar as declarações do presidente. BBC News Brasil – É necessário desmatar para produzir mais, ou é possível aumentar a produção com ganhos de eficiência nas áreas já desmatadas? Vieira – Com certeza. A área atualmente ocupada pela agropecuária é de 30% do território brasileiro apenas, mas com os ganhos de produtividade que vêm ocorrendo nas últimas décadas, continuando na mesma tendência, nós temos condição de produzir mais que o dobro do que nós produzimos hoje na mesma área. Então, a agropecuária brasileira não precisa expandir (a área utilizada) para poder crescer sua produção e poder suprir o mundo com uma demanda crescente de alimentos. 'A agropecuária brasileira não precisa expandir (a área utilizada) para poder crescer sua produção e poder suprir o mundo com uma demanda crescente de alimentos', diz Vieira Reuters/Amanda Perobelli BBC News Brasil – O senhor vê no discurso do presidente Bolsonaro um antagonismo equivocado entre produção e preservação? Vieira – Não vi isso, não. Tenho acompanhado todas as declarações do ministro do Meio Ambiente e ele está alinhado com essa pauta de que nós precisamos efetivamente implementar a nossa legislação ambiental e continuar produzindo de maneira sustentável como produz a grande maioria dos produtores brasileiros. BBC News Brasil – O senhor acha que há sensacionalismo na cobertura brasileira e internacional sobre o aumento do desmatamento? Vieira - É uma pauta importante que deve sempre ser discutida. Em todas as as discussões importantes sempre ocorrem posicionamentos um pouco mais agressivos, mas precisamos continuar com esse debate, mostrar nossa realidade, que é muito melhor que alguns apresentam.
389 vagas: Veja as oportunidades de emprego no Sine de Porto Velho nesta sexta, 23

Vagas são para diversas áreas, sendo 300 para eletricista. Saiba que documento levar ao Sine. Sine tem vaga para eletricista em Porto Velho Tácito Carvalho e Silva / Acervo CPFL Energia O Sistema Nacional de Emprego (Sine) de Porto Velho está com mais de 389 vagas de emprego disponíveis nesta sexta-feira (23). Há oportunidades para eletricista, desenvolvedor de sistema, técnico em segurança do trabalho, manicure, mecânico e vendedor, além de estágios. O atendimento é das 7h30 às 13h30 (horário local). Os interessados que tiverem seis meses de experiência, comprovados em carteira, podem comparecer ao posto de atendimento do Sine Municipal, localizado na rua Brasília, 2512, entre a avenida Carlos Gomes e a rua Duque de Caxias, no bairro São Cristóvão. Ou no polo da Zona Leste localizado na Praça CEU, que fica na rua Antônio Fraga Moreira com Benedito Inocêncio, bairro JK. Para concorrer a uma das vagas é necessário apresentar Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), cédula de identidade (RG), Cadastro de Pessoa Física (CPF) e comprovante de residência. O trabalhador também pode consultar vaga e fazer cadastro pela internet, através do site do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Depois de acessar a página, basta clicar no ícone "trabalhador", para ser direcionado a outra página onde o cadastro pode ser feito. Veja as vagas de emprego para Porto Velho nesta sexta, 23: Ajudante de carga e descarga 3 Ajudante de marcenaria 1 Assistente administrativo (estágio) 3 Assistente de RH 1 Atendente de telemarketing 1 Auxiliar administrativo (estágio) 3 Auxiliar contábil 3 Auxiliar de cozinha 1 Borracheiro 1 Conferente de carga e descarga 2 Cozinheiro 1 Desenvolvedor de sistemas (Programador nível i) 1 Eletricista 1 Eletricista de alta e baixa tensão 300 Eletricista de automóvel 1 Encarregado de eletricista 1 Encarregado de eletricista 1 Encarregado de eletricista 30 Encarregado eletricista de instalações 1 Fiscal de obras de manutenção de redes 5 Funileiro de automóveis 1 Gerente comercial 1 Manicure 1 Marceneiro 1 Mecânico de automóvel 1 Mecânico de manutenção de ar 1 Mecânico eletricista de automóveis 1 Motorista de papa entulho 1 Motorista muqueiro 1 Oficial de serviços gerais 2 Pintor de automóveis 1 Preparador de pintura 1 Projetista eletrotécnico 1 Representante comercial autônomo 1 Televendas 1 Tripeiro em matadouro 1 Técnico de segurança do trabalho 5 Técnico refrigeração 1 Vaqueiro 1 Vendedor pracista 4
Walmart e Tesla tentam resolver problemas com painéis solares

A varejista acusou a Tesla de ter funcionários sem treinamento instalando placas de má qualidade. Rede Walmart reclamou da instalação de painéis solares da Tesla nos EUA. Mike Blake/Reuters/File Photo O Walmart e a Tesla estão tentando resolver os problemas em torno dos painéis solares em lojas da empresa, fabricados pela montadora. A rede varejista havia acusado a Tesla de ter funcionários sem treinamento instalando painéis de má qualidade e mostrando "total incompetência ou insensibilidade, ou ambos", e pediu a remoção de painéis solares de mais de 240 lojas nos EUA. O Walmart também chegou a processar a montadora por uma "negligência generalizada" que levou a repetidos incêndios nos painéis. As empresas disseram que estavam procurando "re-energizar as instalações solares da Tesla nas lojas Walmart, uma vez que todas as partes estão certas de que todas as preocupações foram resolvidas". "Acima de tudo, ambas as empresas querem que todo e qualquer sistema funcione de forma confiável, eficiente e segura", disseram as empresas em um breve comunicado conjunto.
Ministra da Agricultura diz que notícias preocupam e que é preciso 'baixar a temperatura'
Em evento sobre agronegócio regional, Tereza Cristina disse que queimadas acontecem todos os anos e que se o Brasil precisar de ajuda para cuidar da Amazônia 'vai pedir'. Ministra da Agricultura diz que notícias preocupam e que é preciso 'baixar a temperatura' A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou nesta sexta-feira (23) que o impacto das queimadas na Amazônia no agronegócio é preocupante. Ela disse, porém, que queimadas acontecem todo ano e que é preciso "baixar a temperatura". Ela foi questionada a respeito de declarações de líderes internacionais sobre a possibilidade de os incêndios inviabilizaram o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, onde o agronegócio seria um dos setores mais beneficiados. Tereza Cristina conversou com a imprensa após evento no Ministério da Agricultura sobre agronegócio regional. Nesta sexta, o escritório do presidente francês Emmanuel Macron acusou Bolsonaro de mentir durante o encontro do G20 em Osaka, no Japão, ao minimizar as preocupações com o a mudança climática. Dado esse contexto, aponta o escritório, a França se opõe ao acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. "Eu acabei de saber dessas notícias. As notícias preocupam. Mas eu acho que a gente tem que baixar a temperatura", declarou a ministra a respeito das declarações do presidente da França sobre o acordo comercial. "Primeiro, as queimadas no Brasil todo ano acontecem. Queimadas. Tem duas coisas diferentes. Uma coisa é queimada, outra é incêndio. Há um diferença entre os dois acontecimentos. Nós temos estamos vivendo uma seca grande que todo ano a região norte tem uma definição clara dessa estiagem, a gente fica às vezes até 6 meses sem chuva. Esse ano tá mais seco e as queimadas estão maiores. Acho que eles precisavam primeiro saber do Brasil o que está acontecendo antes de tomar qualquer tipo de medida", declarou Tereza Cristina. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Amazônia concentra 52,5% dos focos de queimadas de 2019. O G1 mostrou que o número de queimadas aumentou 82% em relação ao mesmo período de 2019 - de janeiro a 18 de agosto. 'Se precisar de ajuda, vai pedir' A ministra disse que o Brasil não interfere quando há incêndios em outros países, e que o Brasil sabe da importância e cuida da Amazônia. "Quando houveram incêndios em Portugal, esse ano tiveram incêndios na Sibéria, tiveram no mundo todo na época da seca também da Europa, o Brasil não foi lá questionar nem pedir para não receber nada. Acho que a gente precisa baixar essa temperatura. A Amazônia é importante. O Brasil sabe disso. O Brasil cuida da Amazônia", disse a ministra. Tereza Cristina disse, ainda, que se precisar de ajuda para cuidar da Amazônia, o Brasil vai pedir. "Os incêndios matam pessoas, queimam casas, enfim eu acho que a gente tem que separar o que é queimada, o que é incêndio e o que que o Brasil vai fazer por isso. O Brasil se precisar de ajuda, vai pedir, porque sabe da importância desse patrimônio que é a Amazônia para os brasileiros", afirmou Teresa Cristina. Questionada sobre preocupação agronegócio sobre possíveis medidas protecionistas contra os produtos brasileiros, a ministra disse que não se pode afirmar que o "agronegócio brasileiro é o grande destruidor" da Amazônia. "Agora nós não podemos dizer que, porque nesse momento nós temos um incêndio acontecendo ou uma queimada acontecendo na Amazônia, que o agronegócio brasileiro é o grande destruidor. E, portanto, vão fazer barreiras comerciais contra esse agronegócio", disse. Forças Armadas Na manhã desta sexta-feira (23), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a "tendência" é a de que o governo federal envie as Forças Armadas para combater incêndios na região amazônica (veja no vídeo abaixo). O apoio das Forças Armadas é autorizado pelo presidente da República por meio de decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Geralmente ocorre de forma pontual, em localidade específica e por tempo pré-determinado. Bolsonaro diz que mandar militares para Amazônia é uma tendência
Trump diz que vai responder às tarifas da China na tarde desta sexta

Mais cedo, China anunciou que vai impor taxa extra sobre US$ 75 bilhões em produtos dos EUA. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Alex Brandon/AP O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que vai responder na tarde desta sexta-feira (23) às novas tarifas anunciadas mais cedo pela China, em mais uma etapa do acirramento da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. Guerra comercial: entenda a piora das tensões entre China e EUA e as incertezas para a economia mundial Em uma rede social, Trump disse que está ordenando que as empresas norte-americanas comecem a buscar uma alternativa à China, incluindo levar suas produções de volta aos Estados Unidos. "Nossas grandes empresas norte-americanas estão ordenadas a começar imediatamente a procurar uma alternativa para a China, incluindo trazer suas empresas para casa e fabricar seus produtos nos EUA." "Nós não precisamos da China e, francamente, estaremos bem melhores sem ele", escreveu o presidente dos EUA. "Nossa economia, por causa dos últimos dois anos e meio, é muito maior que a da China, e nós a manteremos assim". Não ficou claro qual autoridade legal Trump poderá usar para obrigar as empresas norte-americanas a fechar suas operações na China ou interromper o fornecimento de produtos do país. O presidente dos EUA disse que também ordena que empresas como FedEx, Amazon.com, UPS e o Serviço Postal dos EUA procurem recusar todas as entregas de fentanil para os EUA. O acirramento da guerra comercial derrubava os mercados. No início da tarde, as bolsas dos Estados Unidos operavam em queda de cerca de 2%. No Brasil, a Bovespa recuava 2,5%, e o dólar superou a barreira de R$ 4,10. Análise: os reflexos da guerra comercial entre EUA e China Disputa acirrada Em mais uma etapa da disputa comercial, a China anunciou mais cedo que vai implementar tarifas extras sobre US$ 75 bilhões em produtos importados dos Estados Unidos. Segundo o Ministério do Comércio da China, serão impostas tarifas adicionais de 5% ou 10% sobre um total de 5.078 produtos com origem nos Estados Unidos, que incluem produtos agrícolas, petróleo, aviões de pequeno porte e carros. "A decisão da China de implementar tarifas adicionais foi forçada pelo unilateralismo e protecionismo dos EUA", disse o ministério chinês em comunicado, segundo a Reuters, acrescentando que suas tarifas de retaliação também entrarão em vigor em dois estágios, em 1º de setembro e 15 de dezembro. As datas são as mesmas em que estão previstas para entrar em vigor as tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos chineses. Anunciada no início do mês pelo presidente Donald Trump, a medida deveria incidir sobre cerca de US$ 300 bilhões em produtos importados, mas alguns itens foram removidos da lista.
Powell diz que economia dos EUA está em 'posição favorável' e que Fed irá 'agir conforme apropriado'

Discurso do chairman deu poucas pistas sobre se o banco central vai cortar os juros ou não em sua próxima reunião. Jerome Powell, chairman do Federal Reserve, em foto de 31 de julho de 2019 Sarah Silbiger/Reuters A economia dos Estados Unidos está em uma "posição favorável" e o Federal Reserve irá "agir conforme apropriado" para manter o ritmo de expansão da economia, disse o chairman do Fed, Jerome Powell, nesta sexta-feira (23) em um discurso que deu poucas pistas sobre se o banco central vai cortar os juros ou não em sua próxima reunião. Powell, que está sob pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, para cortar a taxa de juros em breve e com força, listou uma série de riscos econômicos e geopolíticos que o Fed está monitorando -- vários deles, segundo Powell, estão relacionados à guerra comercial do governo dos EUA com a China e outros países. Mas "a economia norte-americana continua com um desempenho no geral muito bom", disse Powell em um discurso preparado para o simpósio econômico anual do Fed em Jackson Hole. "Os investimentos empresariais e a indústria têm enfraquecido, mas o sólido crescimento de empregos e salários têm levado a um consumo forte e dado suporte ao crescimento em geral moderado." Se as guerras comerciais afetaram o investimento empresarial e a confiança e contribuíram para a "deterioração" do crescimento global, Powell disse que o Fed não poderá consertar tudo isso através da política monetária. Não há "precedentes recentes para orientar qualquer resposta de política monetária à situação atual", disse Powell, acrescentando que a política monetária "não pode fornecer um livro de regras estabelecido para o comércio internacional." Além disso, a possibilidade de um "Brexit" sem acordo, as tensões em Hong Kong, uma desaceleração econômica em lugares como Alemanha e outros problemas no exterior, Powell disse que o Fed precisa "olhar através" da turbulência de curto prazo e se concentrar em como os EUA estão. Powell acrescentou que os cortes nos juros na década de 1990 ajudaram a manter a expansão econômica intacta. Mas o tom geral de sua declaração pode decepcionar os investidores que esperam que o Fed reduza os juros em sua reunião de setembro e, possivelmente, várias outras vezes este ano. O banco central reduziu a taxa de juros em julho, no que Powell se referiu como um ajuste de meio de ciclo. É também provável que desaponte Trump, tanto ao focar no impacto que a incerteza do comércio está tendo na economia global, quanto em não dar um sinal claro de que mais cortes estão por vir. O Fed tem que "olhar para o que podem ser eventos passageiros, focar em como a evolução do comércio está afetando as perspectivas, e ajustar a política monetária para promover nossos objetivos" de inflação de 2% e um mercado de trabalho forte.
Confiança do comércio cresce em agosto, mas segue abaixo do patamar do final de 2018, aponta FGV

Melhoras mais expressivas ainda dependem da recuperação mais consistente do mercado de trabalho e da confiança dos consumidores, afirma pesquisador. Shopping Fortaleza Ceará JL Rosa/G1 O índice que mede a confiança dos empresários do comércio subiu 3,2 pontos em agosto, ao passar de 95,5 para 99,7 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira (23). Foi a terceira alta consecutiva, mas o indicador ainda segue abaixo do patamar do final do ano passado. "A alta da confiança em agosto foi decorrente de uma significativa melhora da percepção dos empresários com o ritmo de vendas. O resultado sugere continuidade na recuperação do setor, ainda em ritmo lento, mas um pouco melhor do que foi registrado no primeiro semestre do ano. Melhoras mais expressivas ainda dependem da recuperação mais consistente do mercado de trabalho e da confiança dos consumidores", afirmou Rodolpho Tobler, coordenador da pesquisa. Em agosto, a confiança subiu em 10 dos 13 segmentos, segundo a FGV. A melhora do índice foi puxada pela melhora expressiva do Índice de Situação Atual (ISA-COM), que subiu 7,1 pontos ao passar de 88,6 pontos para 95,7 pontos, maior valor desde dezembro de 2018 (97,4 pontos). Já o Índice de Expectativas (IE-COM) recuou 0,8 ponto depois de subir nos últimos dois meses, registrando 101,8 pontos. Mesmo com economia fraca no 2º trimestre, maioria dos analistas vê recessão técnica como improvável
Brasil cria 43 mil vagas de emprego formal em julho

Resultado representa queda em relação ao número de vagas abertas no mesmo mês do ano passado. Na parcial do ano, foram criados 461.411 empregos com carteira assinada. Em julho, o país registrou 1.331.189 contratações e 1.287.369 demissões. Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas A economia brasileira criou 43.820 empregos com carteira assinada em julho, segundo números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Ministério da Economia. O saldo é a diferença entre as contratações e a demissões. Em julho, o país registrou 1.331.189 contratações e 1.287.369 demissões. Com isso, houve queda no número de vagas formais abertas na comparação com o mesmo mês do ano passado - quando foram criados 47.319 empregos com carteira assinada. "Consideramos que o mercado de trabalho tem apresentado sinais de recuperação gradual, em consonância com o desempenho da economia. O governo vem adotando medidas de impacto estrutural e esperamos reflexos positivos no mercado de trabalho, na medida do aprofundamento das reformas", afirmou em nota o secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo. Após três anos seguidos de demissões, a economia brasileira voltou a gerar empregos com carteira assinada em 2018, quando foram abertas 529.554 vagas formais, de acordo com dados oficiais. Parcial do ano Os números oficiais do governo mostram também que, nos sete primeiros meses deste ano, foram criados 461.411 empregos com carteira assinada. Com isso, houve aumento de 2,93% frente ao mesmo período do ano passado - quando foram abertas 448.263 vagas formais. Esse também foi o maior saldo, para o período de janeiro a julho, desde 2014 (632.224 vagas formais abertas). Os números de criação de empregos formais do primeiros sete meses do ano, e de igual período dos últimos anos, foram ajustados para incorporar as informações enviadas pelas empresas fora do prazo nos meses de janeiro e junho. Os dados de julho ainda são considerados sem ajuste. Segundo o Ministério da Economia, nos últimos 12 meses foram criados 521.542 postos de trabalho formais. Já o estoque de empregos formais na economia somou 38,872 milhões no final de julho, contra 38,350 milhões no mesmo mês de 2018. Por setores Os números do governo revelam que, em julho, houve abertura de vagas em sete dos oito setores da economia. O maior número de empregos criados foi registrado na construção civil. A administração pública foi o único setor que demitiu no período. Indústria de Transformação: +5.391 Serviços: +8.948 Agropecuária: +4.645 Construção Civil: +18.721 Extrativa Mineral: +1.049 Comércio: +4.887 Serviços Industriais de Utilidade Pública: +494 Administração Pública: -315 Dados regionais Segundo o governo, houve abertura de vagas formais, ou seja, com carteira assinada, em todas as regiões do país em julho deste ano. Sudeste: +23.851 Centro-Oeste: +9.940 Norte: +7.091 Nordeste: +2.582 Sul: +356 O governo informou ainda que, das 27 unidades federativas, 20 tiveram criaram empregos formais em julho. A abertura de vagas no mês é liderada por São Paulo (+20.204), seguido de Minas Gerais (+10.609) e Mato Grosso (+4.169 vagas). Os maiores volumes de demissões foram registrados no Espírito Santo (-4.117), Rio Grande do Sul (-3.648) e Rio de Janeiro (-2.845). Trabalho intermitente e parcial Segundo o Ministério da Economia, foram registradas 12.121 admissões e 6.575 desligamentos na modalidade de trabalho intermitente em julho deste ano. Como o total de admissões nessa modalidade foi maior que o de demissões, houve um saldo positivo de 5.546 empregos no período. O trabalho intermitente é aquele esporádico, em dias alternados ou por algumas horas, e é remunerado por período trabalhado. Julho registrou ainda 6.493 admissões na modalidade de regime de trabalho parcial e 5.753 desligamentos, gerando saldo positivo de 740 empregos. As novas modalidades de trabalho parcial, definidas pela reforma trabalhista, incluem contratações de até 26 horas semanais com restrições na hora extra ou até 30 horas por semana sem hora extra. Salário médio de admissão O governo também informou que o salário médio de admissão foi de R$ 1.612,59 em julho. Em termos reais (após a correção pela inflação), houve alta de 0,4% no salário de admissão, ou de R$ 6,5; na comparação com o mesmo mês de 2018. Em relação a junho de 2019, houve uma alta real de 1,8%, ou de R$ 28,45, no salário médio de admissão, informou o Ministério da Economia.
Bilionário David Koch morre aos 79 anos

O irmão dele, Charles Koch, comunicou o falecimento. Considerado pela "Bloomberg" o 8º homem mais rico do mundo, foi um doador generoso a causas políticas conservadoras e a grupos educacionais, médicos e culturais. David Koch morreu nesta sexta-feira (23) aos 79 anos. Phelan M. Ebenhack/AP O bilionário David Koch, das Indústrias Koch, morreu nesta sexta-feira (23) aos 79 anos, informou o irmão dele, Charles Koch. "É com o coração pesado que eu tenho que informá-los da morte de David", declarou Charles Koch. "Ele fará muita falta, mas nunca será esquecido." Charles e David Koch foram classificados pela "Bloomberg" como o 7º e 8º homens mais ricos do mundo, respectivamente, com fortunas de US$58,7 bilhões (R$ 240 bilhões) cada - que acumularam com uma grande participação acionária nas Indústrias Koch. O conglomerado, sediado em Wichita, no Kansas, tem receita anual de cerca de US$ 110 bilhões (R$ 450 bilhões). É a segunda maior companhia americana de capital fechado em receita. Os Koch ficaram conhecidos por uma vasta rede política que construíram que se tornou popularmente conhecida como "Kochtopus" - trocadilho em inglês para o sobrenome deles unido à palavra "octopus", que significa "polvo". O bilionário, que morava em Nova York, foi doador generoso para causas políticas conservadoras, assim como para grupos educacionais, médicos e culturais, diz a Associated Press. David Koch lutou contra um câncer de próstata por 20 anos. Em 2007, ele doou US$ 100 milhões (cerca de R$ 408 milhões) para criar o Instituto David H. Koch para Pesquisa Integrativa sobre o Câncer no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). Também deu milhões à Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, ao Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, em Nova York, ao M.D. Anderson Cancer, em Houston, e a outras instituições. O Museu Nacional de História Natural do Smithsonian nomeou, em sua homenagem, uma ala dedicada à história da evolução humana ao longo de 6 milhões de anos. David Koch doou US$ 15 milhões (R$ 61 milhões) para financiar o salão. Também foi o candidato a vice-presidente do Partido Libertário em 1980.
Com salários até R$ 7 mil, empresa de açúcar e etanol abre processo seletivo na região de Piracicaba

Ao todo, são 50 oportunidades divididas em estágio, trainee e aprendiz. Interessados devem se inscrever até 9 de setembro. Interior da usina de etanol da Raízen, em Piracicaba (SP) Marcelo Brandt/G1 A Raízen, empresa produtora de açúcar e etanol, abriu inscrições do processo seletivo de estágio, trainee e aprendiz. São 50 vagas na região de Piracicaba (SP) com salários que chegam a R$ 7 mil. O prazo para se inscrever vai até 9 de setembro. As vagas são para trabalhar em Capivari (SP), Rio das Pedras (SP), Piracicaba e Brotas (SP). Segundo a empresa, há oportunidades para as áreas de produção de etanol, açúcar e bioenergia, logística, distribuição de combustíveis, trading, área comercial, recursos humanos, jurídico, finanças, marketing e tecnologia da informação. O processo de seleção será composto por quatro fases após a inscrição, sendo etapa de testes, dinâmica de grupo, entrevista final e processo admissional. Em todo o país, o programa de talentos da companhia está com 500 vagas disponíveis em 37 cidades de 12 estados. Os interessados devem se inscrever pela página da empresa na internet, em que há também todas as vagas disponíveis e informações de benefícios e do recrutamento. Perfil e salários Estágio: para estudantes cursando o penúltimo e último ano da graduação e que tenham disponibilidade de estagiar por um ano, no mínimo - R$ 1.417,50 para alunos do penúltimo ano e R$ 1.517,50 para alunos do último ano, com carga horária de 30 horas semanais. Trainee: para profissionais que tenham concluído o ensino superior até dezembro de 2017 - R$ R$ 7 mil por mês. Estágio de verão: para estudantes todos os cursos que estão cursando entre o primeiro e penúltimo ano da faculdade - R$ 1.417,50 por mês. Aprendiz: para jovens que estejam cursando ou que já finalizaram o ensino médio e/ou técnico, sem registro anterior como aprendiz, e que tenham disponibilidade para fazer até 8 horas/dia (40 horas semanais), entre capacitação teórica e prática - R$ 4,02 por hora, variando de acordo com o previsto no Acordo Coletivo de cada localidade de trabalho. Veja mais notícias da região no G1 Piracicaba
Bovespa fecha em forte queda após Trump dizer que vai responder a novas tarifas da China

Nesta sexta-feira, Ibovespa recuou 2,34% a 97.667 pontos, e foi ao menor patamar desde 17 de junho. Imagem do interior da B3, Bolsa de Valores de SP Cris Faga/Estadão Conteúdo O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, fechou em forte queda nesta sexta-feira (23), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar vai dar uma resposta à China. O país asiático anunciou, mais cedo, que vai impor tarifas adicionais sobre US$ 75 bilhões em produtos dos EUA. Os investidores também seguiram de olho em pistas sobre a trajetória da taxa de juros dos Estados Unidos após o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmar que o Fed irá "agir conforme apropriado" para garantir o ritmo de expansão da maior economia do mundo. O Ibovespa recuou 2,34% a 97.667 pontos. É o menor patamar de fechamento desde 17 de junho (97.623 pontos). Veja mais cotações Na véspera, o índice encerrou o dia em queda de 1,18%, a 100.011 pontos Na semana, a bolsa acumulou queda de 2,30%. No mês, tem recuo de 4,07%. No ano, no entanto, acumula alta de 11,13%. Já o dólar subiu 1,13%, a R$ 4,1250, no maior valor desde 19 de setembro do ano passado. Cenário externo Lá fora, as bolsas dos Estados Unidos também fecharam em queda após a China ameaçar impor tarifas adicionais sobre US$ 75 bilhões em produtos dos EUA. No início dos negócios, o mercado chegou a reduzir as perdas depois do discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell. O presidente do banco central dos EUA disse nesta sexta que a economia dos Estados Unidos está em uma "posição favorável" e o Federal Reserve irá "agir conforme apropriado" para manter o ritmo de expansão da economia, em um discurso que deu poucas pistas sobre se o banco central vai cortar os juros ou não em sua próxima reunião. Powell, que está sob pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, para cortar a taxa de juros em breve e com força, listou uma série de riscos econômicos e geopolíticos que o Fed está monitorando -- vários deles, segundo Powell, estão relacionados à guerra comercial do governo dos EUA com a China e outros países. Nesta sexta-feira, os juros futuros dos EUA indicavam que operadores veem quase 100% de chance de o Fed cortar juros em 0,25 ponto percentual em setembro, ante chance de 90% de chance na quinta-feira, de acordo com a ferramenta Fedwatch do CME Group.
Guerra comercial entre EUA e China arruína sojicultores da Dakota do Norte

Maior cliente da soja do estado, China interrompeu compras por conta da guerra comercial. Silos para armazenagem agrícola na Dakota do Norte, que sofre com a guerra comercial Dan Koeck/Reuters A Dakota do Norte apostou mais alto que qualquer outro Estado norte-americano na demanda chinesa por soja. A indústria da área, localizada no extremo noroeste do cinturão agrícola dos Estados Unidos, próxima aos portos do Pacífico, gastou milhões de dólares em armazenamento de grãos e infraestrutura ferroviária enquanto ampliava o cultivo da oleaginosa em cinco vezes ao longo de 20 anos. China sobe o tom e anuncia tarifas extras sobre US$ 75 bilhões em produtos dos EUA Guerra comercial: entenda a piora das tensões entre China e EUA e as incertezas para a economia mundial Agora, conforme a maior importadora mundial de soja evita o mercado norte-americano pela segunda temporada consecutiva, os agricultores da Dakota tentam se recuperar da perda de um cliente que passaram duas décadas cultivando. A experiência do Estado ressalta o impacto desigual da guerra comercial com a China ao longo dos EUA. Embora as tarifas chinesas tenham como alvo diversos Estados que, como a Dakota do Norte, apoiaram o presidente Donald Trump na eleição de 2016, aqueles localizados mais a sul e a leste possuem maior capacidade para escoar o excedente de soja para outros mercados, como México e Europa. Eles também contam com mais unidades de esmagamento para a produção de farelo de soja, além de indústrias maiores de gado e aves para o consumo. Para a Dakota do Norte, perder a China compradora de cerca de 70% da soja do estado – destruiu uma fonte básica de receitas. A agricultura é a principal indústria da Dakota do Norte, à frente da energia, representando cerca de 25% de sua economia. "A Dakota do Norte provavelmente recebeu um golpe maior que qualquer outro com a situação comercial com a China", disse Jim Stutter, CEO do conselho norte-americano de exportação de soja. A China interrompeu todas as aquisições agrícolas junto aos EUA em 5 de agosto, depois de Trump intensificar o conflito com ameaças de impor tarifas adicionais a US$ 300 bilhões em importações chinesas a partir de 1º de setembro. Alguns produtores contavam com o pacote de ajuda agrícola do governo Trump, de US$ 28 bilhões, para compensar os prejuízos causados pela guerra comercial, mas acabaram decepcionados com as taxas de pagamento para os condados da Dakota do Norte, já que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) determinou que outros Estados possuem maior "nível de exposição" às tarifas, por também cultivarem outras safras atingidas pela medida, como algodão e sorgo.
China sobe o tom e anuncia tarifas extras sobre US$ 75 bilhões em produtos dos EUA

Medida é a mais recente da escalada da longa guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. Guerra comercial EUA x China: vice-primeiro-ministro Liu He cumprimenta o chefe de comércio exterior dos EUA, Robert Lighthizer. Clodagh Kilcoyne/Reuters A China subiu o tom na disputa comercial com os Estados Unidos e anunciou nesta sexta-feira (23) que vai implementar tarifas extras sobre US$ 75 bilhões em produtos importados daquele país, marcando a mais recente escalada de uma longa guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. Guerra comercial: entenda a piora das tensões entre China e EUA e as incertezas para a economia mundial Segundo o Ministério do Comércio da China, serão impostas tarifas adicionais de 5% ou 10% sobre um total de 5.078 produtos com origem nos Estados Unidos, que incluem petróleo, aviões de pequeno porte e carros. Além disso, a China anunciou que vai impor mais tarifas sobre produtos agrícolas, que tem como alvo Estados do Meio-Oeste norte-americano onde eleitores ajudaram a levar Donald Trump à presidência em 2016. "A decisão da China de implementar tarifas adicionais foi forçada pelo unilateralismo e protecionismo dos EUA", disse o ministério chinês em comunicado, segundo a Reuters, acrescentando que suas tarifas de retaliação também entrarão em vigor em dois estágios, em 1º de setembro e 15 de dezembro. O assessor de Comércio da Casa Branca, Peter Navarro, disse à Fox Business News separadamente que as negociações comerciais com a China ainda serão feitas a portas fechadas. O gabinete do representante de Comércio dos EUA não fez comentários imediatos sobre o anúncio das tarifas da China. O presidente norte-americano Donald Trump reaqueceu as tensões nesta sexta-feira, com uma série de tuítes em que disse que está ordenando que empresas norte-americanas encontrem maneiras de encerrar suas operações na China. Os tuítes de Trump impactaram significativamente os mercados globais, incluindo o brasileiro. Análise: os reflexos da guerra comercial entre EUA e China Retaliação As datas anunciadas pela China são as mesmas em que estão previstas para entrar em vigor as tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos chineses. Anunciada no início do mês pelo presidente Donald Trump, a medida deveria incidir sobre cerca de US$ 300 bilhões em produtos importados, mas alguns itens foram removidos da lista. Em dezembro, entra em vigor nos EUA a tarifa extra para telefones celulares, laptops, aparelhos de videogame, alguns brinquedos, monitores de computador e determinados itens de calçado e vestuário. Tarifas agrícolas seriam simbólicas Como o governo chinês já havia proibido empresas de comprarem produtos agrícolas dos EUA, as tarifas foram vistas mais como simbólicas. O Ministério do Comércio da China disse em 5 de agosto que as empresas chinesas pararam de comprar produtos agrícolas dos EUA, acirrando a guerra comercial entre os países. Ainda assim, as crescentes tensões preocupam o setor agrícola, que perdeu um importante mercado para as exportações e viu suas receitas despencarem. Segundo o Ministério do Comércio da China, haverá tarifa extra de 5% sobre a soja dos EUA a partir de 1º de setembro e taxas adicionais de 10% sobre trigo, milho e sorgo dos EUA a partir de 15 de dezembro. A China é a maior importadora de soja do mundo, tendo adquirido o equivalente a 12 bilhões de dólares da safra norte-americana no ano anterior à guerra comercial. A China também cobrará tarifas extras de 10% sobre a carne bovina e suína dos EUA a partir de 1º de setembro, de acordo com a lista publicada pelo Ministério do Comércio em seu site. As tarifas mais recentes, que seguem taxas norte-americanas sobre bens chineses no valor de US$ 300 bilhões, ameaçam prolongar uma guerra comercial entre as duas principais economias do mundo, que tem levantado preocupações sobre a desaceleração do crescimento global. No ano passado, a China impôs tarifas retaliatórias que permanecem em vigor sobre as importações de uma série de produtos agrícolas dos EUA, incluindo soja e carne de porco. Essas tarifas reduziram a exportação de produtos norte-americanos e levaram a administração Trump a oferecer até US$ 28 bilhões em ajuda federal para compensar os agricultores norte-americanos por perdas. A disputa comercial entre China e EUA vem beneficiando o Brasil desde o ano passado, quando as exportações brasileiras de soja atingiram recorde de mais de 80 milhões de toneladas, com grandes compras dos chineses.
França se opõe a acordo Mercosul-UE; presidente acusa Bolsonaro de mentir sobre clima
Acordo fechado em junho prevê implementação do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas e compromisso com proteção ambiental. Bolsonaro diz lamentar ter sido chamado de 'mentiroso'. Emmanuel Macron diz que Bolsonaro “mentiu” sobre compromissos ambientais no G-20 As declarações do presidente brasileiro Jair Bolsonaro sobre a crise na Amazônia continuam tendo desdobramentos importantes na Europa nesta sexta-feira (23). O escritório do presidente francês, Emmanuel Macron, acusou Bolsonaro de ter mentido durante o encontro do G20 em Osaka, no Japão, em junho ao minimizar as preocupações com o a mudança climática. Dado esse contexto, aponta o escritório, a França se opõe ao acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. Acordo entre Mercosul e União Europeia: o que prevê o texto Na tarde de sexta, Bolsonaro rebateu em uma rede social a declaração de Macron: "Lamento a posição de um chefe de Estado, como o da França, se dirigir ao PR brasileiro como 'mentiroso'. Não somos nós que divulgamos fotos do século passado para potencializar o ódio contra o Brasil por mera vaidade. Nosso país, verde e amarelo, mora no coração de todo o mundo". Macron não é o único a se opor. O primeiro-ministro da Irlanda, Leo Varadkar, ameaçou votar contra o texto se o Brasil não respeitar seus "compromissos ambientais", em meio a críticas ao presidente Jair Bolsonaro pelos incêndios que assolam a Amazônia. Segundo Leo Varadkar, "de maneira alguma a Irlanda votará a favor do acordo de livre comércio UE-Mercosul se o Brasil não cumprir seus compromissos ambientais". Incêndios na Amazônia provocam reações de líderes europeus G20 Às vésperas do encontro do G20, a chanceler alemã Angela Merkel havia afirmado no parlamento alemão que via com "grande preocupação" as ações do governo brasileiro a respeito do desmatamento e que queria ter uma "conversa clara" com Bolsonaro. Ao chegar ao encontro em Osaka, o presidente brasileiro disse que a Alemanha tem muito a aprender com o Brasil sobre questões ambientais. "Nós temos exemplo para dar para a Alemanha, inclusive sobre meio ambiente. A indústria deles continua sendo fóssil em grande parte de carvão, e a nossa não. Então, eles têm a aprender muito conosco", disse ele na ocasião. Ainda durante o G20, Bolsonaro conversou com Merkel e disse ter dito a ela que o Brasil é alvo de uma "psicose ambientalista". "Conversei com ela, foi uma conversa tranquila. Em alguns momentos, ela arregalava os olhos, de maneira bastante cordial. Mostramos que o Brasil mudou o governo, e é um país que vai ser respeitado. Falei para ela também da questão da psicose ambientalista que existe para conosco", declarou Bolsonaro em uma entrevista à imprensa. Outro chefe de Estado que também antes do G20 manifestou preocupação com o compromisso de preservação ambiental do Brasil foi o presidente francês, Emmanuel Macron. Bolsonaro disse que teve com ele uma conversa parecida com a que havia tido antes com Merkel. "Eu convidei [Macron] para conhecer a região amazônica. Falei para ele [de fazermos] uma viagem de Boa Vista a Manaus. É pouco mais de duas horas. A gente poderia até voar a uma altura mais baixa, demoraria mais tempo, em um avião da Força Aérea, para ele ver que não existe o desmatamento tão propalado", afirmou Bolsonaro. Acordo prevê cláusulas ambientais Fechado em junho deste ano, depois de mais de 20 anos de negociação – mas ainda dependendo da aprovação do parlamento dos países envolvidos –, o acordo comercial UE-Mercosul prevê, segundo os europeus, a implementação efetiva do Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas, que inclui, entre outros assuntos, combater o desmatamento e a redução da emissão de gases do efeito estufa. Os signatários se comprometem ainda a tomar ações de proteção ambiental, que abarca conservação de florestas, a respeitar direitos trabalhistas e a promover condutas empresariais responsáveis. 'Crise internacional' Na quinta-feira (22), Macron propôs que a "crise internacional" da Amazônia seja uma prioridade na cúpula do G7, que acontece neste fim de semana em Biarritz, no sudoeste da França. O presidente da França disse em rede social que "nossa casa está queimando". A chanceler alemã, Angela Merkel, manifestou apoio ao presidente francês por meio de seu porta-voz, dizendo que os incêndios na Amazônia constituem uma "situação urgente" que deveria sim ser discutida durante a cúpula do G7, apesar das acusações de ingerência por parte de Bolsonaro. O presidente brasileiro, por sua vez, acusou seu colega francês de ter "uma mentalidade colonialista" e de querer "instrumentalizar" o tema "para ganhos políticos pessoais". Líderes defendem debate no G7 sobre incêndios na Amazônia O Reino Unido também está preocupado com os incêndios na floresta amazônica, e o primeiro-ministro Boris Johnson vai dizer, no encontro de cúpula do G7, que é preciso renovar o foco na proteção da natureza, de acordo com afirmação de seu gabinete. "O primeiro-ministro está gravemente preocupado pela alta da quantidade de incêndios na floresta amazônica e o impacto de trágicas perdas nesse habitat", disse um porta-voz. Initial plugin text
PAT Indaiatuba oferece 66 vagas de emprego com salários de até R$ 3 mil; veja como se candidatar

Interessados devem comparecer ao Posto de Atendimento ao Trabalhador com os documentos de RG, CPF, Carteira de Trabalho e número do PIS. Vagas foram divulgadas nesta sexta-feira (23). Giuliano Miranda RIC/PMI O Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) de Indaiatuba (SP) oferece 66 vagas de emprego nesta sexta-feira (23). Os salários vão até R$ 3 mil, com maior remuneração para o cargo de nutricionista, função que exige seis meses de experiência. Os interessados devem comparecer ao PAT para análise de perfil e cadastro, com RG, CPF, Carteira de Trabalho e o número do PIS. As oportunidades são para todos os gêneros e em diversos níveis de escolaridade. Dentre as vagas, duas são exclusivas para pessoas com deficiência (PCD). O tempo de experiência exigido para ocupar a maioria das funções é de seis meses, mas para se candidatar a algumas vagas não é necessário ter trabalhado na área. O PAT Indaiatuba fica na Rua Jacob Lyra, 344, no Parque das Nações, e funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 15h45. Mais informações pelo telefone (19) 3825-6622. Confira a lista de vagas Borracheiro (a) - 1 vaga Cozinheiro (a) geral - 1 vaga Operador (a) de retro-escavadeira - 1 vaga Auxiliar de jardinagem e conservação de vias - 1 vaga Barista - 1 vaga Churrasqueiro (a) - 1 vaga Cuidador (a) de idoso - 1 vaga Empregada (o) doméstica (o) - 2 vagas Montador (a) de estruturas metálicas - 1 vaga Motorista de caminhão - 1 vaga Motorista de carreteiro (a) - 2 vaga Oficial de serviços gerais - 1 vaga Pizzaiolo (a) - 2 vagas Ajudante de cozinha - 1 vaga Almoxarife - 4 vagas Atendente de lanchonete - 1 vaga Auxiliar administrativo (a) - 1 vaga Auxiliar de cobrança - 1 vaga Auxiliar de escrituração fiscal - 1 vaga Chapista de lanchonete - 1 vaga Chefe de serviços de limpeza - 1 vaga Churrasqueiro (a) - 1 vaga Consultor (a) de vendas - 1 vaga Coordenador (a) de restaurante - 1 vaga Corretor (a) de imóveis - 1 vaga Cozinheiro (a) - 1 vaga Instalador (a) de sistemas eletrônicos de segurança - 1 vaga Manobrista - 1 vaga Mecânico (a) de ar-condicionado e refrigeração - 1 vaga Montador (a) de móveis de madeira - 1 vaga Motorista de caminhão - 1 vaga Operador (a) de estação de tratamento de água e influentes - 2 vagas Operador (a) de torno com comando numérico - 1 vaga Programador (a) de sistema de computador - 1 vaga Subgerente de restaurante - 1 vaga Vendedor (a) - 5 vagas Auxiliar de enfermagem - 2 vagas Auxiliar de técnico de controle de qualidade - 1 vaga Técnico (a) de enfermagem - 5 vagas Técnico (a) de refrigeração - 1 vaga Técnico (a) em manutenção de máquinas - 1 vaga Operador (a) de sistemas de informática - 1 vaga Enfermeiro (a) - 2 vagas Fisioterapeuta geral - 2 vagas Fonoaudiólogo (a) geral - 2 vagas Nutricionista - 1 vaga Empacotador a mão - 1 vaga (PCD) Veja mais oportunidades na região no G1 Campinas
Pressão do agronegócio e reação internacional fazem governo rever atitude sobre desmatamento
Governo deve anunciar medidas para conter devastação da Floresta Amazônica Integrantes do governo relataram ao Blog que, além da forte reação internacional, a pressão interna do agronegócio brasileiro fez com que o Executivo mudasse de atitude em relação ao crescimento do desmatamento e das queimadas na Amazônia. Depois de relativizar a questão ambiental durante meses, o presidente Jair Bolsonaro foi alertado por interlocutores de que as exportações brasileiras podem ser afetadas, principalmente de produtos agropecuários. "Haverá forte resistência aos produtos brasileiros associados com a destruição da floresta amazônica”, advertiu ao Blog um graduado auxiliar do governo. Há uma forte preocupação dentro do governo com a “viralização” no mundo da imagem do Brasil associada ao desmatamento da Amazônia. Ou seja, o pragmatismo acabou pesando nessa reação emergencial do governo Bolsonaro. Queimadas aumentam 82% no período em relação a 2018 Jornais estrangeiros noticiam fogo na Amazônia “Deixou de ser apenas uma questão ambiental. Agora, é uma questão comercial e econômica. E o Brasil pode ser atingido com isso”, alertou essa fonte. Bolsonaro convoca reunião de emergência para discutir as queimadas na Amazônia
Dólar fecha R$ 4,12, maior patamar em quase 1 ano, com exterior e Previdência

No dia anterior, a moeda norte-americana fechou em alta de 1,22%, vendida a R$ 4,0789. Notas de dólar Gary Cameron/Reuters O dólar fechou em forte alta em relação ao real nesta sexta-feira (23), impactado pelo cenário externo arisco e por ruídos em torno da reforma da Previdência. A moeda norte-americana terminou a sessão em alta de 1,13%, vendida a R$ 4,1250, no maior valor desde 19 de setembro do ano passado, quando fechou em R$ 4,1267. Veja mais cotações. Na máxima do dia, a cotação chegou a R$ 4,1315. No dia anterior, a moeda norte-americana subiu 1,22%, a R$ 4,0789. Já a Bovespa recuou 2,34%, a 97.667 pontos, e foi ao menor patamar desde 17 de junho (97.623 pontos). Nesta sexta-feira, a guerra comercial entre EUA e China subiu de patamar. A China anunciou que que vai implementar tarifas extras sobre US$ 75 bilhões em produtos importados norte-americanos. Trump disse que vai responder ainda nesta tarde às novas tarifas anunciadas China. Mais cedo, o dólar chegou a operar em queda depois do discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, segundo o qual o banco central dos EUA vai "agir conforme apropriado" para apoiar a economia, o que elevou expectativas de novos cortes de juros. Na esteira dos comentários, a moeda americana foi à mínima da sessão, de R$ 4,0513. Nesta sexta-feira, os juros futuros dos EUA indicavam que operadores veem quase 100% de chance de o Fed cortar juros em 0,25 ponto percentual em setembro, ante chance de 90% de chance na quinta-feira, de acordo com a ferramenta Fedwatch do CME Group. Mas, na sequência, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse, em tom de ameaça, que até o fim da tarde anunciaria resposta às tarifas chinesas, reavivando temores de uma intensificação do embate comercial entre as duas maiores economias do mundo, que tem prejudicado a demanda por ativos de risco e elevado receios de recessão. Como resultado, o dólar acelerou os ganhos frente a moedas emergentes e aprofundou as quedas contra divisas consideradas refúgio, sobretudo iene e franco suíço, segundo a Reuters. Cena local Na cena doméstica, receios de atraso na tramitação da reforma da Previdência no Senado também preocupavam o mercado. Na véspera, o relator da reforma da Previdência na Casa, Tasso Jereissati (PSDB-CE), informou que não apresentaria seu parecer sobre a proposta nesta sexta-feira, como previsto, o que pode atrasar a tramitação em quatro ou cinco dias. O BC vendeu todos os US$ 550 milhões em moeda física nesta sexta-feira e negociou ainda todos os 11 mil contratos de swap cambial reverso ofertados – os quais assume posição comprada em dólar. O BC anunciou no dia 14 de agosto mudanças em sua forma de atuar no mercado de câmbio, com o objetivo de trocar posição cambial em contratos de swap tradicional por dólares à vista, formalizando novo modelo de intervenção cambial para aprimoramento do uso dos instrumentos disponíveis. Mais interferência do BC? O salto da cotação do dólar, que fez a moeda rapidamente deixar para trás níveis de resistência técnica, começa a levantar no mercado discussões sobre se o Banco Central deveria ser mais agressivo no mercado de câmbio a fim de conter distorções, uma vez que o real mais uma vez é a divisa de pior desempenho global nesta sessão, segundo a Reuters. Entre as distorções, a taxa do casado (cupom cambial de curtíssimo prazo) foi para 6%, contra patamares mais usuais em torno de 2,5%. É justamente para aliviar essa taxa – vista como juro em dólar e termômetro da percepção de liquidez no mercado à vista – que o BC começou a fazer leilões de venda direta de dólares no mercado à vista, depois de uma década sem recorrer a essa modalidade. "Não me surpreenderia se no fim da sessão de hoje o BC anunciasse um reforço desses volumes", disse Thiago Silencio, operador de câmbio da CM Capital Markets, acrescentando que o mercado também reagia ao risco de eventuais barreiras comerciais aos produtos agrícolas brasileiros na esteira da repercussão das queimadas na Amazônia. Silencio lembrou, contudo, que o mercado já se encontra na última semana do mês, geralmente marcada por mais volatilidade e distorções nas taxas de cupom cambial. "O real tem sido a pior moeda quase todos os dias. O mercado de câmbio está claramente desequilibrado", disse à Reuters um gestor em São Paulo. "Se ele (BC) não entrar hoje (com reforço nas atuações), acho que tudo piora", completou.
Finlândia cogita banir importação de carne brasileira na Europa por causa de incêndios na Amazônia

País ocupa a presidência rotativa da União Europeia; Ministro das Finanças finlandês disse que "condena a destruição da floresta amazônica". Finlândia apela à UE para banir importação de carne brasileira por conta de queimadas A Finlândia, que tem a presidência rotativa da União Europeia (UE), afirmou nesta sexta-feira (23) que pretende encontrar uma forma de fazer o bloco banir a importação de carne brasileira por causa da devastação causada por incêndios na Amazônia. "O ministro de Finanças Mika Lintila condena a destruição da floresta amazônica e sugere que a UE e a Finlândia devam urgentemente rever a possibilidade de banir as importações de carne bovina brasileira", afirmou, em um comunicado, o Ministério das Finanças da Finlândia. Também nesta sexta, a França ameaçou se opor ao acordo entre o Mercosul e a União Europeia. O escritório do presidente francês Emmanuel Macron acusou o presidente brasileiro Jair Bolsonaro de mentir durante o encontro do G20 em Osaka, no Japão, ao minimizar as preocupações com a mudança climática. Carne brasileira é embalada em frigorífico em São Paulo. Finlândia cogita banir carne do Brasil na Europa por queimadas na Amazônia Paulo Whitaker/Reuters Queimadas aumentam 82% em 2019 Dados do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), gerados com com base em imagens de satélite, mostram que as queimadas no Brasil aumentaram 82% em relação ao ano de 2018, se compararmos o mesmo período de janeiro a agosto – foram 71.497 focos neste ano, contra 39.194 no ano passado. Esta é a maior alta e também o maior número de registros em 7 anos no país. Do total de focos de incêndio, a Amazônia concentra 52,5% dos pontos, o Cerrado é responsável por 30,1%, seguido pela Mata Atlântica, com 10,9%. Queimadas em 2019 Arte G1 'Crise internacional' Na quinta-feira (22), Macron propôs que a "crise internacional" da Amazônia seja uma prioridade na cúpula do G7 neste fim de semana em Biarritz, no sudoeste da França. Macron disse em seu Twitter que "nossa casa está queimando". A chanceler alemã Angela Merkel, manifestou apoio ao presidente francês por meio de seu porta-voz, considerando que os incêndios na Amazônia constituem uma "situação urgente" que deveria sim ser discutida durante a cúpula do G7. O presidente brasileiro Jair Bolsonaro acusou seu colega francês de ter "uma mentalidade colonialista" e de querer "instrumentalizar" o tema "para ganhos políticos pessoais". Pelo mundo, a imprensa deu destaque para esse aumento em suas manchetes. Assista no vídeo abaixo: Queimadas na Amazônia repercutem na imprensa internacional #PrayforAmazon Diante do atual cenário de queimadas, Taís Araújo, Leonardo DiCaprio, Lewis Hamilton e outras celebridades brasileiras e internacionais usaram as redes sociais para fazer uma campanha pela preservação da Amazônia. Initial plugin text
SulAmérica vende segmento de automóveis para Allianz por R$ 3 bilhões

Com a transação, SulAmérica irá concentrar seus negócios nos segmentos de saúde, odontologia, vida e previdência. Sede da SulAmérica no Rio de Janeiro Divulgação/SulAmérica A SulAmérica informou nesta sexta-feira (23) que vendeu seus segmentos de auto e ramos elementares para a alemã Allianz, por R$ 3 bilhões, para concentrar seus negócios nos segmentos de saúde, odontologia, vida e previdência. Já a Allianz afirmou que com a aquisição se tornará uma das três principais seguradoras no país e assumirá a segunda posição no mercado de seguros de automóvel, ampliando a presença geográfica no país. As atividades de auto e ramos elementares da SulAmérica serão descoladas e formarão uma nova empresa, que passará a operar separadamente e, na conclusão do negócio, será transferida para a Allianz. O patrimônio líquido dessa nova seguradora é avaliado em R$ 700 milhões, segundo o Valor Online. "A Allianz não estará comprando uma carteira (de clientes), mas sim todo um conhecimento de operações, know-how e equipes", disse ao G1 o presidente da SulAmérica, Gabriel Portella. A conclusão da transação está condicionada ao cumprimento de algumas condições, incluindo a aprovação prévia dos órgãos reguladores e anticoncorrenciais competentes, e deve levar até 12 meses. Foco em riscos pessoais A SulAmérica afirma que a venda reforça seu posicionamento estratégico concentrado nos seguros contra riscos pessoais, ou seja, nos segmentos de saúde, odontologia, vida e previdência, além da relevante operação de investimentos. Essas áreas representaram cerca de 85% do faturamento consolidado do grupo no primeiro semestre deste ano. Assim, no futuro, a companhia não deve mais operar no segmento de riscos patrimoniais. Já a Allianz diz que está entre os três maiores grupos globais de seguradores de ramos elementares. "Com cerca de 15% de market share em seguro de Automóvel e 9% em Ramos Elementares, a Allianz se estabelecerá na segunda posição em auto", afirma em comunicado. A duas unidades da SulAmérica compradas pela companhia pagaram um total de aproximadamente R$ 3,6 milhões (806 milhões de euros) em 2018 – R$ 3,4 bilhões relativos à carteira de automóvel e R$ 202 milhões às operações de ramos elementares. Os seguros elementares cobrem perdas e danos sobre objetos variados (como residências, máquinas e equipamentos) e também sobre pessoas (desde que não caracterize seguro de vida). SulAmérica não descarta aquisições A SulAmérica destaca, em comunicado, que a venda representará "um montante adicional e relevante de liquidez para a companhia aproveitar oportunidades de crescimento orgânico e inorgânico no futuro". O presidente da companhia, Gabriel Portella, diz que há planos para investir em áreas como a de transformação digital e também em "oportunidades estratégicas" e não descarta aquisições. "[A operação] vai alavancar ainda mais as oportunidades de investimentos. Eu diria que estaremos mais atentos [a possíveis novos negócios]", afirmou ao G1. Para o cliente, nada muda por enquanto Até a efetiva conclusão da transação, as duas empresas continuarão a conduzir seus negócios de forma independente. Portanto, clientes, corretores, assessorias, fornecedores, colaboradores não devem esperar quaisquer alterações na administração e relações comerciais, fornecimento e oferta de produtos da SulAmérica. "Os canais de comunicação com o cliente, as formas de emitir e com quem comprar [os seguros de auto e ramos elementares], o telefone não muda, os apps e os portais também", disse André Lauzana, vice-presidente comercial e de marketing da SulAmérica.
Governo indica novos conselheiros para vagas abertas no Cade
Despacho de Bolsonaro também reconduz o atual superintendente-geral do conselho do Cade, Alexandre Cordeiro Macedo, ao cargo. O presidente Jair Bolsonaro indicou ao Senado 3 novos nomes para exercer o cargo de conselheiro do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Bolsonaro enviou os nomes do advogado Luiz Augusto Azevedo de Almeida Hoffmann, que é sócio do escritório Almeida Prado e Hoffmann, em São Paulo, do economista Luis Henrique Bertolino Braido, que é mestre pela FGV e doutor em economia pela Universidade de Chicago, e do subchefe adjunto de Política Econômica da Casa Civil, Sérgio Costa Ravagnani, advogado. Com isso, eles terão que ser aprovados pelo Senado para alcançar os cargos de conselheiros. No despacho publicado nesta sexta-feira (23) no Diário Oficial da União, o governo também encaminhou para a apreciação do Senado a indicação do atual superintendente-geral do conselho do Cade, Alexandre Cordeiro Macedo, para ser mantido no cargo para mais um mandato. O presidente ainda indicou a advogada Lenisa Rodrigues Prado para o cargo de procuradora-chefe do Cade. Ela também terá que ser aprovada pelo Senado para a vaga. Ao todo, o conselho tem sete vagas e atualmente está com apenas três integrantes. Com isso, está sem o quórum mínimo de quatro membros para realizar julgamentos. Atualmente, integram o colegiado, além do presidente Alexandre Barreto de Souza, os concelheiros Oscar Bandeira Maia e Paula Farani de Azevedo Silveira. Foram indicados os seguintes nomes: Luiz Augusto Azevedo de Almeida Hoffmann, para o cargo de conselheiro Luiz Henrique Bertolino Braido, para o cargo de conselheiro Sérgio Costa Ravagnani, para o cargo de conselheiro Lenisa Rodrigues Prado, para o cargo de Procuradora-Chefe do Cade Alexandre Cordeiro Macedo, para ser reconduzido ao cargo de Superintendente-Geral do Cade
Bolsas da China fecham em alta e registram melhor semana em 2 meses

Na semana, CSI300 avançou 3,0%, enquanto o SSEC subiu 2,6%, registrando os melhores ganhos semanais desde o final de junho. Notas de iuan AP Os índices acionários da China fecharam em alta na sexta-feira e registraram a melhor semana em dois meses, com os investidores apostando em progressos nas negociações comerciais com os Estados Unidos já que os norte-americanos ainda planejam discussões presenciais no próximo mês. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 0,72%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 0,49%. Na semana, o CSI300 avançou 3,0%, enquanto o SSEC subiu 2,6%, registrando os melhores ganhos semanais desde o final de junho. O governo dos EUA ainda está planejando uma rodada de discussões presenciais entre autoridades norte-americanas e chinesas em setembro, após conversas construtivas nesta semana, disse na quinta-feira o assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow. Isso aconteceu após a China dizer que espera que os EUA parem com suas ações erradas sobre as tarifas, acrescentando que qualquer nova taxa levará a uma intensificação. Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 0,40%, a 20.710 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 0,50%, a 26.179 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 0,49%, a 2.897 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,72%, a 3.820 pontos. Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 0,14%, a 1.948 pontos. Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 0,08%, a 10.538 pontos. Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 0,56%, a 3.110 pontos. Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 0,33%, a 6.523 pontos.
Internautas estão usando mais aplicativos e redes sociais para fazer compras

Facilidade de acesso, praticidade e grande volume de ofertas foram os principais motivos citados pelos consumidores para comprar por meio desses canais, segundo pesquisa do SPC. 33% dos consumidores fizeram compras por meio de redes sociais nos últimos 12 meses, aponta estudo Pixabay Os internautas brasileiros estão usando mais aplicativos e redes sociais para comprar. Segundo levantamento do SPC Brasil, seis em cada dez (61%) internautas fizeram compras por meio de aplicativos de lojas nos últimos 12 meses. Já as redes sociais foram o caminho usado por 33% dos internautas para fazer suas compras. O WhatsApp também vem ganhando espaço: 18% dos internautas usaram o aplicativo para fazer compras nos últimos 12 meses. No caso dos aplicativos de lojas, as principais razões apontadas pelos consumidores para a compra apontadas foram a facilidade de acesso do celular de qualquer lugar (52%), a praticidade e agilidade (46%) e pelos melhores preços e ofertas do mercado (41%). Os produtos mais comprados por meio desses canais foram os eletrônicos e itens de informática, citados por 39% dos pesquisados. Na sequência, vêm a contratação transporte particular por meio dos apps (37%), compra de roupas (32%), de artigos para casa (31%) e os pedidos de comida ou bebida por delivery (26%). Já em relação às redes sociais, os consumidores disseram preferir comprar por esse meio principalmente por conta da rapidez e praticidade (37%), do grande volume de ofertas e promoções feitas pelos lojistas (36%), preços mais atrativos em relação ao mercado (32%) e melhor interação com o canal de atendimento dos anunciantes (28). Os produtos mais comprados pelas redes são roupas (citadas por 37%), produtos de eletrônicos e de informática e delivery de comida e bebida (27%, cada), cosméticos e artigos para casa (ambos com 26%). WhatsApp Sobre o WhatsApp, 54% dos que fizeram compras pelo app afirmaram que tiveram retorno rápido ao se comunicarem com os lojistas. Por outro lado, 20% disseram não ter recebido nenhuma resposta, 6% ficaram sem retorno em diversos momentos e 20% disseram que o contato foi demorado. O aplicativo de conversas foi escolhido porque a maioria dos ouvidos (40%) considerou o processo de compra mais rápido e fácil do que por telefone ou presencialmente, por conta da facilidade para acessar o histórico de informações armazenadas (35%) e pela possibilidade de receber imagens e vídeos dos produtos e serviços (26%). Já entre os consumidores que não compraram pelo Whatsapp, 41% disseram que conseguiram resolver o que precisavam no site ou aplicativo da empresa, 32% afirmaram que não gostam de ser incomodados por empresas pela ferramenta, que usam para fins pessoais; e 24% disseram não confiar no app por medo de sofrer golpes. "O consumidor quer ter acesso a canais de compra que permitam escolher o que for mais conveniente. Isso significa que o varejo precisa continuar desenvolvendo experiências que atraiam os consumidores e promovam o engajamento. Ou seja, é fundamental reduzir cada vez mais a distância entre o varejo físico e comércio online", diz em nota o presidente do SPC Brasil, Pellizzaro Junior. O estudo, feito em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), ouviu consumidores em todas as capitais brasileiras. Num primeiro momento, 904 pessoas foram ouvidas para identificar o percentual daquelas que compraram pela internet nos últimos 12 meses. Em seguida, continuaram a responder o questionário 800 consumidores que fizeram algum compra ao longo desse período .
Caminho do Brasil para se tornar desenvolvido passa por aumento da produtividade, diz economista do Banco Mundial

Para Xavier Cirera, país precisa melhorar o ambiente de negócios e as políticas de apoio ao setor produtivo, além de promover a abertura comercial. O caminho para o Brasil se tornar um país rico passa invariavelmente pela melhora da produtividade, afirma o economista sênior do Banco Mundial Xavier Cirera. "No médio e longo prazos, como falou Paul Krugman, um famoso economista e vencedor do prêmio Nobel, a produtividade é quase tudo", afirmou. Informalidade do mercado de trabalho limita avanço da produtividade no Brasil Na avaliação de Cirera, o Brasil precisa resolver três grandes gargalos para acelerar a produtividade: melhorar o ambiente de negócios e as políticas de apoio ao setor produtivo, além de promover a abertura comercial. "Sem esse aumento (da produtividade), é muito complicado o país conseguir mais avanços sociais. O aumento de produtividade vai permitir o crescimento de salários e da qualidade do emprego, o que eu acho que é muito importante para o bem-estar dos brasileiros", afirmou. Xavier Cirera, economista sênior do Banco Mundial Divulgação A seguir leia os principais trechos da entrevista. Por que a produtividade é importante quando se pensa no crescimento de longo prazo? A produtividade é basicamente a capacidade de criar valor com alguns fatores como emprego, trabalhadores, capital e empresas. Quanto mais valor se cria, maior é a produtividade. Então, um primeiro ponto e muito importante é que a produtividade não é o esforço do trabalhador. Um trabalhador pode fazer muito esforço cortando cana-de-açúcar, por exemplo, mas isso não significa que ele é muito produtivo, porque ele cria pouco valor. O ponto essencial é que a produtividade e a renda per capita estão ligadas. Há muitos estudos que mostram que, olhando as diferenças de produtividade entre os países, pode-se fazer uma previsão do nível de renda de cada um deles. No médio e longo prazo, como falou Paul Krugman, um famoso economista e vencedor do prêmio Nobel, a produtividade é quase tudo. Por que a produtividade brasileira está estagnada desde a década de 80? Há vários aspectos. Num relatório do Banco Mundial realizado do ano passado, foram identificados três grandes blocos. O primeiro tem a ver com o ambiente de negócios. Quando o ambiente de negócios é muito complexo, a produtividade não vai aumentar. As empresas ficam mais tempo preenchendo formulários para pagar impostos e não fazem pesquisa de desenvolvimento e inovação, porque os custos e os processos são complexos demais. O segundo ponto é o tema das políticas distorcidas. No passado, algumas políticas industriais, de apoio do setor produtivo, não necessariamente geraram aumento da produtividade. E o terceiro ponto importante é que o Brasil é um país muito fechado e a falta de concorrência dá poucos incentivos para aumentar a produtividade e aumentar a competitividade. Qual é o impacto da precarização do mercado de trabalho na produtividade? No médio e longo prazos, o fato de ter tanto emprego informal provoca um impacto negativo na produtividade. O emprego informal é mais volátil e, portanto, (o trabalhador) vai ter menos tempo para aprender dentro do mesmo emprego, vai ter um treinamento menor. Logo, a qualidade do trabalho, de certa maneira, vai para baixo. O que país pode fazer para reverter este quadro? Basicamente precisa de uma atuação nos três pilares que comentamos: melhorar o ambiente de negócios, melhorar o tipo de políticas de apoio ao setor produtivo, e tentar aumentar um pouco a concorrência, no sentido de ampliar a abertura comercial também – e acho que já tem um bom processo com o tema do acordo Mercosul com União Europeia. E o mais importante é a inovação. Melhorar a capacidade das empresas para que elas se tornem mais produtivas. Um elemento muito importante é criar um ambiente em que as empresas são conscientes dessa necessidade de aumentar a produtividade e ser mais competitivas no nível global. A qualidade da educação no Brasil ainda é muito ruim. Quais mudanças seriam necessárias? O país não tem tido o sucesso esperado com a eficiência do gasto na educação, das políticas de educação. É importante melhorar a qualidade e a eficiência dessas políticas. Depois, são necessárias a qualificação dos trabalhadores e a criação de empregos com qualificações que possam suprir melhor a demanda da indústria. Às vezes, as escolas criam qualificações que têm pouca demanda dentro das empresas. Então, é importante atuar na parte de educação mais básica, mas também na qualificação dos desempregados e mesmo dos empregados para adaptar as qualificações que serão necessárias nos empregos do futuro. Como a produtividade e renda per capita andam juntas, podemos dizer que o Brasil pode perder os avanços sociais dos últimos se o quadro não for alterado? Vai ser muito complicado o Brasil se tornar um país desenvolvido e industrializado se não houver um aumento da produtividade. Sem esse aumento, é muito complicado o país conseguir mais avanços sociais. O aumento de produtividade vai permitir o crescimento de salários e da qualidade do emprego, o que eu acho que é muito importante para o bem-estar dos brasileiros. Trabalho informal limita avanço da produtividade
Informalidade do mercado de trabalho limita avanço da produtividade no Brasil

Fator fundamental para acelerar o crescimento do país, produtividade ficou estagnada nos últimos anos com piora da qualidade do emprego. Hoje, quatro trabalhadores brasileiros fazem o mesmo que um norte-americano Trabalho informal limita avanço da produtividade A informalidade do mercado de trabalho está limitando o avanço da produtividade brasileira. O indicador é considerado fundamental para a melhora da atividade econômica e da renda da população, mas está estagnado nos últimos anos, o que contribui ainda mais para o quadro atual de marasmo da economia. Caminho do Brasil para se tornar desenvolvido passa por aumento da produtividade, diz economista do Banco Mundial A produtividade é um item que mede quanto uma economia pode criar de valor com base em vários fatores, como emprego e estoque de capital – uso de máquinas e equipamentos. E é um indicador importante porque, quanto mais cresce, mais rápido um país enriquece. Com a recessão e a lenta retomada econômica dos últimos anos, milhões de brasileiros tiveram de recorrer a bicos e a trabalhos por conta própria para conseguir alguma renda. E o impacto dessa piora do mercado de trabalho na produtividade é fácil de ser entendido. Um engenheiro que foi demitido durante a crise e teve de se tornar um motorista passou a exercer uma atividade que agrega menos valor para a economia. "A economia brasileira vem crescendo pouco nos últimos dois anos. Não é um ciclo de expansão que faz as empresas voltarem a gerar empregos formais", afirma Luka Barbosa, economista do banco Itaú. "E essa geração de empregos informais vai adicionar menos atividade econômica (para o país)." Produtividade estaganada Guilherme Pinheiro/Arte G1 Dados do Instituto Brasileiro de Geografia de Estatística (IBGE) deixam essa deterioração do mercado de trabalho evidente. No trimestre encerrado em junho, o Brasil tinha 11,5 milhões de trabalhadores ocupados no setor privado sem carteira de trabalho e 24,1 milhões de profissionais na categoria de conta própria. No mesmo período do ano passado, eram 10,9 milhões e 22,9 milhões, respectivamente. Não há um indicador oficial que apure o nível de produtividade do país, mas o exercício realizado pelo Itaú mostrou que o quadro poderia ser ainda pior. A questão levantada pelo banco é que, embora a informalidade não ajude o quadro como um todo, ela evitou uma queda maior do indicador. "Quando não se faz a separação entre empregos formais e informais, fica-se com a percepção de que a produtividade caiu muito", afirma Barbosa. “A produtividade está ruim porque foram gerados empregos menos produtivos. No momento em que o Brasil tiver uma expansão mais forte, provavelmente o país vai voltar a gerar empregos formais e a gente vai ver a produtividade subir novamente." Com aumento do desemprego, país viu aumento da informalidade nos últimos anos Werther Santana/Estadão Conteúdo Formado em contabilidade, Thiago Henrique Belmonte, de 34 anos, foi um dos milhões de brasileiros que deixaram um trabalho formal e partiram para uma atividade informal. Em 2015, no auge da crise econômica, ele foi demitido de uma rede de lojas de perfumes importados. "Passei a trabalhar na feira com o meu pai logo que perdi o emprego", diz. "Fiquei quase um ano na feira até que uma amiga falou sobre a possibilidade de virar motorista de aplicativo." Como motorista, além de trabalhar para aplicativos, Thiago passou a fazer viagens particulares. Com o tempo, o negócio foi crescendo, até que ele decidiu apostar em viagens executivas e criar a própria empresa. "Fiz alguns cartões de visitas e entregava para os clientes, aí comecei a ter corridas particulares." Hoje, ao menos para Thiago, o pior da crise econômica parece ter ficado para trás. Ele teve de se tornar um microempresário por causa do crescimento do seu negócio e já tem contratos acertados com algumas empresas para fazer o serviço de motorista. "Já estou fora do mercado de trabalho há quatro anos e o meu negócio passou a tomar corpo", diz. Contexto internacional O quadro da produtividade do Brasil fica ainda mais grave quando se olha para o contexto internacional. Muitas economias, antes consideradas emergentes, conseguiram dar um salto de qualidade com a melhora do indicador. Um levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) evidencia como a produtividade brasileira tem ficado para trás. Na década atual, entre 2011 e 2018, 78% dos países tiveram um crescimento médio da produtividade superior ao do Brasil. Desde os anos 1950, esse é segundo pior resultado já colhido pela economia brasileira. Só fica atrás do registrado nos anos 1980, quando 83% dos países tiveram um avanço mais acelerado da produtividade. Hoje, por exemplo, um trabalhador do Brasil produz apenas 25% do que um norte-americano. Ou seja, são necessários quatro brasileiros para produzir o mesmo que um trabalhador dos Estados Unidos. "E essa relação foi piorando recentemente. Antes da crise, um trabalhador norte-americano equivalia a 3,6 trabalhadores brasileiros, mostrando, então, que a gente foi piorando em termos relativos", afirma Marcel Balassiano, pesquisador do Ibre. "E isso ocorreu porque o nível de produtividade dos Estados Unidos foi aumentando e o nosso ficou estagnado." Tradicionalmente, o desempenho da produtividade brasileira costuma ser comparado com o da Coreia do Sul. Na década de 1980, os dois países tinham uma renda per capita parecida, mas, ao longo dos últimos anos, os sul-coreanos conseguiram dar um salto na riqueza produzida pelo país e se distanciaram do Brasil. Pelo levantamento do Ibre/FGV, entre 1951 e 2008, a produtividade da Coreia do Sul cresceu 4,3% ao ano em média. No Brasil, o avanço foi de 1,7% ao ano. "A Coreia do Sul apresentou um aumento de produtividade muito grande ao longo dos anos. O investimento maciço em educação foi um dos principais vetores que levaram a isso", afirma Balassiano, um dos autores do estudo do Ibre. O levantamento também contou com a parceria do economista Paulo Peruchetti. "Por isso, para aumentar a produtividade do Brasil, o investimento em educação é de fundamental importância", diz Balassiano. Como melhorar a produtividade Além do foco em educação, os países que melhoram a produtividade adotaram caminhos parecidos: melhoraram o ambiente de negócios e o setor de infraestrutura e abriram a economia para a competição internacional. O relatório deste ano do Banco Mundial mostrou que o Brasil ocupa apenas a 109.ª posição num ranking que compara o ambiente para se fazer negócios, dentre 190 países. Em 2018, o Brasil estava na 125.ª colocação. "Quando o ambiente de negócios é muito complexo, a produtividade não vai aumentar. As empresas ficam mais tempo preenchendo formulários para pagar impostos e não fazem pesquisa de desenvolvimento e inovação, porque os custos e os processos são complexos demais", diz Xavier Cirera, economista sênior do Banco Mundial.
Usina nuclear flutuante vai atravessar a Rússia pelo Ártico

Segundo agência, navio deixa a costa noroeste da Rússia nesta sexta-feira. Ambientalistas chamam projeto de 'Titanic nuclear' e 'Chernobyl flutuante'. Usina nuclear flutuante está perto de zarpar de Murmansk, na Rússia, para cruzar o Ártico Maxim Shemetov/Reuters A primeira viagem da usina nuclear flutuante Akademik Lomosonov está prevista para esta sexta-feira (23), segundo a agência Ruptly. O navio zarpa da cidade de Murmansk, no noroeste da Rússia, rumo à costa de Chukotka, do outro lado do Ártico, quase no Alasca. Segundo os idealizadores, a ideia do projeto é levar energia à região – remota e pouco povoada. A usina deve abastecer uma cidade portuária e plataformas de petróleo. Interior de usina nuclear flutuante da Rússia Maxim Shemetov/Reuters Usina nuclear flutuante russa vai percorrer o Ártico para fornecer energia elétrica "O projeto foi criado porque há várias regiões no nosso país em que o acesso de construções convencionais é difícil", afirmou à Ruptly Dmitry Alekseenko, diretor na empresa responsável pela usina, Rosenergoatom. "É difícil construir qualquer coisa ali, então essa usina pode ser facilmente transportada a um local onde é necessário entregar energia aos moradores e às indústrias", acrescentou. Críticas ao projeto Logo da companhia russa Rosenergoaton, responsável pela usina nuclear flutuante Maxim Shemetov/Reuters A ideia da usina recebeu críticas ainda durante o lançamento do projeto, em 2018. O Greenpeace chamou o navio de "Chernobyl flutuante" – em referência ao desastre nuclear de 1986 na então União Soviética – e "Titanic nuclear". "Reatores nucleares flutuando no Oceano Ártico representam de maneira explícita uma ameaça óbvia a um ambiente frágil que já está sob enorme pressão pelas mudanças climáticas”, disse à Deutsche Welle à época o especialista em energia nuclear do Greenpeace no leste da Europa, Jan Haverkamp. "A usina nuclear flutuante vai operar perto da costa, em águas rasas. Ao contrário das afirmações sobre sua segurança, o casco chato no fundo e a falta de propulsão tornam a usina particularmente vulnerável a tsunamis e ciclones”, disse Haverkamp. Recentemente, o diretor Dmitry Alekseenko rechaçou a hipótese de haver riscos. "Não há impacto negativo. Há impacto positivo porque não usamos carvão ou algo semelhante", disse. "Não pode haver contaminação por óleo. O combustível não é usado no meio ambiente. Tudo vai dentro do navio, nada vai fora", explicou.
Pedido de vista adia decisão da Anatel sobre compra da Time Warner pela AT&T
Processo foi pautado em reunião extraordinária da Agência Nacional de Telecomunicações nesta quinta. Relator do caso na Anatel propôs a aprovação da operação. Presidente da Anatel, Leonardo de Morais, fala da reunião sobre fusão Time Warner-AT&T A análise da compra da Time Warner pela AT&T pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) foi adiada nesta quinta-feira (22) após pedido de vista do conselheiro Moisés Moreira. O processo foi pautado por pressão do governo nesta quinta, em reunião extraordinária do conselho diretor da agência. Com o pedido de vista, a análise é suspensa para que o conselheiro analise melhor o caso. O processo voltará a ser pautado na próxima reunião, marcada para 5 de setembro. Nessa reunião, Moreira poderá pedir prorrogação da vista por até 120 dias. Ao apresentar o pedido, Moreira justificou, dizendo que o processo é extenso e por isso necessita de mais tempo para estudá-lo. Na sessão, o relator do processo, conselheiro Vicente Aquino, propôs a aprovação da operação. A Time Warner é dona de canais de televisão como HBO, Warner Channel, TNT, CNN e dos estúdios Warner Bros. A AT&T é uma operadora de telefonia, provedora de TV a cabo e internet móvel e fixa. No Brasil, a AT&T tem participação na operadora de TV por assinatura Sky. Em outubro de 2016, a AT&T confirmou um acordo para comprar a Time Warner por US$ 84,5 bilhões. A fusão criará um grupo de mídia e tecnologia com controle sobre um vasto número de empresas de comunicação e de entretenimento. O negócio envolve 18 países e já foi aprovado por quase todos e, para ser concluído, ainda depende do aval da agência brasileira. A operação é contestada por associações de radiodifusão porque, para essas entidades, infringe um dos artigos da lei de TV por assinatura. A lei proíbe que empresas de telecomunicações, como a AT&T, tenham participação de mais de 30% em emissoras, programadoras e empacotadoras de conteúdo audiovisual, como é o caso da Timer Warner. Em seu voto, o relator do processo contestou o entendimento de que a operação infringe a lei de TV por assinatura. Segundo ele, a lei impede a propriedade cruzada entre “produtoras e programadoras com sede no Brasil”, e o grupo AT&T não tem produtora nem programadora com sede no Brasil. “Não há vedação quanto às programadoras com sede no exterior”, disse. A proposta do relator não acompanhou o entendimento da área técnica da Anatel, segundo a qual, para que a operação fosse concluída, a empresa norte-americana precisaria se desfazer do controle da Sky a fim de se enquadrar nas regras da lei de TV por assinatura. Proposta no Senado A discussão na Anatel acontece em um momento em que o Senado já está pronto para votar um projeto de lei sobre o assunto, de autoria do senador Vanderlan Cardoso (PP-GO), presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). Esse projeto acaba com as restrições à propriedade cruzada entre as prestadoras de serviços de telecomunicações de interesse coletivo e as concessionárias e permissionárias de serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens e produtoras e programadoras do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC). "Em relação à reunião na Anatel, o meu projeto já contempla tudo o que foi discutido. Traz segurança jurídica e vai evitar a judicialização", afirmou Vanderlan Cardoso. A proposta tem como relator o senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ). Ele disse que, na próxima quarta-feira (28) lerá o relatório na comissão. “Hoje, existem limitações. As empresas de telecomunicações não podem ter empresa de conteúdo, enfim, essa coisa toda. Então, [o projeto] tira essas restrições”, afirmou. Cade A operação já foi aprovada, com restrição, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A aprovação pelo conselho diretor da Anatel é o último passo para concretizar o negócio. Em seu voto, o então conselheiro do Cade Gilvandro Araújo afirmou que a questão regulatória teria que ser analisada pela Anatel e não pelo conselho.
China culpa Canadá por dificuldades em relacionamento e exige libertação de executiva da Huawei

País quer liberdade imediata da executiva, presa em dezembro em Vancouver, para 'trazer as relações bilaterais de volta ao caminho certo'. A embaixada da China no Canadá disse nesta quinta-feira (22) que os laços entre os países estão sofrendo grandes dificuldades e exigiu que o país libere a executiva da Huawei, Meng Wanzhou, presa desde dezembro em Vancouver. Ela foi detida a pedido dos Estados Unidos. Em maio, Wanzhou disse que pretendia pedir suspensão do processo de extradição para os Estados Unidos com base em declarações do presidente norte-americano, Donald Trump. Meng Wanzhou, executiva da Huawei, está detida no Canadá desde dezembro. Lindsey Wasson/Reuters A China, desde então, acusou dois canadenses de espionagem e interrompeu a importação de carne e sementes de canola do Canadá. O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, disse na quarta-feira (21) que seu governo não tem intenção de recuar na disputa e defende os interesses canadenses. Diretora da Huawei queria deixar o emprego pouco antes da prisão Dono sai em defesa da Huawei: 'Os EUA não têm como nos destruir' Em resposta às declarações de Trudeau, a embaixada chinesa disse à Reuters que o país sempre defenderá seus interesses. "A China adere ao princípio da igualdade entre todos os países, seja ele grande ou pequeno. As relações China-Canadá agora sofrem grandes dificuldades e o lado canadense sabe muito bem a raiz disso". "O Canadá deve libertar Meng Wanzhou imediatamente e garantir seu retorno seguro à China, e trazer as relações bilaterais de volta ao caminho certo", acrescentou a embaixada em comunicado. Trudeau e a chanceler do Canadá, Chrystia Freeland, encontraram-se com o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, em Ottawa, para conversas nesta quinta-feira. As relações com a China serão um dos principais tópicos de discussão. Initial plugin text
Previdência: relator adia entrega do parecer e diz que calendário pode atrasar até 5 dias

Entrega estava prevista para esta semana, mas Jereissati disse que precisa de mais dias para concluir parecer. Calendário de Alcolumbre previa terminar votação em 10 de outubro. O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), relator da proposta de reforma da Previdência Pedro França/Agência Senado O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), relator da proposta de reforma da Previdência, afirmou nesta quinta-feira (22) que adiou para a próxima semana a entrega do parecer sobre o tema. Com isso, acrescentou Tasso, o calendário previsto pelos líderes pode atrasar até cinco dias. Inicialmente, os líderes partidários do Senado previam concluir a votação da proposta em 2 de outubro. Depois, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), informou que a data passou para 10 de outubro. Saiba o que prevê a reforma Saiba como será a tramitação no Senado A previsão inicial era que o parecer fosse apresentado nesta sexta, mas o relator afirmou que ainda precisará de mais alguns dias para concluir o texto. "Eu preciso do fim de semana e do início da semana que vem [para concluir o relatório]", declarou Tasso Jereissati nesta quinta. Questionado, então, se a entrega havia ficado para segunda (26) ou terça (27), respondeu: "Não sei o dia, mas com certeza na semana que vem". Em seguida, o senador foi indagado sobre o impacto desse adiamento no calendário. "Quatro ou cinco dias", declarou. Texto da Câmara Quando foi escolhido relator da proposta, Tasso disse que o texto aprovado pela Câmara dos Deputados é "ótimo" e que eventuais mudanças deverão ser feitas em uma proposta de emenda à Constituição (PEC) paralela. Se o Senado mantiver o texto aprovado pela Câmara, a reforma seguirá para promulgação. Se os senadores modificarem a proposta, a PEC voltará à Câmara para nova análise dos deputados.
Feed Fetched by RSS Dog.