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Mentiu no currículo£ Saiba como a falta de transparência impacta a carreira
Veja as principais mentiras encontradas em CVs. Cuidados na hora da seleção: mentir no currículo pode prejudicar a carreira Mentiras detectadas em currículos por recrutadores e empregadores podem abalar a reputação e imagem do candidato e comprometer a participação dele em futuros processos seletivos. Assim, ele terá de conviver com o fantasma da credibilidade duvidosa. "Mentir no currículo é a pior escolha que um profissional pode fazer em sua carreira. Não há nada pior do que esse tipo de atitude. Esse caminho pode arruinar sua carreira e muitas vezes pode ser um caminho sem volta. Todo o trabalho que ele fez, as batalhas que teve de enfrentar e obstáculos que teve de superar podem ir por terra ao ser desmascarado em um simples processo de análise curricular", explica Lucas Oggiam, diretor da Page Personnel, unidade de negócio do PageGroup responsável pelo recrutamento especializado de profissionais para posições técnicas, administrativas ou de ingresso no mercado. De acordo com o consultor, esse tipo de atitude traz reflexos imediatos e futuros na carreia de um profissional. "Quando é descoberta uma mentira em seu currículo, o candidato é eliminado automaticamente da seleção. E não é apenas desse processo que é eliminado. Ele acaba ficando com seu 'nome sujo', incluído em uma espécie de lista negra. Isso é muito ruim para um profissional porque compromete sua participação em novos processos de seleção. Como os recrutadores indicarão um executivo que tem um caráter duvidoso para uma empresa£", diz. Perder o emprego é outra consequência provocada pela falta de honestidade nas informações declaradas no currículo. "Um executivo pode até ser admitido por uma empresa utilizando desse artifício, mas pode se dar muito mal se o empregador descobrir que os dados são fantasiosos. É comum um empregador exigir de um funcionário as qualificações declaradas no currículo e reforçadas durante a entrevista. Agora se esse funcionário não foi sincero e notadamente não terá condições de desenvolver as atividades a que se propôs, certamente será demitido. Além de passar pelo constrangimento da situação, seu nome será deletado do banco de dados da companhia", afirma Oggiam. Veja abaixo as três principais mentiras encontradas nos currículos analisados pela Page Personnel: 1 - Nível de idioma Forjar a fluência de um determinado idioma tem se tornado uma prática muito comum e detectada frequentemente pelos recrutadores. "Os candidatos costumam inflar a fluência e domínio de uma língua. Isso é muito ruim porque conseguimos descobrir durante a entrevista. Não adianta dizer que é fluente num idioma porque as empresas precisam de profissionais capacitados e qualificados para essa tarefa. Quem não tiver essa aptidão, não passará no processo seletivo", orienta. 2 - Formação não concluída Outra artimanha que alguns candidatos costumam praticar é incluir a informação de cursos não concluídos. "Tem muito executivo que faz isso porque acha que é uma forma de dar um upgrade na sua formação. O que ele não sabe é que fazemos uma varredura em todas as informações declaradas no currículo e isso inclui a conclusão de cursos, sejam eles de graduação, extensão ou de qualificação", conta o diretor. 3 - Datas de admissão e desligamento Adulterar históricos de entradas e saídas de uma empresa também faz parte das atitudes condenáveis pelos recrutadores e listada como uma das mais comuns. Como justificar o tempo sem trabalhar no currículo e na entrevista Como falar sobre demissão anterior durante processo seletivo para vagas de emprego Trabalho informal conta como experiência na busca da vaga de emprego; saiba como "Tem muito candidato que mente nesse campo porque teme que sua passagem por uma empresa tenha sido muito rápida e essa informação pode comprometer sua candidatura. Outra atitude comum é manipular o tempo de permanência entre uma empresa e outra, abreviando ao máximo esse intervalo. Candidatos fazem isso normalmente para mostrar que não estão muito tempo afastados do mercado de trabalho e, na verdade, o que acontece é justamente o contrário. O melhor é explicar durante a entrevista os reais motivos desse intervalo. A sinceridade é a competência mais valorizada que um candidato pode ter", conclui Oggiam.
'A gente precisa sonhar e não colocar limites', diz brasileira que será 1ª mulher a chefiar fábrica da Fiat na América Latina
Juliana Coelho, de 30 anos, vai comandar a unidade de Goiana, em Pernambuco, seu estado-natal. Em conversa com o G1, ela conta que começou como trainee e viu fábrica 'nascer'. Fiat terá pela primeira vez uma mulher no comando de fábrica na América Latina A notícia de que a pernambucana Juliana Coelho será a primeira mulher a comandar uma fábrica da Fiat Chrysler (FCA) na América Latina, em seu estado-natal, ganhou repercussão nacional. O destaque ao fato de ser uma mulher não chega a incomodar a engenheira de 30 anos. Mas, ao G1, ela diz esperar que, futuramente, isso deixe de ser novidade. "Entendo que (o ineditismo) seja algo que precisa, ser, sim, compartilhado. Espero que a gente não precise, daqui para frente, compartilhar, porque seja o natural, mas sabemos que, até lá, é importante", afirma. "Eu fiquei muito feliz com o feedback que eu recebi. Não esperava tanto carinho, tantas mulheres e homens vindo falar comigo", reconhece a engenheira. Mulheres na Liderança: as barreiras que ainda prejudicam a ascensão "Ainda temos alguns marcos a romper: o primeiro negro, a primeira mulher... Mas, depois, a gente já abriu caminhos e espero que várias outras mulheres venham e abram outros caminhos, e eu estou aqui também para abrir outros", completa. Começou como trainee Juliana também é a mais jovem a assumir este cargo na América Latina. Ela chegou à Fiat em 2013, como trainee, junto com os primeiros funcionários da então futura fábrica de Goiana, que estava em construção. Até então, a engenheira química achava que seu futuro estava na área de petróleo e gás, alvo da pós-graduação concluída naquele ano. Mas a chegada da primeira indústria automotiva na região mudou seu rumo. "Entrei na área de pintura, como engenheira química. Especialista da cabine de pintura, onde aplica a cor do carro", relembra. A guinada para se tornar uma gestora foi iniciada ainda naquela área. "Comecei a participar das entrevistas, do desenvolvimento dos primeiros operadores. Então, eu pude abraçar essas pessoas (...) desenvolver a primeira pessoa daquela família que tinha um emprego numa indústria", conta. Pouco depois da abertura da fábrica, em julho de 2015, Juliana passou a chefiar 300 pessoas na área. Em dois anos, virou comandante de 2.300, como gerente da montagem da nova fábrica. No fim de 2018, partiu para sede da montadora, em Betim (MG), onde assumiu a chefia da área de VLM, responsável por novos desenvolvimentos na manufatura da FCA em toda a América Latina. No ano passado, concluiu uma especialização em gestão empresarial. Gestão na pandemia De malas prontas para voltar para casa, Juliana sabe que tem um desafio extra pela frente: manejar a produção recém-retomada, em tempos de pandemia. "(A pandemia) é um momento atípico, mas a gente entende também que é um momento de oportunidades de crescer enquanto pessoas", reflete. "Antes mesmo das pessoas de fora da fábrica entenderem que isso era importante, eu já estava com máscara, a 1 metro de cada pessoa. A gente teve uma reação muito rápida", lembra. "O desafio maior é continuar cuidando das pessoas e garantindo a segurança de cada colaborador do pólo, do entorno do pólo e da família de cada pessoa que vive lá." Álcool gel acionado pelo pé, divisórias no refeitório: como as montadoras estão retomando a produção Lidando com os campeões A fábrica de Goiana é a mais moderna da FCA no país e de lá saem alguns dos modelos campeões de venda de Fiat e Jeep: os SUVs Compass e Renegade e a picape Toro. "A planta está completando 5 anos e a gente tem grandes desafios, próximos. Foi muito importante a plantar para criar uma cultura automotiva", avalia Juliana. "Sabemos que as pessoas que trabalham lá são apaixonadas por lá, assim como eu sempre fui, e garantir que essa paixão continue viva em cada uma das pessoas , para que a gente possa fazer e alcançar novos horizontes com aquela fábrica." Recado às futuras engenheiras Para futuras engenheiras, e líderes, o recado da executiva é: "A gente precisa sonhar e não colocar limites". "Entendendo que, por mais que tenhamos uma sociedade que é, historicamente, que seja um pouco mais patriarcal, somos maioria, somos 51% da população", relembra. "E não só por ser maioria - a gente não quer criar o contrário do machismo, a gente quer realmente saber que podemos estar juntos, cada um agregando com o que tem de melhor." "Muitas vezes, nós, mulheres, colocamos: 'Uma mulher nunca foi ‘plant manager', então eu não vou nem pensar, deixa ver uma outra coisa para eu fazer...' Não. Não coloque barreiras para o seu sonho", ensina. "Acredite e se esforce bastante que, com certeza, o reconhecimento, ele vem", finaliza.
Auxílio Emergencial: Caixa credita benefício a 6,8 milhões de trabalhadores nesta sexta; veja quem recebe

Neste grupo estão nascidos em setembro e outubro. Recursos serão liberados por meio da poupança social digital. Prazo para cadastramento no programa terminou na quinta. A Caixa Econômica Federal (CEF) credita nesta sexta (3) o Auxílio Emergencial a mais 6,8 milhões de beneficiários, todos fora do programa Bolsa Família. Veja quem recebe: 5,2 milhões de trabalhadores do primeiro lote (que receberam a 1ª parcela até 30 de abril), nascidos em setembro e outubro, recebem a terceira parcela 1,4 milhão de trabalhadores do segundo lote (que receberam a 1ª parcela entre os dias 16 e 29 de maio), nascidos em setembro e outubro, recebem a segunda parcela 200 mil novos aprovados, nascidos em setembro e outubro, recebem a primeira parcela Os recursos serão liberados em um primeiro momento por meio da poupança social digital, de maneira escalonada, conforme o mês de aniversário do trabalhador, para pagamento de contas, boletos e compras por meio do cartão de débito digital. Saques e transferências serão liberados em datas posteriores (veja ao final da reportagem os calendários de crédito e saque) Veja o calendário completo de pagamentos do auxílio emergencial de R$ 600 Tira dúvidas sobre o Auxílio Emergencial SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL Na quinta-feira, terminou o prazo para se cadastrar para receber o Auxílio Emergencial. "A partir desse dia, o cadastramento estará fechado e todas as pessoas que estão em análise pela Dataprev terão uma resposta. Todas as pessoas que se cadastrarem e forem validadas receberão todas as parcelas. Mesmo que sejam aprovadas lá pro meio de julho, receberão as três parcelas", disse o presidente da Caixa, Pedro Guimarães. Auxílio emergencial: 3ª parcela começa a ser paga neste sábado (26) Valores pagos No total, a Caixa disponibilizará mais R$ 19,7 bilhões para 31 milhões de pessoas para pagamento da terceira parcela. Já na segunda parcela dos contemplados no lote 2 são 8,7 milhões de beneficiários (tiveram crédito da parcela 1 realizado entre 16/05 e 29/05) que receberão R$ 5,5 bilhões. No caso da primeira parcela dos aprovados dentro do lote 4, são 1,1 milhão de beneficiários que receberão cerca de R$ 700 milhões. A segunda parcela para os aprovados do terceiro lote (que receberam a primeira entre os dias 16 e 17 de junho) ainda não tem data definida. Transferências e saque em dinheiro Para quem vai fazer o saque em dinheiro, os pagamentos começam em 18 de julho e vão até 19 de setembro. O calendário inclui a terceira parcela, a segunda parcela para os aprovados no lote 2 e a primeira parcela para os aprovados do lote 4. Veja abaixo: 18 de julho – nascidos em janeiro - 3,4 milhões de pessoas 25 de julho – nascidos em fevereiro - 3,1 milhões de pessoas 1º de agosto - nascidos em março - 3,5 milhões de pessoas 8 de agosto - nascidos em abril - 3,4 milhões de pessoas 15 de agosto – nascidos em maio - 3,5 milhões de pessoas 29 de agosto – nascidos em junho - 3,4 milhões de pessoas 1º de setembro – nascidos em julho - 3,4 milhões de pessoas 8 de setembro – nascidos em agosto - 3,4 milhões de pessoas 10 de setembro – nascidos em setembro - 3,4 milhões de pessoas 12 de setembro – nascidos em outubro - 3,4 milhões de pessoas 15 de setembro – nascidos em novembro - 3,2 milhões de pessoas 19 de setembro – nascidos em dezembro - 3,3 milhões de pessoas Lote 1, parcela 3 - auxílio emergencial Economia G1 Lote 2, parcela 2 - auxílio emergencial Economia G1 parcela 1, lote 4 (novos aprovados) Economia G1 Balanço Guimarães informou que 64,1 milhões de beneficiários já receberam o Auxílio Emergencial, totalizando R$ 90,8 bilhões: R$ 40,9 bilhões para inscritos no Bolsa Família, R$ 14 bilhões para inscritos no Cadúnico e R$ 35,9 bilhões para inscritos pelo app/site do auxílio. A maior parte foi paga no Nordeste (R$ 33 bilhões). Das 108,4 milhões de pessoas cadastradas no programa, 106,3 milhões de cadastros foram processados. Foram considerados elegíveis 64,1 milhões de beneficiários, outros 42,2 milhões foram considerados inelegíveis, 2 milhões estão em primeira análise e 1,3 milhão estão em reanálise. Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br. Initial plugin text
Justiça autoriza a volta das atividades em frigorífico com mais de 50 casos de Covid-19 em Cabreúva

Ao todo, 156 funcionários apresentaram resultado positivo para Covid-19, de acordo com o último boletim da Secretaria de Saúde. Justiça autoriza volta das atividades em frigorífico de Cabreúva (SP) Reprodução/TV TEM A Justiça autorizou a volta das atividades no frigorífico de Cabreúva (SP) que teve mais de 50 casos positivos de Covid-19. Os funcionários voltaram a trabalhar nesta quinta-feira (2) depois de uma ação judicial que pedia a paralisação por 14 dias. Para a retomada das atividades, além da higienização das mãos com álcool gel e medição de temperatura, os funcionários vão ter que responder um questionário todos os dias antes de começar o trabalho. Quem relatar sintomas de coronavírus não vai poder entrar. Acompanhe AO VIVO as notícias da pandemia na região A Justiça determinou que uma das condições para a empresa voltar a funcionar seria a testagem do quadro de mais de 800 funcionários. Todos os testes foram feitos e 156 apresentaram resultado positivo para Covid-19, de acordo com o último boletim da Secretaria de Saúde. Ao todo, 156 funcionários de frigorífico em Cabreúva (SP) apresentaram resultado positivo para Covid-19 Reprodução/TV TEM Além disso, um funcionário e três parentes de pessoas que trabalham na empresa já morreram pela doença. Em uma audiência, na terça-feira (30), o Ministério Público do Trabalho pediu que o retorno das atividades fosse condicionado a uma nova testagem, já que a empresa demorou quase uma semana para cumprir as determinações da Justiça. Mas o juiz não aceitou o pedido da Promotoria e autorizou o retorno da produção. Mesmo assim, a empresa se comprometeu a fazer uma nova testagem dos funcionários, além de tomar medidas sanitárias de distanciamento e oferecer todos os equipamentos de produção. O frigorífico agora tem cinco dias para informar se já iniciou essas medidas de segurança. Justiça autoriza reinício de atividades em frigorífico de Cabreúva Irregularidades A Vigilância Sanitária divulgou uma lista das irregularidades inseridas na autuação ao frigorífico. Confira abaixo: Não manter sob controle os fatores de risco à saúde do trabalhador; Permitir que funcionário com teste positivo para Covid-19 em período de transmissão da doença continue trabalhando; Utilização comunitária de EPIs contra o frio (os funcionários usam o mesmo casaco de frio); Funcionários sem distanciamento mínimo de um metro ombro a ombro; Utilização de máscara facial inadequada; Ausência de organização para reduzir aglomeração na troca de turno; Não acompanhamento de funcionários com teste positivo para Covid-19; Ausência de triagem clínica; Ignorância sobre situação de funcionários afastados e de familiares de funcionários mortos por Covid-19; Ausência de cartazes de orientação sobre as técnicas de lavagem das mãos, de higienização com álcool em gel e de etiquetas respiratórias; Não disponibilização de dispensadores de álcool em gel suficientes por toda a fábrica; Auxiliares de enfermagem e médico do trabalho trabalhando sem EPI apropriado; Não comunicação à Vigilância Epidemiológica sobre casos de funcionários com teste positivo e afastados por Covid-19. Protesto Funcionários de frigorífico de Cabreúva fizeram protesto após registro de casos de Covid-19 Arquivo pessoal Funcionários fizeram um protesto na sede da empresa mês passado. Segundo eles, as pessoas que foram diagnosticadas com a doença estariam trabalhando normalmente. O grupo alegou ainda que a empresa não realizou testes em todos antes de retornarem ao trabalho e que estaria obrigando os funcionários a trabalharem nestas condições. O juiz do Trabalho Levi Rosa Tome citou a empresa como sendo o "local com maior risco de contágio da Covid-19 do município" e fez uma solicitação para que o Ministério Público apurasse o caso para constatar se houve crime contra a saúde pública. A fábrica tem, atualmente, um quadro de mais de 800 trabalhadores. Flagrante TV TEM flagrou diversos ônibus cheios entrando e saindo de empresa em Cabreúva Reprodução/TV TEM No dia 18 de junho, uma equipe da TV TEM esteve no local e registrou a movimentação em frente ao frigorífico. De acordo com funcionários que não quiseram se identificar, a determinação de manter apenas a quantidade mínima de pessoas trabalhando para conservar produtos e maquinários não estava sendo cumprida. A reportagem também flagrou diversos ônibus lotados entrando e saindo da empresa. Apesar de todos usarem itens de proteção, do lado de fora era possível ver os trabalhadores aglomerados durante a troca de turno. Vigilância Sanitária faz nova vistoria em frigorífico em Cabreúva Reprodução/TV TEM Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Sorocaba e Jundiaí
Bancos privados ficarão com 70% do empréstimo de R$ 16,4 bilhões a elétricas, diz BNDES

Pacote de financiamento foi criado para ajudar as distribuidoras de energia elétrica em meio pandemia de coronavírus. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta quinta-feira (2) que, juntamente com outros bancos públicos, vai aportar cerca de R$ 5 bilhões na chamada Conta-Covid, um pacote de financiamento de R$ 16,4 bilhões para ajudar as distribuidoras de energia elétrica em meio pandemia de coronavírus. Dessa forma, segundo comunicado da instituição, os bancos privados ficarão com 70% do financiamento, que terá no BNDES o coordenador dos aportes. Os nomes dos bancos privados não foram divulgados. Letreiro do BNDES no Rio de Janeiro Nacho Doce/Reuters A Reuters informou na semana passada, com base em fontes com conhecimento do assunto, que os principais bancos privados do país participariam da operação. A adesão das distribuidoras à iniciativa ocorrerá até a próxima sexta-feira, e a previsão é de que os recursos sejam liberados no final do mês. Mais cedo, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que o empréstimo terá taxa de juros de CDI mais 2,9% ao ano. O custo total do financiamento, incluindo taxas, será de CDI mais 3,9% ao ano, segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), gestora da Conta-Covid, que vai contratar a operação de crédito e repassar os recursos para as distribuidoras. Os financiamentos poderão ter custos de amortização repassados às tarifas dos consumidores ao longo dos próximos cinco anos, conforme autorizado por medida provisória assinada pelo presidente Jair Bolsonaro em abril. O custo total dos empréstimos para o consumidor será menor em relação a uma operação semelhante para apoiar o caixa das elétricas entre 2014 e 2015, devido à queda de taxa de juros no período, mas o spread será superior. O Ministério de Minas e Energia e a Aneel defendem que a operação vai aliviar reajustes tarifários neste ano, ajudando os consumidores em momento sensível para a economia devido à crise causada pela pandemia e diluindo impactos no longo prazo. Os recursos também visam evitar riscos de as distribuidoras não terem como quitar compromissos de compra de energia e pagamento pelo uso de sistemas de transmissão, o que afetaria outros elos da cadeia do setor elétrico. "A Conta-Covid endereça os problemas vivenciados pelas distribuidoras, ao lhes garantir recursos financeiros necessários para compensar a perda de receita temporária em decorrência da pandemia e protege o resto da cadeia setorial ao permitir que as distribuidoras continuem honrando seus contratos", disse a Aneel em nota. Entre os efeitos da pandemia sobre as elétricas estão uma forte queda no consumo de energia, associado a medidas de isolamento adotadas contra o vírus e à deterioração da economia, e um aumento da inadimplência de clientes.
Bolsas dos EUA fecham em alta após recorde em geração de empregos nos EUA

Nesta quinta-feira, Nasdaq atingiu máxima recorde de fechamento. Wall Street encerrou em alta, e o Nasdaq atingiu uma máxima recorde de fechamento nesta quinta-feira (2), com o sentimento dos investidores impulsionado pelo aumento recorde na geração líquida de postos de trabalho nos EUA em junho, em forte sinal de que a recuperação econômica no país está em curso. Nesta quinta, o Dow Jones subiu 0,36%, para 25.827,36 pontos, o S&P 500 ganhou 0,45%, para 3.130,01 pontos, e o Nasdaq Composite valorizou 0,52%, para 10.207,63 pontos. Bolsas dos EUA subiram nesta quinta-feira Brendan McDermid/Reuters Todos os três principais índices de ações dos EUA avançaram, com o S&P 500 registrando a quarta alta seguida. Estímulos massivos e esperanças de uma rápida recuperação econômica impulsionaram o S&P 500 e o Dow Jones. Ambos estão a cerca de 7,8% e 12,7% abaixo de seus picos históricos de fevereiro. A economia norte-americana criou, em termos líquidos, 4,8 milhões de empregos em junho, de acordo com o Departamento do Trabalho, 1,8 milhão a mais do que o esperado por analistas, e um segundo recorde consecutivo na geração de vagas. A recontratação em massa levou a taxa de desemprego a cair para 11,1%. Taxa de desemprego nos EUA cai de 13,3% para 11,1% "Houve muito do que gostar nos dados econômicos da semana", disse Paul Nolte, gestor de portfólio da Kingsview Asset Management em Chicago. "E ainda há conversas de que haverá mais estímulos vindos de Washington depois de eles voltarem da pausa de 4 de Julho." Mas a recuperação da economia dos EUA, agora em seu sexto mês de recessão, pode estagnar conforme os novos casos do Covid-19 batem recordes e vários dos Estados mais atingidos pelo ressurgimento do vírus interrompem ou revertem planos de reabrir suas economias. Nesta quinta-feira, a Flórida registrou um recorde de 10 mil novos casos da doença, pior do que qualquer país europeu já tenha registrado no auge do surto em território europeu. Nas próximas semanas, os agentes do mercado vão se preparar para a temporada de balanços do segundo trimestre. No agregado, analistas agora esperam que os balanços das empresas componentes do S&P 500 tenham caído 43,1%, à medida que as empresas enfrentaram demanda em queda e interromperam as cadeias de suprimentos.
Expointer 2020 é cancelada devido à pandemia de coronavírus

Em nota, Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Prefeitura de Esteio e entidades promotoras afirmam que cancelamento do evento foi em comum acordo. Expointer acontece tradicionalmente no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio Daniela Barcellos/Palácio Piratini A 43ª edição da Expointer não ocorrerá em 2020 devido à pandemia de coronavírus. Nesta quinta-feira (2), a Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, a Prefeitura de Esteio e as entidades promotoras do evento informaram, em nota, que decidiram pelo cancelamento em comum acordo. O tradicional evento no Parque de Exposições Assis Brasil já havia sido adiado e, desta vez, as entidades optaram pela suspensão definitiva neste ano. Initial plugin text Ao mesmo tempo, as entidades afirmam que eventos paralelos relacionados à agropecuária podem ocorrer de modo privado e respeitando as medidas sanitárias. "Provas técnicas de associações de produtores e atividades de julgamento de animais serão prioritariamente consideradas, observados os protocolos de saúde pública e sem a participação de público visitante", diz a nota. "Salienta-se que a decisão ora tomada fundamenta-se em critérios de adequação às normas sanitárias, ao tempo em que reafirma-se a importância do evento agropecuário para a sociedade gaúcha", conclui. Assinam a nota, além da SEAPDR e a prefeitura, Farsul, Ocergs, Simers, Fetag e Febrac. NOTA OFICIAL As entidades co-promotoras da EXPOINTER 2020 – FARSUL, OCERGS, SIMERS, FETAG, FEBRAC e Município de Esteio, em conjunto com a Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural - SEAPDR, vem a público comunicar que, de comum acordo, decidiu-se pelo cancelamento do histórico evento aberto ao público no Parque de Exposições Assis Brasil na cidade de Esteio-RS, em função da pandemia causada pelo COVID-19. Ao mesmo tempo registra-se que provas técnicas de associações de produtores e atividades de julgamento de animais serão prioritariamente consideradas, observados os protocolos de saúde pública e sem a participação de público visitante. Por fim, salienta-se que a decisão ora tomada, fundamenta-se em critérios de adequação às normas sanitárias, ao tempo em que reafirma-se a importância do evento agropecuário para a sociedade gaúcha. Initial plugin text
Empresa usa tecnologia para atravessar crise e não demite funcionários

Empresários, que atuam na produção de etiquetas e aluguel de impressoras térmicas, tinham informação para tomar as melhores decisões quando a pandemia derrubou a produção e a projeção de faturamento. A tecnologia fez diferença. Em um ambiente de retração econômica, como a que estamos vivendo, a transformação digital pode significar a sobrevivência de uma empresa. A tecnologia está em todo lugar: para verificar qualidade do produto, para controlar finanças, para entender o consumidor. E é essa tecnologia que tem ajudado uma empresa que produz etiquetas e aluga impressoras térmicas. A empresa dos irmãos Fabiano, Fernando e Flavio da Costa Melo usa softwares para atender clientes exigentes, como a indústria farmacêutica, automobilística e alimentícia. Neste ano, os empresários tinham informação para tomar as melhores decisões quando a pandemia derrubou a produção e a projeção de faturamento. A tecnologia fez diferença. “A tecnologia ilumina o seu negócio. A maioria das empresas acaba quebrando porque está no escuro, não consegue enxergar a amplitude do problema”, diz Fabiano. Empresários investem em tecnologia para enfrentar a crise Reprodução TV Globo Quem já tinha entrado nesse processo tem mais chances de sobreviver à crise gerada pela pandemia do novo coronavírus, explica Marcos Póvoa. Além de consultor na área, ele é presidente da filial brasileira da líder mundial no setor de transformação digital para empresas que vendem pro varejo. “Muita gente me questiona: ‘eu não posso fazer uma transformação digital porque eu sou pequeno’. Isso não é verdade, isso é um mito. Normalmente, quando você faz transformação digital você inova em processos, então você olha todos os processos internos da sua empresa, ou seja, tudo que você faz, desde a fabricação, até o depósito, a entrega, o pós-venda”, afirma Póvoa. Como a tecnologia já é uma realidade na fábrica de etiquetas desde a fundação, várias etapas da produção usam alguma ferramenta digital. A tecnologia é usada também para monitorar a qualidade dos produtos. Com o QR Code é possível acompanhar todos os passos da produção. “Se eu tive um problema em determinado produto em algum cliente, eu consigo rastrear todos os clientes que receberam produtos daquele lote”, conta Fernando. Na fábrica, nenhum dos 23 colaboradores foi demitido. E a tecnologia é um dos fatores que levou a esse cenário. Confira a reportagem completa: Saiba como começar a transformação digital de uma empresa; especialista dá dicas
Vilhena, RO, abre seleção para contratar 90 profissionais de saúde após somar 550 casos de coronavírus

Inscrições para processo seletivo abrem nesta sexta-feira (3). Há vagas para médicos, enfermeiros, técnicos e fisioterapeutas. Profissionais de Vilhena irão atuar diretamente no combate à Covid-19 Divulgação Depois de chegar a 550 casos de coronavírus em Vilhena (RO), a prefeitura publicou nesta quinta-feira (2) um edital de processo seletivo para contratar 90 profissionais de saúde. São médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas que irão ajudar na oferta de atendimento à Covid-19. Segundo edital, as inscrições serão abertas nesta sexta-feira (3) e poderão ser feitas até o domingo (5). Os salários da seleção variam de R$ 1,1 mil a R$ 6, 6 mil, além de auxílio, que varia de R$ 800 a R$ 3,5 mil. Ao todo, a Secretaria Municipal de Saúde vai contratar 30 médicos, 10 enfermeiros, 40 técnicos em enfermagem e 10 fisioterapeutas. Os contratos terão duração de 6 meses e carga horária de 40 horas semanais. A homologação das inscrições acontece no dia 6 de julho, segunda-feira, enquanto a divulgação do resultado da avaliação de títulos será no dia 7, terça-feira. Os recursos poderão ser feitos no dia 8, segundo edital. Não podem participar deste processo seletivo os profissionais do grupo de risco da Covid-19, como pessoas com 60 (sessenta) anos ou mais, gestantes, portadores de doenças respiratórias crônicas, cardiopatas, diabetes, hipertensão e ou outros problemas de saúde que integrem o grupo de risco da doença. Casos de Covid-19 em Vilhena O município chegou ao 550° caso de Covid-19 na quarta-feira (1°), sendo 274 já recuperados. Vilhena já soma 6 óbitos pela doença, conforme boletim da Secretaria de Estado da Saúde. Já segundo o município são 9 óbitos e 576 casos positivados para o novo coronavírus. Há 15 pacientes internados na cidade. RO chega a 523 mortes de Covid-19 Initial plugin text
Petróleo fecha em alta com dados do mercado de trabalho dos EUA

Dados acima do esperado do chamado 'payroll' continuam dando suporte à percepção de que a recuperação econômica americana segue firme. Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta nesta quinta-feira (2), impulsionados pelos dados acima do esperado do mercado de trabalho americano (o chamado "payroll"), que continuam dando suporte à percepção de que a recuperação econômica americana segue firme. O contrato do petróleo Brent para setembro fechou em alta de 2,64%, a US$ 43,14 por barril na ICE, em Londres, enquanto o do WTI para agosto avançou 2,08%, a US$ 40,65 por barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York. Fábrica de refino de petróleo no Texas Mark Felix/AFP De acordo com dados divulgados mais cedo, os Estados Unidos criaram 4,8 milhões de vagas de emprego em junho, de acordo com o relatório oficial de emprego, levando a taxa de desemprego a 11,1%, de 13,3% em maio. O resultado superou a expectativa de economistas consultados pelo "Wall Street Journal", que esperavam a geração de 2,9 milhões de vagas no período. Além do "payroll", o Departamento do Trabalho dos EUA informou também que o número de pedidos iniciais de seguro-desemprego caiu a 1,427 milhão na semana passada. O resultado ficou acima da expectativa de consenso, que apontava para 1,38 milhão de pedidos, e mostrou apenas uma ligeira desaceleração em relação aos números da semana anterior, quando 1,482 milhão de pedidos iniciais foram efetuados. Os preços da commodity já operavam em alta no começo desta quinta, porém ainda refletindo a queda surpreendente de 7,2 milhões de barris nos estoques americanos, na semana passada – dado divulgado ontem pelo Departamento de Energia (DoE) dos EUA.
Agricultores dos EUA enfrentam problemas após Covid-19 afastar mão de obra imigrante

Doença está afetando a colheita de trigo, mas, se a escassez de mão de obra for prolongada, as colheitas de soja e milho – que começam em setembro – também podem ser impactadas. Trabalhadores migrantes durante colheita de vegetais em King City, Califórnia (EUA), em 2017 REUTERS/Lucy Nicholson O novo coronavírus adiou a chegada de imigrantes sazonais que costumam trabalhar na colheita de trigo dos Estados Unidos, deixando os agricultores do país dependentes de estudantes do ensino médio, motoristas de ônibus escolares e trabalhadores demitidos, entre outros, para a operação das colheitadeiras. Conforme os trabalhos de colheita avançam para o norte, a partir das planícies sul do Texas e Oklahoma, os agricultores e empresas do setor enfrentam dificuldades para encontrar e manter trabalhadores na ativa. Qualquer atraso na safra pode elevar os preços do trigo e causar uma corrida pelas ofertas do produto utilizado na fabricação de pães e massas. Os EUA são o terceiro maior exportador global de trigo, cereal que vê forte demanda em meio à pandemia. Se a escassez de mão de obra for prolongada, as colheitas de soja e milho – que começam em setembro – também podem ser impactadas. Empresas que atuam nas colheitas e produtores ouvidos pela Reuters disseram que os novos funcionários norte-americanos demandaram mais treinamentos e pedem demissão em índices maiores que os habituais. Embora as colheitas de grãos sejam mais automatizadas que as de frutas e vegetais, elas não estão imunes à escassez de mão de obra. John Beckley, da Beckley Harvesting, de Atwood, Kansas, costuma ter migrantes como 30% do total de seus funcionários. Neste ano, porém, não há estrangeiros na equipe. Ele teve ainda problemas para encontrar substitutos, com norte-americanos se recusando a passar meses em viagens pelo cinturão agrícola do país. Os agricultores dos EUA, que compõem um grupo leal de apoio ao presidente Donald Trump, tornaram-se cada vez mais dependentes do trabalho de imigrantes nos últimos anos. O governo Trump continua emitindo vistos para agricultura, enquanto reduz as emissões de documentos para trabalhadores de tecnologia, estudantes e outros grupos. O número de vistos H-2A concedidos a operadores de equipamentos agrícolas atingiu 10.798 entre outubro e março, período típico de contratações para o início dos trabalhos em maio. A cifra representa alta de 49% em relação ao ano anterior, segundo o Departamento de Trabalho dos EUA. Mas muitos desses funcionários não conseguiram chegar aos EUA a tempo do início das colheitas, de acordo com oito empresas e produtores entrevistados pela Reuters. Restrições às viagens, controles mais rígidos nas fronteiras e temores com o coronavírus ao redor do mundo levaram os trabalhadores a adiar a saída de seus países de origem.
Congresso pede ao STF que proíba governo de 'fatiar' estatais com intenção de vender subsidiárias
STF proibiu em 2019 a privatização de estatais sem aval do Legislativo, mas permitiu a venda de subsidiárias. Congresso vê 'risco' de subsidiárias serem criadas justamente para venda. A Câmara dos Deputados e o Senado pediram nesta quinta-feira (2) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que proíba o governo de "fatiar" empresas estatais com o intuito de transformá-las em subsidiárias e vendê-las sem aval do Poder Legislativo. Em 2019, o STF decidiu que a privatização de estatais precisa ser aprovada pelo Congresso. Na ocasião, o tribunal permitiu a venda das subsidiárias sem análise do Legislativo. Na ação apresentada ao STF, Câmara e Senado dizem que a Petrobras tem planos de criar subsidiárias justamente para vender ativos sem que o Congresso analise. "É imprescindível conferir maior clareza e segurança jurídica em relação à prática de atos que importem perda do controle acionário por parte do Estado, por meio da alienação de subsidiárias, ante o risco concreto e atual de que subsidiárias sejam criadas artificialmente com o único fim de receber patrimônio da holding e, na sequência, aliená-los totalmente sem a necessidade de aprovação do Congresso Nacional", argumentou o parlamento na ação. "Segundo o modelo de venda apresentado nas oportunidades de investimentos, a Petrobras criaria em primeiro lugar uma subsidiária. Depois, transferiria parte dos ativos da controladora para a subsidiária criada. Finalmente, venderia, sem o devido processo licitatório e sem autorização do Congresso Nacional, o controle dessa subsidiária aos compradores interessados submetidos a um processo de escolha conduzido por um banco internacional", acrescentou. Para o Congresso, a Petrobras avalia criar de maneira "artificial" novas subsidiárias pelo "desejo de impulsionar o seu programa de desinvestimentos". Se essas operações forem concluídas, acrescenta o Poder Legislativo, "será possível dispor, paulatinamente, de todo o patrimônio estratégico da empresa, desviando-se de qualquer controle do órgão democrático e representativo da população". Relatoria O pedido foi feito ao ministro Ricardo Lewandowski, relator de três ações que questionam pontos da Lei de Responsabilidade das Estatais. A ação, no entanto, foi remetida à presidência do STF, já que, pelas regras internas do tribunal, cabe ao comando do STF a análise de pedidos urgentes durante o recesso.
Pagamento pelo Whatsapp será aprovado se houver competitividade e proteção de dados, diz presidente do BC

Durante evento, Roberto Campos Neto disse que órgão está disposto a aprovar a função do aplicativo caso siga 'o mesmo trilho dos outros arranjos'. WhatsApp vai permitir fazer pagamentos a amigos e lojas pelo aplicativo. Divulgação/WhatsApp O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta quinta-feira (2) que os pagamentos pelo Whatsapp serão aprovados pela autarquia assim que for comprovado que o arranjo proposto pela empresa é competitivo e tem a proteção de dados na forma que o BC considera adequada. Ao participar de um evento, ele afirmou que o entendimento da autoridade monetária é que um arranjo que começa com 120 milhões de usuários — base do Whatsapp no país — não é pequeno e, portanto, precisa passar pelo mesmo crivo que outros arranjos. "Em nenhum momento BC proibiu nada, está disposto a autorizar assim que for seguido o mesmo trilho dos outros arranjos", disse, segundo a agência Reuters. 'Expresso Futuro': veja a revolução do pagamento digital na China Função está bloqueada Em junho, o aplicativo havia escolhido o Brasil para testar uma função de envio e recebimento de dinheiro, usando cartões cadastrados. WhatsApp vai permitir enviar e receber dinheiro pelo aplicativo WhatsApp lança figurinhas animadas e modo escuro para a versão web A função, no entanto, foi suspensa pelo Banco Central (BC) e pelo Conselho de Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O BC determinou na ocasião que as bandeiras de pagamento Visa e Mastercard, que viabilizavam as operações financeiras, paralisassem a função para que o órgão pudesse avaliar riscos e garantir funcionamento adequado do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). Já o Cade, que via potenciais riscos para a concorrência com o anúncio, retirou na terça-feira (30) a medida cautelar que impedia a criação do sistema de pagamento lançado pelo Whatsapp. O órgão de defesa da competição afirmou, porém, que vai continuar investigação sobre a parceria. Em nota, o WhatsApp afirmou que está trabalhando junto às autoridades para restaurar o serviço. " O Banco Central expressou sua intenção de encontrar um caminho com a Visa e a Mastercard para que o serviço prossiga, além de envolver outras autoridades para resolver quaisquer dúvidas pendentes", disse Will Cathcart, chefe do WhatsApp.
Auxílio Emergencial: quase 2 milhões ainda aguardam análise do cadastro

O prazo para se inscrever e receber o benefício termina nesta quinta-feira (2). Termina hoje (02/07) o prazo para solicitar o auxílio emergencial A Caixa Econômica Federal informou nesta quinta-feira (2) que 1,9 milhão de pessoas que se cadastraram para receber o Auxílio Emergencial estão com o pedido em análise para saber se estão aptas a receber o benefício. O prazo para o trabalhador se inscrever e ter acesso ao benefício termina nesta quinta. Depois desta data, segundo a Caixa, o site e o aplicativo serão utilizados apenas para acompanhamento do resultado da análise e informações sobre os crédito das parcelas, bem como para registro de contestações ou novas solicitações nos casos em que o motivo da não habilitação permitir. Mesmo que o cadastro do trabalhador seja aprovado depois desta quinta, ele vai ter direito a receber as cinco parcelas previstas no programa de Auxílio Emergencial. Veja o calendário completo de pagamentos do Auxílio Emergencial Tire suas dúvidas sobre o Auxílio Emergencial SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL Datas ainda não divulgadas Inicialmente, o desembolso do Auxílio Emergencial seria realizado em três parcelas. Mas nesta semana o governo confirmou o pagamento por mais dois meses. O decreto prorrogação do Auxílio Emergencial já foi assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, mas ele não detalha como será o modelo de pagamento nos próximos meses. O ministro da Economia, Paulo Guedes, no entanto, já sinalizou que o pagamento deve ser dividido da seguinte forma: R$ 500 no início do mês (ainda sem data definida); R$ 100 no fim do mês; R$ 300 no início do mês; R$ 300 no fim do mês. Bolsonaro prorroga auxílio emergencial por dois meses; Miriam Leitão analisa Como eu me cadastro£ O cadastro deve ser feito pelo site ou pelo aplicativo disponibilizados pela Caixa Econômica Federal. Veja passo a passo para pedir o auxílio Clique aqui para fazer a inscrição pelo site: https://auxilio.caixa.gov.br/#/inicio Clique aqui para baixar o aplicativo para celulares Android: https://play.google.com/store/apps/details£id=br.gov.caixa.auxilio Clique aqui para baixar o aplicativo para iOS (celulares Apple): https://apps.apple.com/br/app/caixa-aux%C3%ADlio-emergencial/id1506494331 A população mais vulnerável, sem acesso a meios digitais, que ainda não conseguiu solicitar o Auxílio Emergencial, pode ir a uma agência dos Correios para fazer o cadastramento, que será feito gratuitamente por funcionários da empesa. Com o intuito de evitar aglomerações, foi estabelecido um calendário para a solicitação do cadastro do Auxílio Emergencial nas agências dos Correios, conforme o mês de nascimento do cidadão: Segunda-feira: nascidos em janeiro e fevereiro; Terça-feira: nascidos em março e abril; Quarta-feira: nascidos em maio e junho; Quinta-feira: nascidos em julho, agosto e setembro; Sexta-feira: nascidos em outubro, novembro e dezembro. Na página dos Correios, no sistema Busca Agência, é possível obter informações sobre as unidades abertas ao público. A grande maioria dos pontos de atendimento funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Para pedir o cadastramento numa agência dos Correios, o interessado deve apresentar os seguintes documentos: Identificação oficial com foto, em que conste também o nome da mãe do beneficiário; Cadastro de Pessoa Física (CPF) do usuário e dos membros da família que dependem da renda do titular e dados bancários ou documento de identificação (RG, CNH, passaporte, CTPS, RNE ou CIE) para solicitar abertura de Conta Social Digital, em nome do titular. Quem tem direito£ Será concedido auxílio emergencial de R$ 600 ao trabalhador que cumpra todos estes requisitos: ser maior de 18 anos de idade com CPF regularizado; não ter emprego formal; não ser titular de benefício previdenciário ou assistencial, beneficiário do seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal, à exceção do Bolsa Família; ter renda familiar mensal por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.135); que, no ano de 2018, não tiver recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018. O auxílio será cortado caso seja constatado o descumprimento desses requisitos. E, para conseguir o auxílio, o trabalhador deve exercer atividade na condição de: microempreendedor individual (MEI) contribuinte individual do Regime Geral de Previdência Social que trabalhe por conta própria trabalhador informal empregado, autônomo ou desempregado intermitente inativo ou que se encaixe nos critérios de renda familiar mensal mencionados acima por meio de autodeclaração O programa estabelece ainda que somente duas pessoas da mesma família poderão receber o auxílio emergencial. Para quem recebe o Bolsa Família, o programa poderá ser substituído temporariamente pelo auxílio emergencial, caso o valor da ajuda seja mais vantajosa. A mulher que for mãe e chefe de família, e estiver dentro dos demais critérios, poderá receber R$ 1,2 mil (duas cotas) por mês. Na renda familiar, serão considerados todos os rendimentos obtidos por todos os membros que moram na mesma residência, exceto o dinheiro do Bolsa Família. Se, durante este período de três meses, o beneficiário do auxílio emergencial for contratado no regime CLT ou se a renda familiar ultrapassar o limite durante o período de pagamento, ele deixará de receber o auxílio. Terceira parcela O governo divulgou no dia 25 de junho o calendário de pagamentos da terceira parcela do auxílio emergencial de R$ 600. Também foi divulgado o calendário de pagamento da segunda parcela para os aprovados do segundo lote – aqueles que receberam a primeira parcela entre os dias 16 e 29 de maio - e da primeira parcela do benefício a 1,1 milhão de novos aprovados. A segunda parcela para os aprovados do terceiro lote (que receberam a primeira entre os dias 16 e 17 de junho) ainda não tem data definida. Até 4 de julho, o dinheiro será depositado nas contas da poupança social digital para pagamento de contas, boletos e compras por meio do cartão de débito digital. As transferências e os saques em dinheiro a partir dessas contas começam em 18 de julho e vão até 19 de setembro. Veja calendários abaixo: Lote 2, parcela 2 - auxílio emergencial Economia G1 parcela 1, lote 4 (novos aprovados) Economia G1 Lote 1, parcela 3 - auxílio emergencial Economia G1 Balanço dos pagamentos Defensoria Pública ajuda brasileiros que tiveram pedido do auxílio emergencial negado Balanço do Ministério da Cidadania divulgado nesta quinta-feira aponta que, desde 7 de abril, quando foram lançados os meios digitais para cadastramento dos trabalhadores informais, autônomos, desempregados, MEIs e contribuintes individuais do INSS, os recursos chegaram a 64,7 milhões de pessoas, totalizando R$ 108,1 bilhões. Com a extensão do benefício anunciada na terça-feira, deve ultrapassar os R$ 200 bilhões ao fim de agosto. As solicitações feitas até 16 de junho já foram encaminhadas para pagamento. Restam os pedidos feitos após esta data e outros 713,8 mil que estão em reanálise. A taxa de processamento das solicitações desde o início do Auxílio Emergencial está em 99%. Entre abril e junho, foram 149,5 milhões de requerimentos recebidos pela Dataprev e 148,5 milhões analisados pelos três grupos do programa: trabalhadores informais, Cadastro Único e Bolsa Família. Há solicitações feitas mais de uma vez com o mesmo CPF. Os 19,2 milhões de beneficiários do Bolsa Família com direito ao Auxílio Emergencial já receberam três parcelas. A transferência de recursos desta etapa para os demais grupos teve início dia 27 de junho e segue até sábado (4). São R$ 19,7 bilhões para 31 milhões de pessoas, apenas neste lote de pagamento e sem contar o Bolsa Família. Cerca de 9 milhões de pessoas que receberam a primeira parcela em maio neste momento estão recebendo a segunda parcela conforme o calendário do mês de nascimento. O mesmo serve para mais de 1 milhão de cidadãos que foram aprovados em junho. Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br. Initial plugin text
Google remove 25 aplicativos da Play Store que roubavam login e senha do Facebook

Apps tiveram mais de 2,3 milhões de downloads na loja oficial do Android. Alguns dos apps identificados pela empresa de segurança Evina. Reprodução/Evina A empresa de segurança francesa Evina identificou 25 aplicativos de Android que tentavam roubar as credenciais de acesso (login e senha) do Facebook usando uma tela sobreposta. Juntos, os 25 apps conseguiram pouco mais de 2,34 milhões de downloads na loja. Os apps foram denunciados ao Google e retirados da loja no início do mês, segundo a Evina. Os conteúdos e funções oferecidos eram diversos: jogos, horóscopo, lanternas, leitores de código de barra e imagens para o fundo de tela (papel de parede). Com app legítimo do Facebook ao fundo (barra azul), apps carregavam janela falsa de login (barra preta) para pedir que usuário digitasse o usuário e a senha. Reprodução/Evina Como o Android não permite que um aplicativo acesse informações dos demais softwares instalados no aparelho, os apps não eram capazes de roubar as credenciais de acesso já utilizadas no aplicativo do Facebook. Em vez disso, os apps monitoravam o uso do celular e aguardavam até a vítima abrir o app legítimo do Facebook. Nesse momento, era aberta uma janela de navegador falsa, por cima da verdadeira, pedindo o usuário e a senha do Facebook. Além de tentar capturar a senha do Facebook, avaliações deixadas por usuários nos apps reclamavam do número excessivo de notificações e publicidade. Como saber se você instalou um dos aplicativos£ A remoção dos aplicativos na Play Store coloca esses softwares em uma lista de bloqueio usada pelo Google Play Protect. O Play Protect faz parte da Play Store e provavelmente já está em funcionamento no seu smartphone. Dependendo do caso, você pode até ser notificado quando um app indesejado é removido da Play Store. O Play Protect também pode ser conferido manualmente. No app da Play Store, você toca no menu três barras e em seguida procure a opção "Play Protect". A tela seguinte informará se algum aplicativo nocivo ou indesejado foi encontrado em seu celular. Tocando no botão "Ler", o Play Protect iniciará uma nova verificação, que deve identificar qualquer app indesejado que faz parte da lista de programas bloqueados pelo Google. Play Protect é incluído no app da Play Store para alertar sobre a presença de apps indesejados. Reprodução Dessa maneira, é possível verificar não apenas a presença desses 25 aplicativos, mas também outros programas que são regularmente removidos da Play Store por não estarem de acordo com as regras ou que apresentam comportamentos prejudiciais. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus£ Envie para g1seguranca@globomail.com
Governo de Portugal faz acordo e eleva participação na TAP

Participação do governo português na companhia vai subir de de 50% para 72,5%. O governo português anunciou nesta quinta-feira (2) que selou acordo final com acionistas privados da companhia aérea TAP com o Estado passando a deter participação de controle sem renacionalizar a empresa. O ministro das Finanças, João Leão, disse que o Estado aumentará sua participação na TAP de 50% para 72,5%. Avião da TAP durante voo Wikimedia/Divulgação "De forma a evitar o colapso da empresa, o Estado optou por chegar a acordo com os acionistas privados para comprar parte da participação deles e ficar com 72,5% da TAP, conseguindo o controle", disse Leão, a jornalistas. A aquisição dos 22,5% custou 55 milhões de euros, afirmou o ministro. O ministro das Infraestruturas Pedro Nuno Santos disse: "felizmente evitamos assim a nacionalização da TAP".
Apesar de safra recorde de soja, país deve fechar ano com menor estoque da história

Contudo, indústrias afirmam que país terá produção suficiente para atender as necessidades domésticas e de importadores. Lavoura de soja, um dos principais produtos do agronegócio brasileiro REUTERS/Agustin Marcarian O Brasil colheu uma safra recorde de 125 milhões de toneladas de soja neste ano, segundo números revisados na quarta-feira (1) pela associação da indústria, a Abiove. Mas exportações volumosas e um processamento interno recorde em 2020 deverão deixar os estoques finais do país nos menores patamares da história. A exportação de soja do Brasil em 2020 foi estimada pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) em 79,5 milhões de toneladas, ante 78 milhões na previsão anterior, enquanto a projeção de safra foi elevada em 500 mil toneladas, o que enxugou os estoques. O volume embarcado ficaria 5,5 milhões de toneladas acima do ano passado, mas ainda não superaria o recorde de 83,26 milhões de toneladas de 2018, quando o país começou o ano com estoques mais volumosos e teve uma safra quase tão grande quanto a atual, segundo dados da associação. A consultoria StoneX, que nesta quarta-feira também aumentou suas estimativas de produção e exportações de soja --para 122,6 milhões e 80 milhões de toneladas, respectivamente--, ressaltou que nunca o Brasil exportou tanto nos primeiros meses do ano, com um câmbio favorável aos embarques. "Os line-ups de navios já indicam volumes significativos de soja a serem exportados em julho, em 7,7 milhões de toneladas, e ainda podem sofrer variações. Além disso, a comercialização da oleaginosa também está adiantada, superando 90% para a safra 2019/20", disse Ana Luiza Lodi, analista da StoneX, à Reuters. Só em junho, segundo dados do governo, a exportação atingiu quase 14 milhões de toneladas. Considerando as exportações de soja, farelo e óleo de soja, o setor deverá gerar 32,6 bilhões de dólares ao país em 2020, praticamente estável ante 2019. A oleaginosa é o principal produto de exportação do Brasil, maior produtor e exportador global. Estoques mínimos Lodi também prevê estoques apertados ao final de 2020 diante da forte demanda, inferiores a 1 milhão de toneladas, assim como a Abiove – mas a consultoria aposta em importações maiores da oleaginosa neste ano, em 500 mil toneladas, enquanto a associação vê 150 mil toneladas. A Abiove, por sua vez, estimou o estoque final de soja do país em 669 mil toneladas em 2020, ante 1,67 milhão de toneladas na previsão anterior e 3,3 milhões de toneladas ao fim de 2019. O volume estimado para os estoques, se confirmado, será o menor da história, disse a Abiove por meio da assessoria de imprensa. Contudo, a associação disse em nota que o país terá produção suficiente para atender as necessidades domésticas e de importadores. "A safra recorde, em conjunto com os estoques iniciais, garante que haverá oferta suficiente para atender à crescente demanda pelos produtos do complexo soja nos mercados interno e externo", afirmou. Além da exportação do grão, também estão aquecidos os embarques de farelo e óleo de soja, cujas estimativas de exportação também foram revisadas para cima, a 16,5 milhões e 1 milhão de toneladas, respectivamente. Para isso, o processamento de soja deverá atingir um recorde de 44,5 milhões de toneladas em 2020, estável ante a previsão anterior, mas com um aumento de 2,4% na comparação com 2019. O consumo de farelo de soja no Brasil, por outro lado, cairá 3,2% ante a temporada passada, para 16,7 milhões de toneladas.
Com fim do prazo de isenção, consumidores de baixa renda voltarão a pagar conta de luz
Isenção vigorou de 1º de abril a 30 de junho. Se medida não for prorrogada consumidores voltarão a ser cobrados pelo consumo de energia. Com o fim da isenção da conta de luz para a consumidores de baixa renda, essa faixa da população vai ter que voltar a pagar as tarifas caso não haja uma prorrogação da medida. O benefício foi criado em abril, por meio de uma medida provisória. A isenção da tarifa para quem consome até 220 quilowatts-hora (kWh) por mês e que está incluído na Tarifa Social vigorou de 1º de abril a 30 de junho. A medida teve custo total estimado de R$ 900 milhões aos cofres públicos e fez parte das ações do governo para enfrentar a crise decorrente do avanço do novo coronavírus. Os consumidores beneficiados pela isenção já têm descontos no valor da conta de luz. Esse desconto é previsto em lei e varia de 10% a 65% de acordo com o consumo de energia. Quanto menor o consumo, maior o desconto. Outra medida adotada no setor de energia foi a decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de proibir que as concessionárias cortem o fornecimento de energia elétrica por falta de pagamento. A medida, que venceria no dia 23 de junho, foi prorrogada pela Aneel até o dia 31 de julho. A prorrogação foi aprovada no dia 15 de junho. Vídeo Veja reportagem de maio do Bom Dia Brasil sobre a isenção de pagamento da conta de luz: Já está valendo a isenção do pagamento da conta de luz para consumidores de baixa renda
Embraer negocia abertura de PDV para funcionários em férias coletivas

Empresa negocia com sindicatos abertura de plano de demissão voluntária para trabalhadores em férias coletivas. Número de funcionários que empresa espera abranger com plano não foi divulgado. Unidade da Embraer em Eugênio de Melo Divulgação/Embraer A Embraer anunciou nesta quinta-feira (2) que negocia a abertura de um Plano de Demissão Voluntária (PDV). O pacote se estenderia para funcionários que estão em férias coletivas, com foco nos setores de engenharia e produção. A empresa não informou o volume de adesão esperada. No anúncio, a empresa alegou que teve as finanças impactadas pelo coronavírus e que tomou medidas de contenção, como férias coletivas e lay-off, mas que foi necessária a abertura de um PDV. No Brasil, a Embraer mantém unidades em São José dos Campos, Taubaté, Campinas, Sorocaba, Gavião Peixoto, Botucatu, Belo Horizonte e Florianópolis. A medida se estende às unidades de todo o país, onde a empresa emprega cerca de 16 mil pessoas. No comunicado, a empresa disse que ainda negociava com sindicatos os termos do acordo. A proposta inicial da Embraer inclui: extensão do plano de saúde e R$ 450 de vale-alimentação por seis meses indenização do restante da estabilidade do acordo coletivo que se encerra em agosto verbas rescisórias comuns a desligamentos sem justa causa indenização de 10% do salário-base nominal por ano de empresa. Para quem recebe até R$ 9 mil, garantia de no mínimo um salário nominal de indenização e para quem recebe acima desse valor, no mínimo R$ 9 mil de indenização. Em São José dos Campos, o Sindicato dos Metalúrgicos informou que recusou a primeira proposta da empresa e que é contra a demissão de trabalhadores. "A proposta que a empresa quer oferecer não é de PDV. Essa é uma proposta de demissão com indenização. A gente disse que a proposta não era boa e que falar de demissão agora é um absurdo. Eles receberam ajuda do governo e a empresa vai receber ajuda do BNDES. Nós somos contra" disse Herbert Claros, representante sindical da empresa. A Embraer emprega cerca de 10 mil pessoas em São José dos Campos e Taubaté. Segundo a empresa, dois terços deste efetivo atuam por home office e cerca de três mil trabalhadores atuam nas indústrias. Integrantes dos grupos de risco que precisam trabalhar presencialmente entraram em férias coletivas mais licença remunerada. O Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo informou que não foi comunicado oficialmente sobre o PDV. "Nossa posição, especialmente neste momento, é totalmente contrária às demissões. O que está sendo chamado de PDV pela Embraer, na verdade, é um indicativo de demissão em massa pura e simplesmente, o que é inaceitável. Sabemos da importância desta empresa para a economia e a tecnologia nacionais e estamos abertos a dialogar e negociar condições para a manutenção dos empregos dos engenheiros. Mas dar aval ao desligamento de profissionais está fora de cogitação", diz a entidade em nota. Em nota, a empresa informou que "por conta da crise gerada pela Covid-19 em todo o mundo e, em particular, na indústria aeronáutica, a Embraer vem tomando uma série de medidas para proteger a saúde das pessoas e manter a continuidade dos negócios". Desde março, a fabricante de aviões já colocou trabalhadores em home office, concedeu férias coletivas, adotou a suspensão temporária dos contratos de trabalho (lay-off) e reduziu a jornada de trabalho.
Bolsas da Europa fecham em alta, impulsionadas por dado de emprego dos EUA
O índice Stoxx 600 Europe encerrou o dia com ganhos de 1,97%, em Londres, o FTSE 100 avançou 1,34%, enquanto, em Frankfurt, o DAX subiu 2,84%. Os índices acionários europeus encerraram a quinta-feira (2) em alta forte, com os investidores otimistas sobre as notícias de progresso no desenvolvimento de uma vacina contra a Covid-19 e após os dados de emprego nos Estados Unidos (o chamado "payroll") terem superado amplamente as estimativas de consenso. O índice Stoxx 600 Europe encerrou o dia com ganhos de 1,97%, aos 368,29 pontos. Em Londres, o FTSE 100 avançou 1,34%, fechando aos 6.240,36 pontos, enquanto, em Frankfurt, o DAX subiu 2,84%, a 12.608,46 pontos. Nas demais praças, o CAC 40, de Paris teve ganhos de 2,49%, avançando a 5.049,38 pontos, em Milão, o FTSE MIB subiu 2,88%, a 19.886,88 pontos e, em Madrid, o IBEX 35 registrou alta de 3,75%, a 7.498,60 pontos. O sentimento dos investidores foi revertido ontem, após a Pfizer e a BioNTech terem anunciado resultados positivos para uma potencial vacina contra o novo coronavírus. Dados econômicos melhores do que o esperado na China, Austrália e zona do euro também ajudaram a impulsionar os ganhos no mercado acionário. "É claro que o fato de ser uma vacina, e não um tratamento, pode ter enormes consequências positivas, se for comprovada sua eficácia, mas ainda há receios de que ela leve tempo para chegar ao mercado", afirmam traders da corretora IG. O momento positivo continuou hoje e ganhou ainda mais força após o relatório de empregos nos Estados Unidos. Os 4,8 milhões de empregos criados em junho superaram as estimativas dos economistas de cerca de 3 milhões novas vagas, enquanto a taxa de desemprego caiu de 13,3%, em maio, para 11,1%, no mês passado, também superando as expectativas. "O relatório do mercado de trabalho foi mais forte do que o esperado e deve ser comemorado. No entanto, com o número de casos de covid-19 aumentando e alguns Estados americanos atrasando a reabertura ou impondo novas restrições, estamos preocupados com o fato de um número significativo de indivíduos serem novamente demitidos", afirmou o economista-chefe do Wells Fargo, Jay H. Bryson. Os casos de Covid-19 continuaram a aumentar em países ao redor do mundo, com os EUA registrando um aumento diário recorde de 50 mil novas infecções na quarta (1º). Rony Nehme, analista-chefe de mercado da SquaredFinancial, afirmou que, "por enquanto, os mercados estão apenas se concentrando nas boas notícias e não têm se incomodado muito com o aumento dos casos de Covid-19". EUA batem recorde na pandemia e registram 50 mil casos em um único dia Destaques Os bancos foram os grandes destaques da sessão desta quinta, encerrando o dia em alta de 4.26% dentro do Stoxx 600, com os maiores ganhos registrados nas instituições financeiras espanholas. Bankia, BBVA, Santander e Sabadell lideraram as altas dentro do continente, em valorização de 8,05%, 7,28%, 6,65% e 6,58%, respectivamente. As ações da Associated British Foods subiram 4,15% após a produtora de alimentos e proprietária da varejista de roupas Primark ter reportado uma receita menor no terceiro trimestre, mas ter anunciado que quase todas as suas lojas Primark agora estavam em operação novamente. A D.S. Smith recuou 6,90% depois que a empresa de embalagens decidiu não retomar os pagamentos de dividendos, em meio às incertezas do mercado relacionadas à pandemia.
WhatsApp lança figurinhas animadas e modo escuro para a versão web

Aplicativo também vai permitir, em breve, adicionar contatos por código QR. WhatsApp anuncia QR Code para adicionar usuários, figurinhas animadas e modo noturno na versão Web Divulgação O WhatsApp anunciou nesta quarta (1°) uma série de novas funções para a plataforma. Entre as novidades estão o lançamento das figurinhas animadas, o modo escuro para o WhatsApp Web, melhorias nas chamadas de vídeo e a possibilidade de, em breve, adicionar contatos por código QR. Veja todas as novidades Figurinhas animadas: o aplicativo lançou um pacote de figurinhas animadas, que vai dar mais vida a uma das formas de comunicação que se tornou bastante comum na plataforma. A plataforma não especificou se os usuários vão poder criar figurinhas animadas como fazem atualmente com as estáticas. Adicionar contato com código QR: segundo o aplicativo a novidade ainda não está funcionando, mas será possível adicionar um contato escaneando um código QR ao invés de ter que adicionar a pessoa na lista de contatos manualmente. Modo escuro na web: a versão desktop do mensageiro agora também ganhou o modo escuro, que chegou para os usuários na versão mobile no início do ano. Chamadas em vídeo com destaque: agora é possível destacar um dos usuários de uma chamada de vídeo. O WhatsApp lançou várias funcionalidades de vídeo nos últimos meses, como a expansão do número de pessoas numa mesma chamada, que agora permite até 8 usuários, e a introdução do Salas de Messenger. Pagamentos no WhatsApp seguem bloqueados Em junho, o aplicativo havia escolhido o Brasil para testar uma função de envio e recebimento de dinheiro, usando cartões cadastrados. WhatsApp vai permitir enviar e receber dinheiro pelo aplicativo A função, no entanto, foi suspensa pelo Banco Central (BC) e pelo Conselho de Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O BC determinou na ocasião que as bandeiras de pagamento Visa e Mastercard, que viabilizavam as operações financeiras, paralisassem a função para que o órgão pudesse avaliar riscos e garantir funcionamento adequado do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). Já o Cade, que via potenciais riscos para a concorrência com o anúncio, retirou na terça-feira (30) a medida cautelar que impedia a criação do sistema de pagamento lançado pelo Whatsapp. O órgão de defesa da competição afirmou, porém, que vai continuar investigação sobre a parceria. Em nota, o WhatsApp afirmou que está trabalhando junto às autoridades para restaurar o serviço. " O Banco Central expressou sua intenção de encontrar um caminho com a Visa e a Mastercard para que o serviço prossiga, além de envolver outras autoridades para resolver quaisquer dúvidas pendentes", disse Will Cathcart, chefe do WhatsApp. 'Expresso Futuro': veja a revolução do pagamento digital na China
OAB recorre de decisão que suspendeu ações sobre correção de dívidas trabalhistas
Decisão foi tomada pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Ministro argumentou que efeitos da pandemia requerem uma revisão na correção. O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) recorreu da decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a suspensão da tramitação de todos os processos trabalhistas relativos a correção monetária. Pela decisão de Mendes, estão suspensos os processos nos quais são discutidos os valores devidos deverão ser corrigidos pela Taxa Referencial (TR) ou pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E). O ministro concedeu liminar (decisão temporária) no sábado (27) em duas ações da Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif), Confederação Nacional da Tecnologia da Informação e Comunicação (Contic) e outras duas entidades de classe. A decisão de Gilmar Mendes deve ser submetida a referendo do plenário, mas ainda não há marcada para o julgamento das ações. Enquanto isso, as ações ficam paralisadas. As ações afirmaram que o TST estava na iminência de decidir aplicar o índice mais favorável ao trabalhador, em análise que já conta com maioria no TST e seria retomada na segunda (29). O julgamento foi suspenso. A OAB afirma que a liminar foi “excessivamente extensiva” e pede que os processos continuem tramitando, exceto o que avalia essa questão no TST. Caso o pedido seja negado, que as ações em fase inicial possam prosseguir. Nas ações, as entidades querem que as dívidas trabalhistas tenham valores corrigidos pela TR, índice atualmente previsto na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) alterada pela Reforma Trabalhista de 2017. E argumentam que o TST (Tribunal Superior do Trabalho) tem "sistematicamente” determinado a substituição da TR pelo IPCA, gerando “insegurança jurídica”. Alegam ainda que a mudança no índice de correção resultará no enriquecimento sem causa do credor trabalhista e no endividamento, “também sem causa”, do devedor, sobretudo diante do estado de emergência social e econômica. Gilmar Mendes afirmou que decisões que afastam a TR contrariam precedentes no Supremo e que, “diante da magnitude da crise [provocada pela pandemia do coronavírus], a escolha do índice de correção de débitos trabalhistas ganha ainda mais importância”. “A Justiça do Trabalho terá papel fundamental no enfrentamento das consequências da crise econômica e social, com a estimulação de soluções consensuais e decisões judiciais durante o período em que perdurarem as consequências socioeconômicas da moléstia”, afirmou. Vídeo Veja abaixo reportagem sobre o aumento das ações trabalhistas no Brasil: Aumenta o número de ações para recebimento de direitos trabalhistas, diz TST
Caixa TEM registra novo dia de instabilidade, em meio a recebimento de Auxílio Emergencial e FGTS

A hashtag #CaixaTemNAOFUNCIONA no Twitter reúne relatos de problemas dos usuários, desde "sumiço" de contas a alto tráfego de acessos. App da Caixa é fundamental para quem vai receber a ajuda de R$ 600 Adriana Toffetti/A7 Press/Estadão Conteúdo Usuários do aplicativo Caixa TEM, da Caixa Econômica Federal, usam as redes sociais nesta quinta-feira (2) para apontar falhas na ferramenta, fundamental para uso dos recursos repassados pelo governo federal durante a crise do novo coronavírus. A hashtag #CaixaTemNAOFUNCIONA no Twitter reúne relatos de problemas dos usuários, desde "sumiço" de contas a alto tráfego de acessos. Procurada pelo G1, a Caixa diz que "clientes e beneficiários estão conseguindo concluir as operações, apesar das intermitências. Auxílio Emergencial: Caixa credita benefício a 6,8 milhões nesta quinta Veja o calendário completo de pagamentos do Auxílio Emergencial de R$ 600 "A Caixa esclarece que nesta primeira semana de julho, em que ocorrem os processamentos de fechamento e início de mês, somados aos lançamentos dos créditos dos benefícios emergenciais e folhas de pagamento mensais, alguns serviços podem apresentar intermitência momentânea", diz o banco em nota. Nesta semana, é a segunda vez que o aplicativo Caixa TEM figura entre os assuntos mais comentados das redes sociais. Na segunda-feira (29), houve dificuldades de acesso no dia em que a Caixa começou a fazer a liberação emergencial dos novos saques do FGTS. O crédito em conta para 4,9 milhões de trabalhadores nascidos em janeiro, somavam mais de R$ 3,1 bilhões. Governo libera novos saques do FGTS em meio ao pagamento do auxílio emergencial Acontece que desde sábado (27), e até 4 de julho, novas parcelas do Auxílio Emergencial estão sendo depositadas nas contas da poupança social digital, acessada pelo Caixa TEM, para os três lotes de inscritos no programa. Nesta quinta-feira (2), mais 6,8 milhões de trabalhadores recebem o benefício. Caixa libera novos saques do FGTS para 4,9 milhões nesta segunda; veja calendário Veja tira-dúvidas sobre novos saques do FGTS Na segunda, a Caixa disse, em nota ao G1, que o app apresentou "intermitências pontuais" na funcionalidade de pagamento de boletos, devido ao alto volume de solicitações. "Todavia, os usuários puderam concluir as operações em novas tentativas ao longo do dia com a normalização do volume." A reportagem do G1 constatou que as reclamações diminuíram naquela tarde, mas voltaram a acontecer nesta quarta-feira. Veja abaixo alguns dos relatos. Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text
Ministério da Infraestrutura pretende realizar mais 14 leilões neste ano
Previsão inicial era de 44 leilões no ano. Pandemia do novo coronavírus afetou planejamento e execução de obras, segundo ministério. O Ministério da Infaestrutura planeja realizar 14 leilões ainda neste ano: três concessões e 11 arrendamentos portuários. Com isso, o total pode chegar a 16 no ano, abaixo da previsão inicial feita pela pasta em dezembro, quando anunciou 44 ativos leiloados. Segundo o governo, outros 16 editais devem ser publicados até dezembro e 33 obras de infraestrutura devem ser entregues. Neste ano, o governo já realizou o leilão da BR-101 (SC) e o arrendamento do Cais Pesqueiro no Porto de Fortaleza (CE), além da renovação da concessão da Malha Paulista. "Hoje o que estamos estruturando é o que a gente tem capacidade de entregar", afirmou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas em coletiva de imprensa realizada por videoconferência nesta quinta-feira (2). "Muita gente me perguntava o seguinte: a pandemia afetou em cheio o cronograma de leilão. Vão continuar fazendo£ Vamos", relatou o ministro. Em dezembro do ano passado, Tarcísio Freitas havia anunciado a expectativa de realização de 44 leilões: 22 aeroportos, 9 terminais portuários, 7 rodovias e 6 ferrovias. Obras entregues Segundo o ministério, no primeiro semestre foram inauguradas 36 obras da ordem de R$ 3,5 bilhões. A maior parte delas, 23 obras, foi inaugurada entre março e junho, período mais afetado pela pandemia do novo coronavírus. Foram 126,9 km de rodovias duplicadas, 88,5 km pavimentados e 110,6 km de novas restaurações. Além da nova sala de embarque do Aeroporto de Navegantes (SC), a ampliação do terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu (PR) e os portos de pequeno porte em Parintins (AM), Coari (AM) e Turiaçu (MA). Editais O Ministério disse que publicará até o fim do terceiro trimestre o edital para a concessão da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). Para agosto, está programado o leilão de dois terminais no Porto de Santos, de papel e celulose. A expectativa é que os dois recebam R$ 420 milhões de investimentos. Os 11 arrendamentos previstos são: quatro no Porto de Itaqui (MA), dois no Porto de Aratu-Candeias (BA), um no Porto de Paranaguá (PR), um no Porto de Santana (AP) e um no Porto de Maceió (AL). Entre as obras a serem entregues até dezembro, 24 estão no setor rodoviário (entre duplicações de rodovias e construções de pontes, 5 no setor aquaviário), 9 em aeroportos e a transposição da linha férrea de Rolândia, no Paraná. Nos aeroportos, o Ministério trabalha para concluir a recuperação da pista de pouso e decolagem no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, além de reconstruir o pátio de aeronaves. Em Cascavel (PR), será construído um novo terminal de passageiros. Tarcísio de Freitas e os desafios no ministério da Infraestrutura Sexta rodada de concessões A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou nesta quarta-feira (1º) o edital do leilão da sexta rodada de concessões para licitar 22 aeroportos divididos em três blocos regionais. O edital será encaminhado para o Tribunal de Contas da União (TCU) e, na sequência, passará por nova votação na Anac. O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, já afirmou que o leilão dos terminais deve ocorrer no primeiro trimestre de 2021.
Governo decide zerar IOF de crédito por mais dois meses
O governo vai estender por mais 60 dias a isenção das alíquotas de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre operações de crédito, zeradas desde abril por causa do impacto econômico da pandemia do coronavírus. A decisão deve ser anunciada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro. Ele pode assinar ainda nesta quinta-feira (2) a prorrogação. Além dessa medida, o governo estuda estender também o diferimento (adiamento do pagamento) de contribuições de Cofins, PIS/PASEP e da contribuição patronal para a Previdência. Segundo dados do Tesouro Nacional divulgados nesta semana e referentes ao mês de maio, o diferimento de impostos foi o maior impacto na queda de arrecadação do governo, que sofreu um tombo de 41,6% na receita líquida do governo naquele mês. A zeragem do IOF sobre crédito entre abril e junho custou aos cofres públicos em torno de R$ 7 bilhões, segundo a Receita Federal, mas representa um alívio importante para empresas no país em um momento de dificuldade causado pela pandemia. A medida se junta a outras já anunciadas, como a prorrogação em dois meses do auxílio emergencial de R$ 600. O governo também definiu que irá prorrogar a antecipação de um salário mínimo do auxílio-doença e da concessão do BPC (Benefício de Prestação Continuada) para quem entrar com pedidos no INSS. A decisão do governo decorre do prolongamento dos efeitos da pandemia de três para cinco meses. Economistas analisam medidas tomadas pelo governo durante a pandemia
Caixa anuncia inclusão de custos de cartório e ITBI em financiamentos da casa própria

O custo médio para registro do imóvel nos cartórios varia de 2% a 5% do valor da unidade conforme a região, segundo a Caixa. Financiamento da casa própria Reprodução / TV Globo A Caixa Econômica Federal anunciou nesta quinta-feira (2) a inclusão das custas cartoriais e despesas de ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis) nos financiamentos de imóveis feitos no banco. Essa medida vale para todas as operações residenciais com recursos do FGTS e, nas operações com recursos da poupança (SBPE), para imóveis com valor de avaliação de até R$ 1,5 milhão. Segundo o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, em abril, foram assinados 3 mil contratos pilotos incluindo as taxas de cartórios nos empréstimos e, a partir desta quinta, está liberado para todas as famílias. Atualmente, o custo médio para registro do imóvel nos cartórios varia de 2% a 5% do valor da unidade conforme a região, e essas taxas são pagas pelo próprio cliente nos trâmites de registro do contrato de financiamento habitacional, segundo a Caixa. O limite de financiamento dessas taxas será de 5% sobre o valor financiado para financiamentos contratados com recursos SBPE e de 4% com recursos do FGTS. "O valor total do contrato do cliente (valor relativo à compra do imóvel + financiamento das custas cartorárias e ITBI) deve estar dentro dos limites aprovados, observando-se sua capacidade de pagamento e o valor máximo permitido para o programa em que ele se enquadra", informou a Caixa em nota. A Caixa calcula que a liquidez gerada pela medida por aliviar esse custo para as famílias ao incluírem essas taxas no próprio financiamento habitacional será de R$ 400 milhões por mês e R$ 5 bilhões por ano. Segundo Guimarães, já houve adesão de cartórios de 14 estados. "Vamos acelerar porque vai ser uma demanda da sociedade e certamente novos cartórios vão aderir, e até outros bancos implantarão a medida", disse. Ainda de acordo com o presidente da Caixa, as agências estão prontas para fazer os financiamentos incluindo as custas cartoriais. Registro eletrônico de escrituras Outra medida anunciada foi o registro eletrônico de escrituras para contratos pessoa física de empreendimentos financiados na Caixa, que será realizado de forma eletrônica com troca de arquivos de dados estruturados entre o banco e o respectivo Cartório de Registro de Imóveis. A adesão ao novo registro será possível a partir de 13 de julho. O registro eletrônico dispensará a necessidade de recebimento do contrato físico pelo cartório. O processo se dará por meio da Plataforma Centralizada do Colégio do Registro de Imóveis, habilitada inicialmente para a participação das demais Centrais de Serviços Eletrônicos Compartilhados dos Estados e do Distrito Federal, que funcionarão de forma padronizada. De acordo com a Caixa, a medida permitirá acelerar o registro das operações, que antes levava em torno de 45 dias e agora poderá ser finalizado, em média, em 5 dias. Medidas para construtoras O pacote anunciado trouxe ainda a flexibilização da comercialização mínima de 30% para 15% para novos empreendimentos das empresas. O objetivo é fomentar o mercado imobiliário para lançamento de novos empreendimentos. As outras medidas são a possibilidade de contratação da produção de empreendimentos sem exigência de execução prévia de obras e de destinação dos recursos provenientes das vendas das unidades habitacionais para pagamento dos encargos mensais. A expectativa da Caixa é contratar 1.280 novos empreendimentos, o que representa 156 mil novas moradias e 485 mil empregos diretos e indiretos. Pausa nas prestações A Caixa já havia divulgado em maio o aumento da pausa para 4 meses no financiamento habitacional para clientes com até duas parcelas em atraso, além do prazo de carência de 6 meses para contratos de financiamento de imóveis novos e a renegociação de contratos com clientes em atraso entre 61 e 180 dias, permitindo pausa ou pagamento parcial das prestações. Até o momento, mais de 2,4 milhões de mutuários solicitaram a pausa na prestação habitacional. Durante o período de pausa, o contrato não está isento da incidência de juros, seguros e taxas. Os valores dos encargos pausados são acrescidos ao saldo devedor do contrato. Outros 26 mil novos contratos com carência de 6 meses para a 1ª prestação foram fechados, segundo a Caixa. Crescimento nos financiamentos Guimarães anunciou o crescimento das contratações de financiamentos para casa própria entre janeiro e junho, em meio à pandemia. O volume foi 22% superior na liberação de crédito em relação a mesmo período de 2019 - de R$ 39,61 para R$ 48,21 bilhões. Somente em junho, foram liberados R$ 11,1 bilhões para financiamentos habitacionais. O banco passou a ter 41% na participação no mercado do crédito imobiliário no país com recursos da poupança - aumento de 78% em relação a 2019, no período de janeiro a maio. "Muita gente aproveitou o preço menor e a facilidade da carência de 6 meses. Foram os melhores meses dos últimos 4 anos", disse Guimarães.
Governo prevê encerrar 2020 com rombo de R$ 828,6 bilhões nas contas públicas
Dados foram divulgados pelo Ministério da Economia. O déficit decorre, principalmente, das medidas de combate à pandemia da Covid-19. O Ministério da Economia informou nesta quinta-feira (2) que aumentou a previsão de déficit nas contas públicas para R$ 828,6 bilhões em 2020. A estimativa anterior, feita em maio, era de encerrar o ano com um rombo de R$ 708,7 bilhões. Os números refletem principalmente as medidas de combate à crise da pandemia do novo coronavírus. De acordo com o governo, a nova projeção já considera prorrogação por mais dois meses do auxílio emergencial. Segundo a equipe econômica, o déficit deve ser composto por: Governo Central: R$ 795,6 bilhões; Estatais federais: R$ 2,4 bilhões; Estados e municípios: R$ 30,6 bilhões; O déficit acontece quando as despesas do governo superam as receitas com impostos e contribuições. Quando acontece o contrário, há superávit. A conta do déficit primário não considera os gastos do governo com o pagamento dos juros da dívida pública. A revisão da projeção do governo considera uma estimativa de queda de 6,5% no Produto Interno Bruto (PIB) prevista no boletim de mercado, conhecido como relatório Focus, do dia 19 de junho. O déficit previsto deve representar 12% do PIB deste ano. Em todo o ano passado, as contas do setor público consolidado registraram um déficit primário de R$ 61,872 bilhões (0,85% do PIB). Para este ano, somente o governo tinha de atingir uma meta de déficit primário até R$ 124,1 bilhões. Entretanto, com o decreto de calamidade pública, proposto pelo governo e aprovado pelo Congresso Nacional por conta da pandemia, não será mais necessário atingir esse valor. Combate à covid-19 De acordo com balanço divulgado nesta quinta, só o impacto fiscal das medidas de combate à pandemia do novo coronavírus já somam R$ 521,3 bilhões. O número inclui gastos autorizados pelo governo federal e renúncias de receitas, como a isenção de impostos. O último dado divulgado pelo Ministério da Economia do gasto previsto com as medidas de combate à pandemia era de R$ 417,7 bilhões. Os valores correspondem ao que foi anunciado e autorizado, mas apenas parte foi efetivamente pago. Segundo o secretário de Fazenda, Waldery Rodrigues, dentro do “esforço fiscal” do governo para combater a crise do novo coronavírus, R$ 12,8 bilhões referem-se a renúncia de receitas. Waldery destacou a redução a zero do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre operações de crédito. Com a medida o governo deixou de receber R$ 7,1 bilhões. Pelo lado das despesas, destaca-se o gasto com o auxílio emergencial, que custará R$ 254,2 bilhões, segundo previsão do governo. Também se destacam as despesas com: transferências para estados e municípios - R$ 60,2 bilhões; Programa de Manutenção do Emprego e da Renda - R$ 51,6 bilhões; programa de financiamento da folha de pagamento - R$ 34 bilhões; Fundo Garantidor de Investimentos - R$ 20 bilhões; Pronampe - R$ 15,9 bilhões. O governo ainda estimou um gasto de R$ 7 bilhões com medidas que ainda não foram anunciadas. Segundo o secretário Waldery Rodrigues, essa é uma reserva de contingência que pode prever, por exemplo, a prorrogação da redução do IOF de crédito para zero por mais dois meses. “São ações sem ato especifico, mas podem incluir medidas do lado da receita, como o IOF de crédito, ou outras que estão sendo consideradas”, afirmou o secretário. Durante a coletiva, o ministro afirmou que a prorrogação da redução, a zero, do IOF de crédito está sendo estudado pelo governo. Dívida O governo divulgou ainda a previsão de que a dívida bruta do governo geral atinja 98,2% do PIB no final de 2020, um aumento de 22,4 pontos percentuais em relação ao encerramento de 2019. No ano passado, a dívida bruta somou 75,8% do PIB. “Em 2020, o aumento da dívida se explica, em parte, pelas medidas de cunho fiscal que aumentam o déficit primário e, em parte, pelos efeitos da crise no cenário macroeconômico, principalmente no PIB”, diz documento divulgado pelo Ministério da Economia. Segundo Waldery, o fato de a dívida se manter em patamar elevado é parte da preocupação do governo, mas que trabalha-se para manter o controle tão logo passe a fase mais aguda da crise. Medidas para combater o coronavírus impactam contas públicas em R$ 1,16 trilhão
Chegada do frio ao Sul e ciclone bomba ajudam a conter avanço da nuvem de gafanhotos

Mudança drástica de temperatura criou condição que não favorece o deslocamento dos insetos, mas facilita o controle deles. Baixas temperaturas fizeram com que gafanhotos se recolhessem e evitassem fazer grandes voos Senasa/Divulgação A nuvem de gafanhotos se afastou um pouco do Brasil nos últimos dias, e dois eventos ajudaram a conter o avanço dos insetos: a chegada do frio ao Sul do país e também o ciclone bomba que atingiu a região. Para Marco Antonio do Santos, meteorologista da Rural Clima, as duas situações criaram um bloqueio para a entrada da nuvem de gafanhotos no país, especialmente no Rio Grande do Sul, onde existia mais chance da chegada dos insetos. “Eu acredito que sim, que ajudou. Os dois fatores conjuntos inibiram a entrada da nuvem no Brasil”, afirma. “Nós tivemos duas ondas de chuva no Rio Grande do Sul, uma no sábado, que foi pouca e depois tivemos o ciclone, com chuvas severas e a chegada do frio. Hoje, diante das atuais condições climáticas, não acredito que a nuvem chegue ao Brasil.” Trigueiro: ‘Onda de frio e ciclone afastam a nuvem de gafanhotos da Região Sul’ O pesquisador Kleber Trabaquini, da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e que fez simulações da movimentação dos insetos na semana passada, afirma que o frio foi o fator determinante para conter o avanço da nuvem, mais do que o próprio ciclone. “O que está mais freando o deslocamento é a baixa temperatura na região. O inseto tem uma temperatura ideal de desenvolvimento entre 25 e 30°C, que foi quando a nuvem se deslocou em torno de 100 km por dia”, explica. “Nossa grande sorte é que a chegada do inverno diminui as temperaturas. Tivemos dias na Argentina com temperaturas máximas de 10ºC e um pouco de chuva, o que desfavorece o voo deles”, acrescenta Trabaquini. Controle facilitado No boletim divulgado na noite de quarta-feira (1) o Serviço Nacional de Saúde e Qualidade de Alimentos Agroalimentares da Argentina (Senasa) informou que a nuvem foi encontrada na cidade de Paraje El Descanso, ainda dentro da província de Corrientes. Os técnicos argentinos chegaram a preparar a aplicação de inseticidas por aviões, mas as condições do clima não eram favoráveis e o controle da nuvem ficou para a manhã desta quinta-feira (2). Para Kleber Trabaquini, o frio também está contribuindo para a diminuição da nuvem de gafanhotos por dois motivos: o primeiro é porque o deslocamento dos insetos é menor em baixas temperaturas. “A chuva com baixa temperatura faz com que eles tenham baixa atividade de voo, isso ajuda os técnicos do Senasa a localizarem os gafanhotos e fazer aplicações”, diz. O segundo motivo é que os gafanhotos não costumam resistir muito ao frio, o que leva também à morte natural deles. Condição climática na província de Corrientes, na Argentina, onde os insetos estão localizados. Baixas temperaturas não favorecem o deslocamento Kleber Trabaquini/Epagri Marco Antonio, da Rural Clima, acredita que, como o deslocamento dos insetos está seguindo para dentro da Argentina, se afastando do Brasil, a chance de chegada é muito pequena. Até domingo (5) , a previsão é que o Rio Grande do Sul tenha frio e chuva, permanecendo um “bloqueio natural” para a entrada da nuvem de gafanhotos. “Se não tivesse feito chuva e frio, tinha muitas chances de chegar. Agora, temos condições desfavoráveis para o avanço. Como a nuvem entrou mais para o interior da Argentina, acho difícil que voltem (para a região de fronteira).” Initial plugin text
Jeff Bezos bate seu próprio recorde de pessoa mais rica do mundo, com US$ 172 bilhões

Ranking é do Bloomberg Billionaires Index. Valorização da Amazon durante a pandemia do novo coronavírus compensou parte da fortuna repartida em divórcio com MacKenzie Bezos. Jeff Bezos em foto de arquivo de junho de 2014 David Ryder/GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP O empresário Jeff Bezos alcançou nesta semana uma fortuna de US$ 171,6 bilhões, segundo o Bloomberg Billionaires Index. Com a nova marca, Bezos ultrapassa o próprio recorde de US$ 167,7 bilhões, medido em setembro de 2018. Considerando o fechamento do dólar desta quarta-feira (1), o fundador da Amazon tem o equivalente a R$ 912,4 bilhões. O novo recorde é resultado de uma valorização de 4,4% das ações da empresa na quarta, que impulsionou a quantia detida pelo empresário. Riqueza de bilionários dos EUA aumenta mais de meio trilhão de dólares durante pandemia Se fosse uma economia, comparada a números de PIB de países em 2019, Bezos estaria entre os 60 mais ricos, segundo dados do Banco Mundial, à frente de Hungria, Ucrânia, Croácia, Equador, Marrocos, Angola e República Dominicana. Em comparação com os Estados Unidos, a fortuna representa 0,83% do PIB do país. Hoje com 56 anos, Bezos é formado em engenharia elétrica e ciências da computação pela Universidade de Princeton. Começou a carreira em Wall Street. Em 1994, deixou o mercado financeiro para fundar a Amazon. Jeff e MacKenzie Bezos: divórcio rendeu a ela 4% das ações da Amazon, que valem hoje US$ 56,9 bilhões Danny Moloshok/Foto de arquivo/Reuters Ele tem hoje 12% dos papéis da empresa. Desde o pico anterior, o empresário teve de dividir sua participação com a ex-mulher MacKenzie Bezos. O acordo de divórcio deu a ela 4% das ações da Amazon, uma quantia equivalente a US$ 56,9 bilhões – além de um 12º lugar no Bloomberg Billionaires Index. Mesmo em meio a uma das principais crises econômicas da história, por conta da pandemia do novo coronavírus, a Amazon teve valorização de mais de 50% neste ano. Bezos, sozinho, viu o patrimônio crescer em US$ 56,7 bilhões no período. Há ainda rendimentos que não podem ser medidos pelo índice, por serem empreendimentos de capital fechado, como a empresa espacial Blue Origin. Bezos também é dono do jornal Washington Post. Bilionários têm mais riqueza do que 60% da população mundial 10 maiores bilionários Com Jeff Bezos na liderança, o Bloomberg Billionaires Index tem Bill Gates como segundo colocado. A fortuna do fundador da Microsoft é avaliada hoje em US$ 114 bilhões. Gates, contudo, é um dos maiores filantropos do planeta. Estima-se que tenha doado desde 1994 por volta de US$ 45 bilhões por meio de fundações familiares, como a que ele comanda com sua esposa Melinda Gates, a Bill & Melinda Gates Foundation. Veja abaixo a lista dos 10 maiores bilionários e seus ramos de atuação. Jeff Bezos: US$ 172 bilhões – Amazon (Tecnologia/Varejo) Bill Gates: US$ 114 bilhões – Microsoft (Tecnologia) Mark Zuckerberg: US$ 90,2 bilhões – Facebook (Tecnologia) Bernard Arnault: US$ 87,7 bilhões – LVMH (Consumo) Steve Ballmer: US$ 73,7 bilhões – Microsoft (Tecnologia) Warren Buffett: US$ 70,2 bilhões – Berkshire Hathaway (Vários setores) Larry Page: US$ 68.7 bilhões – Google (Tecnologia) Sergey Brin: US$ 66.5B bilhões – Google (Tecnologia) Mukesh Ambani: US$ 64.4B bilhões – Reliance Industries (Energia) Francoise Bettencourt Meyers: US$ 64 bilhões – L'Oréal (Consumo)
Economia brasileira dá sinais de recuperação gradual, mostra novo indicador do Itaú

Apesar da melhora, retomada pode ser minada se o país voltar a adotar medida mais duras de distanciamento social para evitar uma propagação maior do coronavírus. O novo indicador de acompanhamento da atividade econômica lançado pelo banco Itaú nesta quinta-feira (2) confirma que o pior momento da crise provocada pela pandemia do coronavírus ficou para trás e mostra que a economia do Brasil tem apresentado uma recuperação gradual. O Itaú Daily Activity Tracker (Idat) faz o acompanhamento diário do ritmo da economia desde o início da primeira quinzena de março, quando marcava 100 pontos e as medidas de distanciamento social para combater a doença ainda não tinham começado. Rua 25 de março, em São Paulo, em 20 de março para evitar a propagação do novo coronavírus Marcelo Brandt/G1 Na segunda quinzena de março, com o reforço das medidas de isolamento em todo o país, o indicador recuou para uma média de 86 pontos – no pior momento chegou a 55 pontos no dia 28 daquele mês. Em abril, a média foi a 66 pontos, subindo em maio (73) e junho (82). "Esse indicador diário traz uma visão mais rápida do que está acontecendo na economia", diz a economista do banco Itaú Julia Gottlieb. "Há uma recuperação gradual, mas a economia ainda não voltou para o nível de antes da pandemia." O indicador foi construído com base no consumo de energia elétrica e nos dados internos do banco de gastos com cartão de crédito nos setores de bens e serviços Embora o novo indicador do Itaú revele que a economia brasileira esteja numa trajetória de retomada, há riscos que podem estancar essa melhora. O principal deles é a necessidade de o país ter de voltar a enfrentar medidas mais severas de distanciamento social para evitar um propagação maior do coronavírus. O Brasil já registra mais de 60 mil mortes. Brasil tem 60.813 mortes por coronavírus, diz consórcio "Uma recuperação consistente da economia depende de (o país) não ter de voltar a adotar de forma generalizada medidas de isolamento social mais rígidas por uma eventual segunda onda da doença", afirma o economista-chefe do Itaú, Mario Mesquita. O banco projeta uma queda de 4,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. Para o segundo trimestre, o recuo deve ficar entre 10% e 11% na comparação com os três meses anteriores. "Não consigo descartar esse risco de uma segunda onda, mas não é o nosso cenário principal", diz Mesquita.
Produção de petróleo do Brasil cai 6,5% em maio ante abril com impacto de pandemia
Na comparação com maio do ano passado, porém, houve alta de 1,3%. A produção de petróleo do Brasil em maio somou 2,765 milhões de barris por dia, com alta de 1,3% na comparação anual, mas recuo de 6,5% frente a abril devido a impactos da pandemia de coronavírus sobre o setor, disse a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta quinta-feira (2). A produção de gás natural teve recuo tanto em base mensal quanto anual, de 7,8% e 3%, respectivamente, e atingiu 114 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d). A ANP disse que 34 campos de petróleo e gás tiveram operações interrompidas temporariamente durante o mês de maio devido a efeitos da Covid-19, sendo 16 marítimos e 18 terrestres. "Um total de 60 instalações marítimas permaneceram com produção interrompida durante o mês de maio, devido aos efeitos da pandemia", acrescentou a agência, em boletim de produção. Arrecadação com royalties do petróleo tomba 30,8% em maio e pode cair mais de R$ 12 bilhões em 2020
Em 33 anos, Amazônia perdeu 724 mil km² de floresta e vegetação em região que abrange 9 países

Conhecida como 'Pan-Amazônia', a área tem 8,47 milhões de km² e envolve Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Suriname, Guiana e Guiana Francesa. 18 de abril de 2016 - Uma aldeia Yanomami é vista durante a operação do Ibama contra a mineração ilegal de ouro em terras indígenas. Bruno Kelly/Reuters A Pan-Amazônia, região de floresta amazônica que abrange 9 países, perdeu 724 mil km² de cobertura florestal e vegetal entre 1985 e 2018, de acordo com uma análise feita pelo MapBiomas Amazônia, divulgada nessa quinta-feira (2). A área perdida equivale à soma dos estados de SC, PR, SP, RJ, ES, ou a todo o território do Chile. Desses 724 mil km², a maior parte (692 mil km²) era área de floresta, e 32 mil km², vegetação natural. Isso significa que, em 2018, havia 10% menos floresta na Pan-Amazônia do que em 1985, como mostra a imagem abaixo. Imagem mostra a mudança do uso da terra da Pan-Amazônia. Em 1985, havia maior cobertura florestal e de vegetação. Em 2018, já é possível ver em amarelo a área de floresta desmatada. MapBiomas/Infografia/G1 "É a primeira vez que se enxerga a Amazônia como um todo. Com isso, a gente consegue entender onde estão acontecendo as transformações mais rápidas, onde está mudando a cobertura de uso do solo", afirma Tasso Azevedo, coordenador-geral do MapBiomas. A região da Pan-Amazônia abrange a área de floresta no Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Suriname, Guiana e Guiana Francesa. O Brasil concentra a maior parte do bioma (61,8%) e foi também o país que mais perdeu cobertura florestal no período, tanto em termos absolutos quanto proporcionais: são 624 mil km² a menos. Em seguida, vem Bolívia, com 36 mil km²; Peru, com 16 mil km², e Colômbia, com 14 mil km². Na contramão, Guiana e Suriname ganharam cobertura florestal, com 1,7 mil km² e 600 km², respectivamente. Estudo revela que a Floresta Amazônica perdeu área equivalente à do Chile em três décadas Amazônia perdeu em média 2,1 mil hectares de floresta por dia em 2019, aponta levantamento Relatório inédito mostra que 99% do desmatamento feito no Brasil em 2019 foi ilegal Focos de queimadas na Amazônia em junho foram os maiores para o mês nos últimos 13 anos, diz Inpe Avanço da agricultura Criação de gado em Alta Floresta, norte de Mato Grosso, dentro do bioma Amazônia Divulgação/Pecsa No mesmo período, a área voltada à agricultura e pecuária teve aumento de 172% no bioma. Em 1985 eram 415 mil km² com atividades de agropecuária em toda a Pan-Amazônia. Em 2018, passou para 1,12 milhão de km² – quase três vezes mais. A maior parte do crescimento veio do Brasil. Em 1985, eram 319 mil km² de terras para a agropecuária. Em 2018, eram 960 mil km². Territórios indígenas e áreas protegidas O desmatamento no período avançou sobre unidades de conservação. Dos 692 mil km² de floresta amazônica perdida no período em toda a região, 50 mil km² estavam em territórios indígenas e áreas naturais protegidas. Segundo Tasso Azevedo, as unidades de conservação são importantes mecanismos para frear a derrubada de florestas nativas. Ele afirma que, entre 1985 e 2018, foram perdidos 1% de cobertura florestal nas áreas protegidas. "Nas áreas fora das unidades de conservação, perdemos 20%. O que mostra que as unidades de conservação e as terras indígenas são uma super barreira de proteção", afirma. Terra Indígena Ituna-Itatá, no PA. Reprodução / Jornal Nacional Um outro levantamento, feito pelo Instituto Pesquisa Amazônia (Ipam) e a Universidade Federal do Pará (UFPA), aponta que a Amazônia tem 23% de floresta em terras públicas não destinadas registradas ilegalmente como propriedades privadas. O percentual representa 11,6 milhões de hectares de florestas públicas "tomadas" ao longo de 21 anos (1997-2018). Ao todo, a Amazônia tem 49,8 milhões de hectares de florestas sem destinação. A consequência da falta de destinação destas áreas é a invasão de grileiros e o aumento do desmatamento e das queimadas: as árvores são derrubadas e incendiadas para abrir espaço ao pasto e ao gado, dando aspecto de "produtividade" à área. Caso fossem destinadas a unidades de conservação, a proteção à vegetação nativa poderia ser mais efetiva. "Existe um problema fundiário sério na Amazônia. Há um caos. Parte desta solução é destinar para proteção, ou para terras indígenas ou para uso sustentável de terras naturais, como manda a lei de floresta pública de 2006. Na medida em que essas áreas públicas não são destinadas, em que você não diz em que tipo de categoria ela vai se encaixar, você abre um flanco grande para grilagem", avalia o diretor executivo do Ipam e um dos autores do estudo, Paulo Moutinho. Relatório inédito mostra que 99% do desmatamento feito no Brasil em 2019 foi ilegal
Emplacamento de veículos tem queda de 38% no 1º semestre de 2020, e entidade prevê baixa de 36% no ano

De janeiro a junho, 808.784 unidades foram emplacadas, contra 1.308.110 nos primeiros 6 meses de 2019. Setor foi impactado pela pandemia de coronavírus. Emplacamentos de veículos em queda no Brasil Reprodução / RBS O emplacamento de veículos caiu 38,2% no 1º semestre de 2020, em relação ao mesmo período do ano passado, informou a associação das concessionárias, a Fenabrave, nesta quinta-feira (2). De janeiro a junho, 808.784 unidades de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus foram emplacadas, contra 1.308.110 nos primeiros 6 meses de 2019. Com o fechamento do semestre, a entidade refez as projeções para 2020. Por causa dos efeitos da pandemia de coronavírus, a Fenabrave prevê uma queda de 35,8% no ano para todo o segmento de veículos; incluindo também motocicletas e implementos rodoviários — a previsão inicial, feita em janeiro, era de crescimento de 9,7%. “A queda já era esperada, em função do atual cenário, considerando os efeitos da pandemia do Covid-19, que obrigou o fechamento do comércio e o isolamento social, durante longo período", explica Alarico Assumpção Jr, presidente da Fenabrave. Em junho, os emplacamentos chegaram ao total de 132.833 veículos, uma baixa de 40,5% frente ao mesmo mês de 2019, quando o setor alcançou 223.191 unidades. Desempenho do setor de veículos no Brasil G1 Melhora entre maio e junho Na comparação com maio, no entanto, houve alta de 113,6% — no mês passado 62.192 veículos foram emplacados no país. "Quando avaliamos o mês de junho, na comparação com maio deste ano, já observamos uma expressiva melhora, explicada pelo retorno das atividades dos Detrans, principalmente, em São Paulo, que representou 32,1% das vendas nacionais, e da reabertura das Concessionárias, para vendas, na Capital Paulista e em outras localidades”, afirma Alarico. Desde o início de junho, as concessionárias iniciaram a reabertura no Brasil. Entre as medidas de segurança adotas estão manter a distância de 1,5 metro entre funcionários e clientes, utilização de máscaras e higienização dos carros. Veja os 10 carros mais emplacados no 1º semestre: Chevrolet Onix: 60.267 Hyundai HB20: 32.843 Chevrolet Onix Plus: 31.456 Ford Ka: 29.583 Volkswagen Gol: 24.827 Renault Kwid: 23.648 Fiat Strada: 22.849 Fiat Argo: 22.727 Jeep Renegade: 20.710 Volkswagen T-Cross: 20.595 Motocicletas Contabilizado a parte dos outros veículos, o setor de motocicletas fechou o 1º semestre do ano com 350.290 unidades emplacadas, o que corresponde a uma queda de 34% em relação ao mesmo período de 2019 — naquela época, o setor havia alcançado 530.152 unidades nos primeiros seis meses. Em junho, 45.893 motos foram emplacadas, baixa de 42,5% em relação ao mesmo mês de 2019 (80.040). No entanto, na comparação com maio, com 29.221 unidades, o setor se recuperou; a alta foi de 57%. “Esse crescimento nos mostra o aumento de demanda, principalmente, por motos de até 250 cilindradas, que foi o segmento que mais sofreu com a paralisação das fábricas”, ressaltou Alarico Assumpção Júnior. Concessionárias se reinventam para atrair clientes durante a quarentena
Novos pedidos de seguro-desemprego nos EUA caem pela 13ª semana
Número semanal de pedidos, no entanto, segue muito acima da média pré-pandemia. O número de norte-americanos que solicitaram auxílio-desemprego na última semana ficou em 1,427 milhão, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (2) pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos. Foi a 13ª queda semanal seguida do indicador – que segue, no entanto, várias vezes superior ao número médio de pedidos pré-pandemia. A queda, no entanto, foi de apenas 55 mil novos pedidos em comparação com a semana anterior. Além disso, o número total de novos pedidos desde meados de março, quando houve uma aceleração brusca do indicador, já soma mais de 48,6 milhões. Uma segunda onda de demissões em meio à demanda fraca e cadeias de suprimentos fraturadas mantém os novos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos elevados, apoiando visões de que a economia enfrenta uma recuperação longa e difícil da recessão pelo Covid-19. Na semana terminada em 21 de março, o número de pedidos de seguro desemprego saltou para 3,3 milhões de trabalhadores, e na semana seguinte dobrou e atingiu o seu nível mais alto, com 6,9 milhões de requerimentos. O relatório de pedidos de auxílio-desemprego, os dados mais oportunos sobre a saúde da economia, poderia oferecer pistas sobre a rapidez com que as empresas recontratam trabalhadores à medida que reabrem e sobre o sucesso do programa de proteção de emprego do governo. Uma ampla quarentena no país em meados de março para conter a disseminação da Covid-19 resultou no pior desemprego desde a Grande Depressão. A economia perdeu um recorde de 20,5 milhões de empregos em abril, acima da perda de 881.000 posições em março. Os pedidos de auxílio permanecem elevados, apesar de os empregadores terem contratado um recorde de 2,5 milhões de trabalhadores em maio, conforme as empresas reabriram após terem sido fechadas em meados de março para retardar a disseminação da Covid-19. A economia entrou em recessão em fevereiro.
Bovespa fecha estável em dia de exterior favorável e dados sobre emprego nos Estados Unidos

Ibovespa subiu 0,03%, a 96.234. IRB Brasil foi destaque negativo com queda de quase 12%. Fachada do prédio da B3, a bolsa brasileira, no Centro de São Paulo Rahel Patrasso/Reuters O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, fechou em leve alta nesta quinta-feira (2), em dia de viés positivo nos mercados acionários no exterior, melhora de preços de commodities e dados positivos do mercado de trabalho dos Estados Unidos. O Ibovespa continuou positivo e teve ganhos de 0,03%, a 96.234 pontos. Ontem, a alta foi de 1,21%. O acumulado do ano na bolsa ainda é negativo, com 16,78% de queda até o momento. Veja mais cotações. Destaque negativo para o dia é, novamente, IRB Brasil. A queda foi de quase 12% ainda por impacto das investigações contra ex-membros da alta gestão, acusados de fraude. O dólar fechou em alta, devolvendo parte da queda de quarta, com os investidores reagindo aos dados de emprego nos EUA. A moeda norte-americana subiu 0,56%, cotada a R$ 5,3471. Cenário externo e local No exterior, os índices de Wall Street fecharam em alta, diante de expectativas de uma recuperação rápida da economia e esperanças de uma vacina contra a Covid-19, e após a criação de 4,8 milhões de vagas de emprego nos EUA em junho, bem acima da expectativa de consenso, de criação de 2,9 milhões. O Departamento do Trabalho dos EUA informou ainda que o número de pedidos iniciais de seguro-desemprego caiu a 1,427 milhão na semana passada. Nesse cenário, o Nasdaq teve alta de 0,55% e atingiu uma máxima recorde de fechamento nesta quinta-feira, indo a 10.210,01 pontos. O Dow Jones subiu 0,38%, para 25.832,02 pontos, e o S&P 500 ganhou 0,46%, para 3.130,09 pontos. As ações da China subiram hoje, com o índice de blue-chips (papéis mais negociados) fechando no nível mais alto em dois anos e meio, impulsionadas pela decisão de Pequim de gastar mais para impulsionar a economia. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 2,07%, no nível mais elevado desde 26 de janeiro de 2018. O índice de Xangai teve alta de 2,13%. Liderando os ganhos, o subíndice imobiliário do CSI300 e o CSI300 SWS ganharam 3,5% e 7%, respectivamente. Entre as bolsas europeias, o dia também foi de fortes altas. O índice Stoxx 600 Europe encerrou o dia com ganhos de 1,97%, aos 368,29 pontos. Londres avançou 1,34%. Em Frankfurt, o DAX subiu 2,84%. O CAC 40, de Paris, teve ganhos de 2,49% e, em Madrid, o IBEX 35 registrou alta de 3,75%. Na cena doméstica, o IBGE divulgou nesta quinta que a produção industrial cresceu 7% em maio, após 2 meses de queda. O resultado foi encarado como positivo pelo mercado, que passou a estimar tombo menor para a economia do que o previsto. Pesquisa mostra que a desigualdade social aumentou na pandemia no Brasil Recuperação e perspectivas Até o fechamento de ontem, a queda de 17,80% da bolsa no ano refletiu as incertezas provocadas pela pandemia do novo coronavírus no início de 2020. Mas, no primeiro trimestre, a bolsa chegou a ter um tombo de quase 37%. O índice começou a se recuperar no segundo trimestre, impulsionado pela ampla liquidez global decorrente, principalmente, de medidas de vários países para combater os impactos econômicos da pandemia, mas também pela queda da Selic a mínimas históricas. Um dos destaques para a performance das ações brasileiras no trimestre foi o fluxo histórico de pessoas físicas para a renda variável, apesar da forte volatilidade com a pandemia e cenário político turbulento no Brasil. E o mês de junho também mostrava fluxo positivo de estrangeiros até o dia 26. Na visão do gestor Werner Roger, da Trígono Capital, o mercado tende a continuar com a disputa entre os que consideram a alta das ações exagerada, de que as economias ainda vão sofrer; e aqueles que avaliam que os estímulos e principalmente os juros baixos mudam o cenário. "Principalmente aqui no Brasil, (a queda dos juros) mudou completamente o cenário, não restou muita opção de investimentos", disse à Reuters, avaliando que ficou barato investir em renda variável e afirmando estar do lado do grupo que acredita que os níveis de preço no mercado se justificam. Variação do Ibovespa em 2020 G1 Economia
Desemprego nos EUA cai para 11,1% em junho, e criação de vagas chega a 4,8 milhões
Foi o maior salto de postos de trabalho desde que o governo começou a manter registros, em 1939. Em maio haviam sido criados 2,699 milhões de vagas. A economia dos Estados Unidos criou empregos em ritmo recorde em junho, uma vez que mais restaurantes e bares retomaram suas operações, em mais uma evidência de que a recessão causada pela Covid-19 provavelmente já passou, embora um aumento nos casos de coronavírus ameace a recuperação. A taxa de desemprego nos Estados Unidos surpreendeu e recuou no mês passado, a 11,1%, segundo dados do Departamento do Trabalho divulgados nesta quinta-feira (2). Em maio, já havia caído a 13,3%, após atingir em abril o maior patamar pós-Segunda Guerra Mundial (14,7%). Segundo o relatório, a criação de vagas de trabalho fora do setor agrícola dos EUA chegou a 4,8 milhões em junho. Esse foi o maior salto desde que o governo começou a manter registros, em 1939. Em maio haviam sido criados 2,699 milhões de postos de trabalho. Os ganhos de emprego somam-se a uma série de dados, incluindo gastos do consumidor, que mostram forte recuperação da atividade. Mas a reabertura de empresas depois que foram fechadas em meados de março desencadeou uma onda de infecções por coronavírus em grandes partes do país, incluindo os populosos Estados da Califórnia, Flórida e Texas. Vários Estados estão reduzindo ou interrompendo a reabertura desde o final de junho e mandaram alguns trabalhadores para casa. O impacto dessas decisões não apareceu nos dados de emprego, pois o governo pesquisou empresas no meio do mês. O chair do Federal Reserve, Jerome Powell, reconheceu nesta semana a recuperação da atividade, dizendo que a economia "entrou em uma nova fase importante e (o fez) antes do esperado". Mas Powell alertou que a perspectiva "é extraordinariamente incerta" e dependerá de "nosso sucesso em conter o vírus". O emprego está aumentando amplamente, pois as empresas recontratam os trabalhadores que foram demitidos quando negócios não essenciais, como restaurantes, bares, academias e consultórios odontológicos, entre outros, foram fechados para retardar a disseminação da Covid-19. Economistas atribuíram a explosão de ganhos de postos de trabalho ao programa do governo que concede empréstimos às empresas que podem ser parcialmente perdoados se usados para pagar os salários dos funcionários. Esses fundos estão secando. Em uma economia que já havia entrado em recessão em fevereiro, muitas empresas, incluindo algumas que não foram impactadas inicialmente pelas medidas de isolamento, estão enfrentando uma demanda fraca. Economistas e observadores do setor dizem que isso, juntamente com o esgotamento dos empréstimos do programa do governo, desencadeou uma nova onda de demissões que mantém semanalmente novos pedidos de auxílio-desemprego extraordinariamente altos. Em outro relatório divulgado nesta quinta-feira, o Departamento do Trabalho disse que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego totalizaram 1,427 milhão em dado com ajuste sazonal na semana encerrada em 27 de junho, ante 1,482 milhão na semana anterior. Trump comemora O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou o resultado. "O anúncio de hoje prova que nossa economia está voltando com tudo", disse Trump, destacando diferentes setores que obtiveram ganhos de empregos, de acordo com o relatório mensal. Trump comemorou os dados no momento em que o coronavírus ressurge em Estados com grandes economias, como Califórnia, Texas e Flórida, levando os governos locais a decretar medidas restritivas mais uma vez e fechar negócios onde acredita-se que a doença respiratória se espalhe facilmente. Um relatório separado divulgado nesta quinta-feira informou que 1,43 milhão de norte-americanos entraram com pedido de auxílio-desemprego durante a última semana de junho. Apesar dos novos casos, Trump disse que espera ver bons números de emprego nos próximos meses e que o relatório do Produto Interno Bruto do terceiro trimestre, dias antes das eleições presidenciais de novembro, também será forte. O relatório desta quinta-feira, disse Trump, "sugere que os trabalhadores estão confiantes em encontrar um novo emprego". Ele acrescentou, no entanto, que a Casa Branca e o Congresso continuam a negociar outra rodada de estímulo, frequentemente chamada de "Fase 4", para ajudar a economia a lidar com a pandemia, que agora está em seu quarto mês. EUA batem recorde na pandemia e registram 50 mil casos em um único dia
Dólar fecha em alta e se aproxima de R$ 5,35

Nesta quinta-feira, amoeda norte-americana subiu 0,56%, cotada a R$ 5,3471. Notas de dólar em casa de câmbio Hafidz Mubarak/Reuters O dólar fechou em alta nesta quinta-feira (2), devolvendo parte da queda de quarta, com os investidores reagindo a dados positivos do mercado de trabalho nos Estados Unidos. A moeda norte-americana subiu 0,56%, cotada a R$ 5,3471. Na mínima da sessão, recuou a R$ 5,2663. Na máxima, foi a R$ 5,3431. Veja mais cotações. Na quarta-feira, o dólar fechou em queda de 2,25%, a R$ 5,3171. No ano, porém, ainda tem alta de 33,35%. Real é a segunda moeda que mais perdeu valor neste ano O Banco Central realizou neste pregão leilão de swap tradicional para rolagem de até 12 mil contratos com vencimento em novembro de 2020 e março de 2021. Cenário externo e local No exterior, o dia foi de viés positivo nos mercados, diante de expectativas de uma recuperação rápida da economia e esperanças de uma vacina contra a Covid-19, e após a criação de 4,8 milhões de vagas de emprego nos EUA em junho. Esse foi o maior salto desde que o governo começou a manter registros, em 1939, e ficou acima da expectativa de ganho de 3 milhões de vagas em pesquisa da Reuters. Analistas citavam grande entusiasmo com o resultado, o que elevava o apetite por risco e pressionava a moeda norte-americana contra boa parte das divisas emergentes e associadas a commodities. Na cena doméstica, o IBGE divulgou nesta quinta que a produção industrial cresceu 7% em maio, após 2 meses de queda, eliminando apenas parte das perdas acumuladas em março e abril. A alta da moeda norte-americana em relação ao real tem sido associada por analistas a um cenário de juros baixos e incertezas econômicas e políticas locais. O fluxo cambial ao Brasil também piorou, indicando menor oferta de dólar --portanto, maior pressão sobre a cotação. A projeção do mercado para a taxa de câmbio no fim de 2020 continuou em R$ 5,20, segundo o último boletim Focus do Banco Central. Para o fechamento de 2021, ficou estável em R$ 5 por dólar. Por que Brasil já pode ter atingido 'fundo do poço' da recessão - e o que isso significa Variação do dólar em 2020 Economia G1
Produção industrial cresce 7% em maio, após 2 meses de queda com pandemia

Alta, porém, foi insuficiente para reverter a queda de 26,3% acumulada em março e abril. Na comparação com maio de 2019, indústria tombou 21,9%. Produção de veículos saltou 244,4% em maio, interrompendo dois meses seguidos de queda e eliminando parte das perdas acumuladas com a pandemia. Divulgação/Volkswagen A produção industrial brasileira avançou 7% em maio, na comparação com abril, conforme divulgou nesta quinta-feira (2) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta vem após dois meses seguidos de queda e de um tombo recorde em abril (-18,8%). Embora tenha sido a maior alta já registrada pela pesquisa para um mês de maio, o avanço eliminou apenas parte das perdas acumuladas desde o início da pandemia de coronavírus. "O crescimento, no entanto, foi insuficiente para reverter a queda de 26,3% acumulada nos meses de março e abril. Com isso, o setor atinge o segundo patamar mais baixo desde o início da série histórica da Pesquisa Industrial Mensal, sendo que o menor nível foi registrado em abril deste ano", informou o IBGE. Na comparação com maio de 2019, houve queda de 21,9%, sétimo resultado negativo seguido nesse tipo de comparação e a segunda queda mais elevada desde o início da série histórica, atrás apenas do resultado de abril (-27,3%). Produção industrial mensal Economia G1 No ano, a indústria acumulou queda de 11,2%. Em 12 meses, o recuo é de 5,4%, o mais intenso desde dezembro de 2016 (-6,4%). Com a leve recuperação em maio, o patamar da produção industrial brasileira está 34,1% abaixo de seu pico histórico, alcançado em maio de 2011. “A partir do último terço de março, várias plantas industriais foram fechadas, sendo que, em abril, algumas ficaram o mês inteiro praticamente sem produção, culminando no pior resultado da indústria na série histórica da pesquisa. O mês de maio já demonstra algum tipo de volta à produção, mas a expansão de 7%, apesar de ter sido a mais elevada desde junho de 2018 (12,9%), se deve, principalmente, a uma base de comparação muito baixa”, explicou André Macedo, gerente da pesquisa. Produção industrial: ‘A boa notícia é que não continuou caindo em maio’, diz Miriam Leitão Alta em 20 dos 26 segmentos Entre os segmentos de atividades, o crescimento frente ao mês anterior foi generalizado, alcançando todas as grandes categorias econômicas e com alta em 20 dos 26 ramos pesquisados. “As atividades foram impulsionadas, em grande medida, pelo retorno à produção (mesmo que parcialmente) de unidades produtivas, após as interrupções da produção ocorridas em várias unidades produtivas, por efeito da pandemia”, afirmou Macedo. Destaques da produção industrial em maio Economia/G1 A influência positiva mais relevante foi assinalada por veículos automotores, reboques e carrocerias (244,4%), que interrompeu dois meses seguidos de queda na produção e marcou a expansão mais acentuada desde o início da série da pesquisa, mas ainda assim se encontra 72,8% abaixo do patamar de fevereiro. Outros destaques positivos foram os segmentos de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (16,2%), que voltou a crescer após acumular perda de 20,0% em três meses consecutivos de taxas negativas, e bebidas (65,6%), que eliminou parte da redução de 49,6% acumulada nos meses de março e abril de 2020. Entre as atividades que permaneceram no vermelho em maio, destaque para indústrias extrativas (-5,6%), celulose, papel e produtos de papel (-6,4%) e perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-6%). Resultado por grandes categorias Entre as grandes categorias econômicas, ainda em comparação com abril, os maiores avanços foram na produção de bens de consumo duráveis (92,5%) e em bens de capital (28,7%), com ambos interrompendo dois meses seguidos de queda e marcando as altas mais elevadas desde o início de suas séries históricas. Apesar dos resultados positivos elevados, os segmentos também se encontram bem abaixo do patamar de fevereiro: -69,5% e -36,1%, respectivamente. bens de consumo duráveis: 92,5% bens de capital: 28,7% bens de consumo semi e não-duráveis: 8,4% bens intermediários: 5,2% Cenário de recessão e perspectivas A avaliação dos analistas é que o pior da crise pode já ter ficado para trás, mas a recuperação das perdas deverá se dar de maneira muito gradual em meio aos impactos da pandemia do coronavírus na economia brasileira e mundial. Em junho, a confiança da indústria aumentou 16,2 pontos em junho, alcançando 77,6 pontos, segundo indicador da FGV. Apesar da segunda alta consecutiva, o índice recuperou apenas metade dos 39,3 pontos perdidos entre março e abril. O Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (Codace), da Fundação Getulio Vargas (FGV), avalia que o Brasil entrou em recessão já no 1º trimestre, sem ter recuperado todas as perdas da recessão de 2014-2016. A pesquisa Focus mais recente do Banco Central mostra que a expectativa do mercado é de retração de 6,54% para a economia brasileira este ano, indo a um crescimento de 3,50% em 2021. Já o Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta que a economia brasileira irá recuar 9,1% neste ano. Se confirmada as previsões, o tombo da economia brasileira deverá ser o maior em 120 anos, pelo menos. Por que Brasil já pode ter atingido 'fundo do poço' da recessão - e o que isso significa Já patinando antes da pandemia, indústria e investimento terão mais dificuldades de recuperação Indústria brasileira aponta a necessidade de inovar linha de produção para superar a crise
Desemprego na zona do euro sobe em maio e é pior para mulheres e jovens
Taxa subiu de 7,3% para 7,4%. Para pessoas até 25 anos, atingiu 16%. O desemprego na zona do euro teve leve avanço e abaixo do esperado em maio, com as paralisações devido ao coronavírus sendo gradualmente retiradas, embora o aumento tenha sido mais pronunciado entre mulheres e jovens. A taxa de desemprego sazonalmente ajustada aumentou para 7,4% em maio, ante 7,3% em abril e 7,1% em março (menor nível desde que os registros começaram em 1998) Maio representou o segundo mês seguido de alta, mas ficou abaixo da expectativa do mercado de 7,7%. A situação foi pior para mulheres e jovens. O desemprego para pessoas até 25 anos subiu a 16% em maio, contra 15,7% em abril e 15,0% em março. Para as mulheres, a taxa de desempregou chegou a 7,9% de 7,7% em abril. Para os homens, permaneceu em 7%. Separadamente, a Eurostat informou que os preços ao produtor caíram 0,6% em maio sobre o mês anterior, contra expectativa de queda de 0,5%. Economia da zona do euro deve retrair 8,7% em 2020
Fiat Chrysler terá mulher comandando fábrica pela primeira vez na América Latina

Engenheira Juliana Coelho substituirá o italiano Pierluigi Astorino na chefia da unidade de Goiana, PE. Juliana Coelho, nova chefe da fábrica da FCA em Goiana Divulgação Pela primeira vez, uma fábrica da Fiat Chrysler na América Latina será comandada por uma mulher. A engenheira Juliana Coelho, de 31 anos, assumirá o posto máximo na unidade de Goiana (PE), onde atualmente são produzidos os Jeep Renegade e Compass e a Fiat Toro. Ela trabalha na empresa desde 2013, e faz parte do primeiro time de funcionários da unidade pernambucana, aberta em 2015 e considerada uma das mais modernas da FCA em todo o mundo. Mulheres na Liderança: as barreiras que ainda prejudicam a ascensão feminina VÍDEO: G1 acompanha produção do novo Volkswagen Nivus Antes de assumir o cargo de gerente da fábrica, Juliana Coelho trabalhou como Especialista de Processo de Pintura, Supervisora e Gerente da Pintura e Gerente da Montagem na Jeep, além de, mais recentemente, ter chefiado a área de novos desenvolvimentos na manufatura da América Latina na fábrica da Fiat em Betim (MG). Antes dela, o posto era ocupado pelo italiano Pierluigi Astorino, que se torna Diretor de Manufatura da Fiat Chrysler Automóveis para a América Latina. Ele sucederá o também italiano Francesco Ciancia, que retorna à Itália com a missão de liderar a manufatura das marcas Maserati e Alfa Romeo. (Correção: o G1 errou ao informar que Astorino era quem voltaria para a Itália para chefiar Maserati e Alfa Romeo. A informação foi corrigida às 11h) Fábrica da Jeep, em Goiana, na Região Metropolitana do Recife Inês Campelo/Jeep/Divulgação
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